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Corona. Seis letrinhas que apareceram nos noticiários no último mês e meio, e não saíram mais de lá.

A partir daí há duas etapas: a primeira é entender o diabos é esse tal de vírus, e como combatê-lo, tudo de maneira geral.

A segunda parte é mais particular, começamos a pesquisar sobre como aquele ser vivo microscópico consegue afetar especificamente as nossas vidas.

Professores começam a pesquisar sobre o coronavírus nas escolas. Engenheiros buscam a relação do Covid-19 com o setor de construção.

E você, muito provavelmente envolvido com o mundo do transporte, chegou aqui justamente para entender: como a indústria automotiva está sendo atingida pelo corona? Calma, vamos te contar.

Vendas

Sem enrolar: as coisas não vão bem. A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) consta que entre as duas primeiras e as duas últimas semanas de março, a indústria teve uma queda brutal: 90% de vendas a menos no Brasil todo.

O mês, até então promissor, foi atropelado pelo coronavírus. “Até o começo da segunda quinzena, as vendas estavam em alta, com crescimento de 9% no acumulado do ano”, afirmou em comunicado, Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea. Desde então, os números não param de piorar. 

De acordo com dados da associação, quando comparamos os três primeiros meses de 2020, com o trimestre de 2019, já é possível notar que a quinzena de pandemia deixou marcas na indústria.

A venda de caminhões, por exemplo, caiu 6,2% na comparação com ano passado. Com os carros, a situação é um pouco pior: uma queda de 8,1% no acumulado. O cenário é ainda mais assustador quando colocamos apenas os meses de março lado a lado: uma queda de 15,3% entre os caminhões e 21,8% entre os carros. 

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Produção

A queda de vendas, claro não veio desacompanhada. O perigo de transmissão também atacou um ponto anterior da escala: a produção.

Tivemos uma queda de 16% na fabricação de carros entre janeiro e março de 2020. “O avanço da pandemia em nosso país foi provocando a interrupção das atividades nas fábricas e nas concessionárias”, afirma Moraes.

De fato, as paradas são expressivas: Em 6 de abril (data do relatório mais recente da Anfavea) o Brasil tinha parado 63 fábricas, espalhadas por 10 estados e 40 cidades pararam.

A expectativa é de que hoje esses números sejam ainda piores, à medida que o vírus e o número de infectados se espalhem pelo país, as poucas produções que ainda se mantinham ativas na época do relatório tendem a interromper suas atividades.

A indústria automotiva também é afetada pelo coronavírus

Panorama global

As notícias não são ruins apenas por aqui. A indústria automobilística têm sido afetada globalmente.

“A preocupação dos fabricantes e fornecedores do mundo todo com a saúde e segurança dos seus funcionários fez com que medidas sanitárias drásticas fossem tomadas, levando a grande redução da produção e até a paralisação de fábricas”, afirmou em comunicado Fu Binfeng, presidente da OICA (Organização Internacional de Construtores de Automóveis).

De acordo com Binfeng, a pandemia reduziu em 5% a produção mundial de veículos — interrompendo um crescimento que existia há 10 anos.

Esse fator internacional, inclusive, é mais um ponto de problemas por aqui: nossas importações de carros caíram em 21,1%, na comparação com março do ano passado. “Esta poderá ser a pior crise na história da indústria automobilística”, crava Binfeng.

Com esse cenário, a crise na indústria tem afetado principalmente os trabalhadores.

Essas mais de 60 fábricas paradas atingem diretamente 123 mil funcionários. É nesse contexto, inclusive, que essa faixa da população está tendo contato direto com uma medida provisória extremamente discutida nas últimas semanas.

A MP 936 é a decisão tomada pelo governo federal, que permite ao empregador reduzir ou rescindir o contrato de seus funcionários. “Nem todas as empresas começaram a usar esse artifício. Muitas tentaram fazer acordos coletivos, usando bancos de horas, férias, ou conversando com o sindicato. Mas esses recursos começaram a acabar. E aí MP começou a ser muito usada”, conta à Cobli Sergio Domingos, vice presidente do Sindimovec (Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas Montadoras de Veículos).

“Os sindicatos estão muito preocupados com a situação do trabalhador. A economia é movimentada de baixo pra cima. Se ele não estiver com dinheiro na mão, a economia não anda.”, completa.

Reações positivas

Mas dá para selecionar algumas cenas boas no meio dessa panorama não tão otimista. Montadoras ao redor do Brasil estão usando suas instalações e funcionários para consertar respiradores, visadíssimos por hospitais.

Em parceria com o Senai, funcionários estão recebendo treinamento para saber lidar com os equipamentos, e os fazendo retornar aos hospitais em cerca de três dias.

Bom para quem trabalha. Bom para quem recebe. Um respiro, literal, em meio à notícias que têm feito a indústria do carro desacelerar. 

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