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Nem todo mundo pode ficar em quarentena, a gente sabe. Nos últimos dias o governo federal deixou isso claro: definiu alguns serviços como essenciais, impedindo sua paralisação durante a pandemia.

Entre os citados estão as produções de alimento, a segurança pública, os médicos, claro, e — entre alguns poucos outros — os transportes.

Sim, parte dos motoristas terão de continuar nas estradas. Então, talvez mais do que nunca, é importante ter cuidado nas estradas.

E esse cuidado é possível. Confira:

De olho na burocracia 

É importante que o motorista e as empresas fiquem de olho nos detalhes jurídicos que não param de mudar durante a pandemia. A maioria deles, inclusive, está aí para facilitar a vida de quem tem que continuar na estrada. 

Um bom exemplo disso, por exemplo está no principal documento do motorista: a CNH. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) anunciou recentemente que portadores de carteiras vencidas a partir de 19/02/2020 não precisam se preocupar. Estão renovadas por tempo indeterminado. 

As pesagens nas rodovias também estão suspensas até segunda ordem. A ANTT afirma que o intuito é “evitar retenções e pontos de contato entre os profissionais do transporte de cargas”. A medida é temporária, em razão do estado de emergência de saúde pública”.

É importante também que o motorista pesquise sobre o local para onde está indo, principalmente em viagens interestaduais.

Leis para estradas estão mudando

As estradas estão recebendo mudanças frequentes. Quem vai para o Rio de Janeiro que o diga. O acesso à Ponte Rio-Niterói, controlado desde 2007, foi liberado para facilitar o transporte de cargas.

“Até 30/4, caminhões de qualquer eixo estão liberados para trafegar, desde que respeitem as regras de dimensão e peso do veículo, bem como as de segurança no transporte de produtos perigosos.”, diz a decisão.  

Há ainda notícias que afetam uma pequena parte dos motoristas, como os donos de caminhões e ônibus da linha Sprinter, da Mercedes, por exemplo.

Os modelos com a garantia encerrada a partir de 1º de março deste ano tiveram estendida a cobertura por mais 60 dias. Vale checar com as fabricantes dos modelos das suas frotas se medidas parecidas também não estão sendo tomadas. 

Uma ajudinha extra

Para ajudar a vida de quem está na estrada, algumas instituições também resolveram dar uma mãozinha. O governo de São Paulo, por exemplo, produziu um mapa interativo que deve estar sempre a mão dos motoristas.

A ferramenta mostra quais postos de gasolina não tiveram o funcionamento interrompido —  e quais ainda têm um restaurante para almoço ou janta – além de apontar locais que distribuem, gratuitamente, kits-lanche e kits-higiene. Para acessá-lo, basta clicar aqui. 

Ainda em São Paulo, a SETCESP está oferecendo consultoria jurídica, assessoria de segurança e compra coletiva de insumos. Os interessados devem entrar em contato com o Sindicado em www.setcesp.org.br.

Quem está fora de SP também possui benefícios!

O Serviço Social do Transporte e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SEST SENAT)  criou 200 pontos de apoio, espalhados por todo Brasil, para motoristas profissionais.

Nos locais, equipes distribuem produtos de higiene e de alimentação e orientam sobre medidas preventivas à covid-19. A lista completa de endereços pode ser encontrada aqui

Lave bem as mãos

E o que fazer para cuidar da saúde?

Antes de serem motoristas, quem pega a estrada são pessoas. Os cuidados básicos, então, são os mesmos que todo mundo tem que tomar:

