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Se em situações comuns, buscar eficiência e transparência é importante para um gestor de frota, em tempos de crise isso se torna crucial.

Muito contagiosa, a pandemia do coronavírus está impondo enormes desafios ao setor de logística – e isso vai desde a busca por comida e remédios em períodos de isolamento até a alta na demanda do comércio eletrônico.

Mas é possível contornar ou, ao menos, aliviar alguns desses entraves com ajuda de alguns princípios básicos.

Abaixo, confira boas práticas para gerenciar melhor sua frota em tempos de crise

1. Planejar bem as operações, apoiar motoristas e criar turnos

O cenário das próximas semanas pode ser desafiador. Com muita gente estocando recursos, o cenário de desabastecimento passa a ser uma realidade – fazendo a demanda pelo transporte de cargas subir.

Por outro lado, se o número de casos do coronavírus explodir no País, há cada vez mais riscos para os profissionais envolvidos nessa atividade. Sua empresa precisa estar preparada para reduzir ou aumentar a equipe rapidamente.  Tente prever cenários a partir de uma alta ou queda nos pedidos de seus clientes para estar pronto. 

Estar em contato com o departamento de recursos humanos e fazer a devida quarentena de profissionais que apresentarem sintomas ou tiveram contato com infectados é imprescindível. Profissionais que pertencem a grupos de risco, como idosos, devem ser prioridade entre os que ficarão em casa. 

Além disso, se sua empresa usa mão de obra autônoma, é importante estabelecer políticas de apoio financeiro aos motoristas que forem afetados pela covid-19. Sem a preocupação de terem que trabalhar para ganhar dinheiro, eles poderão focar em sua recuperação e não correm o risco de espalhar o vírus por aí.  É algo que empresas do setor de entregas urbanas, como 99, Uber e iFood, já estão fazendo. 

Outra boa estratégia é criar turnos para as operações, buscando ganhar eficiência e reduzindo contato. Mas, para isso, é preciso tomar cuidado: a cada troca de turno, os caminhões precisam ser bem higienizados (leia mais abaixo) e não pode haver contato direto entre motoristas. 

2. Criar sistemas de entrega à distância

Outra forma de ajudar na prevenção do combate ao coronavírus – e até reduzir a desconfiança dos consumidores – é implementar um sistema de entrega à distância. Ele pode ser especialmente útil caso sua frota tenha contato direto com consumidor final. 

Para isso, basta combinar com o cliente que a entrega será feita dessa forma: em vez de entregar o item em mãos e assinar o recibo, o motorista pode deixar o pacote na porta do cliente e tocar a campainha. Ao se afastar, o cliente pode receber o pedido. 

E se for necessária uma comprovação de que o cliente recebeu mesmo o pacote, nada de formulário com papel e caneta: é possível substituir isso por uma foto do cliente levando o pacote para dentro de casa, tirada pelo próprio motorista.

3. Conscientizar sobre a relevância do coronavírus

Fazer seus colaboradores entenderem a ameaça que a covid-19 representa é algo muito importante. Educá-los sobre as formas de prevenção ao vírus, bem como sintomas e sua transmissão é muito importante.

Preste atenção a fontes confiáveis, como agências de saúde governamentais e jornais e espalhe informativos de conscientização – seja presencialmente ou por meios digitais, como o WhatsApp. 

Mais do que tudo, faça-os entender que a doença não é um problema só deles, mas de todos, e que é importante avisar caso eles sintam algum sintoma. 

Higienização é a chave contra o coronavírus

4. Estabelecer protocolos de higiene dos motoristas e dos veículos

Água, sabão, máscaras e álcool gel com pelo menos 60 graus são grandes aliados neste momento. Se possível, papel toalha descartável também é melhor do que um pano para a higienização. 

É preciso colocá-los à disposição dos motoristas sempre que for possível, não só para as mãos, mas também para limpar áreas de alto contato nos veículos. 

Uma lista razoável de higienização deve incluir objetos e superfícies tocados com frequência, como volante, alavanca de câmbio, haste de seta, dos limpadores de pára-brisa, maçanetas de portas e vidros do veículo, bem como os botões de acionamento de itens elétricos. Após a higienização, basta descartar o papel.

5. Rodar sempre com as janelas abertas para circular o ar

Uma medida simples que pode ajudar a evitar a contaminação é deixar o ar circular dentro do caminhão. Para isso, é importante estar sempre com as janelas abertas, uma vez que isso evita a concentração dos vírus num ambiente. 

O ar-condicionado pode até estar ligado, mas a janela precisa estar ao menos ¼ aberta. 

Ao embarcar e desembarcar, também é importante abrir as janelas ao máximo para ajudar a circular o ar no veículo. É um protocolo que também deve ser seguido sempre, tal como lavar as mãos ao tocar em superfícies que outras pessoas possam ter tocado. 

6. Usar a tecnologia para reduzir riscos e número de motoristas ativos

Com a recomendação de que a maior quantidade possível de pessoas deve ficar em casa, é importante considerar quais profissionais são realmente necessários – e como usá-los da forma mais eficiente.

Utilizar um serviço de roteirização (como o da Cobli) para calcular o melhor trajeto possível para várias entregas pode ser vital nesses momentos. 

Serviços de rastreamento e monitoramento (também oferecidos pela Cobli) também podem ajudar a saber se os motoristas fizeram as entregas com o menor nível de risco possível. 

Além disso, digitalizar a emissão de documentos necessários para entregas e fiscalizações das cargas também pode ser útil. 

De quebra, a tecnologia também auxilia para que o gestor de frotas não precise fazer seu trabalho presencialmente – sistemas digitais permitem que ele trabalhe remotamente. E isso é muito importante: quanto mais gente ficar em casa, menores são as chances da transmissão do novo coronavírus.

Boa comunicação durante a pandemia

7. Manter boa comunicação com os clientes

Em um cenário de crise, a união pode ser fundamental. A crise da covid-19 pode ser bastante complexa porque, em muitos locais, as lojas “não essenciais” estão fechando. Ao mesmo tempo, o comércio eletrônico sofre uma alta na demanda, que pode ser difícil de ser atendida. 

Nessas horas, é valioso ter um canal fluido de comunicação com os atuais clientes, conseguindo avisá-los sobre alterações nos prazos e processos pré-estabelecidos. Fazer com que eles possam avisar os consumidores sobre atrasos também é importante. 

Uma boa forma de fazer isso é ter uma lista de emails em massa para comunicar sobre mudanças nas operações – afinal, transparência vem em primeiro lugar. 

8. Ser flexível nas negociações

Com o pedido para que as pessoas fiquem em casa, a atividade econômica será bastante reduzida em breve – o que pode atrapalhar muitas empresas e até levá-las a cenários catastróficos.

Em momentos assim, a colaboração pode ser o caminho para que o pior não aconteça: é importante considerar a possibilidade de flexibilizar preços e prazos, oferecer descontos para acordos e trabalhos futuros, bem como renegociar as datas de vencimento de pagamentos. 

O governo já se posicionou quanto a isso e anunciou um pacote de benefícios para pequenas e médias empresas. Veja neste outro post como a injeção de R$147,3 bilhões na economia poderá ajudar.

Mais pode vir por aí – e é bom se preparar para não quebrar. 

Este conteúdo te ajudou? Fique de olho no blog da Cobli com mais atualizações sobre o coronavírus e seus impactos na logística.

Monitoramento de frota - Coronavírus: como gerenciar melhor sua frota na crise
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