  • Prefira usar água e sabão do que Álcool gel. Além de existir em mais abundância, lavar as mãos com água e sabão elimina o vírus como mais efetividade do que o produto químico.
  • Evite aglomerações. O vírus não se espalha pelo ar, mas se utiliza de gotículas como vetor. Uma pessoa falando perto da outra, pode infectá-la, com as pequenas gotas que emitimos, sem perceber, ao conversar. A Organização Mundial da Saúde recomenda uma distância de dois metros entre as pessoas, para evitar esse tipo de situação 
  • Evite tocar nos olhos, boca e nariz. O principal vetor de contaminação são as mãos. O vírus consegue viver dias em superfícies de madeira ou metal, por exemplo. Se você tocar em um local infectado e coçar os olhos em seguida, pode contrair o vírus. Antes de encostar no rosto, lave bem as mãos.
  • Espirre usando os cotovelos. Caso você sinta vontade de espirrar, não coloque as mãos no rosto. Se você estiver contaminado e encostar, por exemplo, em uma maçaneta depois de espirrar, todos que abrirem a mesma porta que você correm o risco de uma infecção. A saída é, ao sentir que vai espirrar, encaixe seu nariz no espaço entre o braço e o antebraço, evitando que as gotículas se espalhem ao mesmo tempo que não compromete a mão. 

Mas há uma coisa que, sim, especificamente o motorista pode fazer para se proteger. E ela é simples. Basta que ele:

  • Mantenha os vidros abertos. O ministério do Trabalho recomenda a circulação de ar natural. Faz sentido. Diferentemente do ar-condicionado, as janelas abertas trazem uma renovação do ar dentro do veículo e dificultam a ação das gotículas, caso tenha mais de um passageiro dentro do automóvel.

Algumas responsabilidades também fogem do motorista em si. Essas recomendações são dadas às empresas de transporte, para que seus funcionários e clientes fiquem mais protegidos. As dicas são: 

  • Higienize o veículo. Aqui mesmo nós já ensinamos como você pode fazer isso bem. No mesmo documento da recomendação anterior, o ministério crava: [a empresa de transporte deve] “Desinfetar  regularmente os assentos e demais superfícies do interior do veículo que são mais frequentemente tocadas  pelos trabalhadores”.  
  • Disponibilize álcool-gel 70% para os motoristas. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) recomenda que as empresas entreguem aos seus motoristas a substância higienizadora. Facilita bastante a vida do motorista, que nem sempre tem uma pia à disposição, para lavar a mão.
  • Não esqueça da limpeza interna. A Agência também lembra que além de partes muito tocadas pelos motoristas, como o volante, o veículo também tem que ser desinfetado em áreas menos óbvias “em especial no sistema de ar-condicionado”, diz a recomendação. Vale um reforço extra.
  • Não deixe ninguém trabalhar doente.  Saúde em primeiro lugar. Se um funcionário estiver com problemas, dê uma assessoria e apoio para ele, e, em seguida dê uma licença até sua recuperação. A Agência recomenda: “Se perceber que algum membro da equipe está com os sintomas, afaste-o se suas funções imediatamente”.
Higienize sua frota

Para alguns, recomendações assim podem até parecer distantes da realidade, por serem dadas por instituições que não necessariamente vivem o dia a dia do trabalhador — mas, na verdade, elas têm ido ao encontro justamente de quem acompanha de perto as demandas do motorista.

“Estamos trabalhando de forma muito intensa e monitorando as dificuldades. Acima de tudo, orientando as empresas  sobre a necessidade de higienização dos veículos, principalmente as áreas do volante, câmbio e maçanetas. Indicando que elas possam repassar informações necessárias”, afirma à Cobli Tayguara Helou, presidente do Conselho Superior e de de Administração do SETCESP (Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de SP). 

Um cuidado extra, inclusive, deve ser dado em algumas situações. “Alimentos, medicamentos, insumos hospitalares e materiais de higiene e limpeza, são cargas que demandam maior atenção”, diz Helou.

“Cuidados com esses materiais são redobrados, para que não venha ocorrer qualquer tipo de contaminação. Alguns, desses produtos precisam ser transportados na temperatura adequada, por exemplo”, completa o presidente do SETCESP.

É importante então, o contato com o fabricante do material, para entender quais as particularidades de cada carga. 

Conclusão

Há muito o que fazer!

Pesquise antes de sair da garagem e, principalmente, se mantenha higienizado e saudável.

Doente ninguém vai conseguir trabalhar, independente de quão essenciais forem os serviços prestados. 

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Monitoramento de frota - Coronavírus: Como profissionais de transporte podem se proteger?