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O coronavírus e, mais especificamente, sua quarentena dividiram o mundo em dois lados.

Um deles clama que o isolamento é essencial. Todo mundo em casa já! Mostra dados de que as mortes são inevitáveis fora da quarentena, e cita lentamente cada recomendação da OMS.

O outro lado não chega a desacreditar dos fatos apresentados pelos quarentenados, mas joga uma pergunta em jogo: “se todo mundo ficar em casa, o que vai acontecer com nossos empregos?”. 

O cenário do mundo do trabalho, não vamos mentir, é bem ruim — e só piora.

Em 18 de março, a Organização Internacional do Trabalho (uma espécie de OMS da labuta) estimava que, com o corona, 25 milhões de pessoas ao redor do planeta perderiam seus empregos.

Em 8 de abril, voltou a se pronunciar, a coisa era bem pior: 195 milhões de desempregados — só no segundo semestre de 2020. A longo prazo, 81% dos 2,64 bilhões de trabalhadores do mundo seriam afetados de alguma forma pelo corona. 

Então é isso! Todo mundo voltando pras ruas, ao trabalho, certo? Não. Definitivamente não. A quarentena segue sendo uma medida importantíssima no combate ao corona. E é crucial, até mesmo para a economia.

Um estudo da renomada Universidade de Northwestern, nos EUA, calculou os custos econômicos que teríamos se simplesmente não nos isolássemos. O número de trabalhadores cairia automaticamente, por causa das milhões de mortes.

O peso disso na economia apareceria de forma cavalar: 10 trilhões de dólares de prejuízo — isso, só nos EUA. Até agora, o mundo inteiro somado deu um negativo de 7 trilhões. Portanto, não podemos negar: não poupar vidas é péssimo pro bolso também (para quem ainda precisa de um incentivo). 

Mas, ué, se ficar em casa é demissão e sair é morte, qual é a saída?

Bom, não há uma única resposta, mas, em geral, dá para cravar uma coisa: governos ao redor do mundo estão, sim, encontrando medidas assertivas. E talvez seja a hora do Brasil começar a olhá-las com atenção.

Abaixo listamos algumas que podem te ajudar a entender melhor o mundo em que vivemos (e quem sabe trazer uma ou outra ideia para dentro da sua empresa).

Proibição de demissões

Um dos maiores medos que giram em torno de quem está em casa é: e se rolar demissão?

Bom, em alguns países isso está absolutamente proibido durante a pandemia. Nações como a China, Argentina e Itália proibiram demissões.

No país dos hermanos, a lei que determinou a medida se justifica dizendo, em seu texto, que é “essencial garantir a preservação dos empregos por um período razoável, a fim de preservar a paz social”. 

Aqui no Brasil, como não há esse tipo de iniciativa por parte do governo, algumas empresas aderiram ao movimento #NãoDemita de forma independente.

A Accenture, a Alpargatas, o Grupo Boticário, o Grupo Pão de Açúcar, a Microsoft, a Cobli e muitas outras determinaram que, até o final de maio, nenhum funcionário será demitido por conta da pandemia do Coronavírus e suas consequências.

Em seu manifesto, o movimento faz um apelo: “se você já foi fortemente afetado pela crise ou está passando por dificuldades financeiras na sua empresa e realmente não tem caixa para evitar demissões, ainda assim, pare uns minutos e reflita”.

O texto aponta que desligar gera um custo imediato, muitas vezes maior que dois meses de salários. Fala ainda que há linhas de crédito, como as que já citamos aqui neste texto, e outras soluções que estão sendo criadas todos os dias para ajudar as empresas a atravessar a tempestade.

Ajuda governamental nos pagamentos

Se você é dono de empresa, talvez tenha bufado ao ler o parágrafo anterior: ninguém quer demitir funcionários. Mas como pagar os salários se não há mais produção? É uma questão justa, e a resposta está, olha só, nos governos. 

Países como a Dinamarca estão dando um apoio governamental na hora de bancar a folha de pagamento. Empresas dinamarquesas podem pedir que o estado pague até 75% do salário de seus funcionários.

Os governantes pedem apenas que os funcionários tirem 5 dias de folga, não remuneradas, do trabalho — para ajudar nas contas. 

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Empréstimos a empresários

A Alemanha, por outro lado, deu outro tipo de ajuda: o país está distribuindo à empresários  empréstimos de até 800 mil euros, para empresas pequenas e médias.

A motivação é só uma: ajudar os empresários a manter o emprego de seus funcionários. No país, aproximadamente 70% dos trabalhos são justamente nessas companhias de até médio porte.

Ações parecidas também apareceram no Reino Unido, Coréia do Sul, e França. 

Medidas provisórias podem ajudar empresários e trabalhadores

Diminuição de impostos

Países como Austrália, Nova Zelândia e Reino Unido e Itália diminuíram o impostos e taxas inerentes à economia.

Os italianos, inclusive, estão esquecendo os juros de pagamentos governamentais atrasados. O objetivo é não pesar tanto no bolso dos empregadores (e da população como um todo).

Auxílios sociais

Assim como no Brasil, outros países também estão dando auxílios para que sua população consiga ter alguma renda, em caso de desemprego, por exemplo.

Enquanto por aqui os brasileiros que se encaixam nos requisitos ganham montantes de R$ 600 a R$ 1.200 por até três meses, em Hong Kong todos os habitantes adultos receberam uma única transferência  R$ 7.300.

A expectativa é que a medida impulsione a economia local em 1%.

Otras cositas más…

Essas são, claro, apenas algumas medidas. Há inúmeras outras rolando por aí:

O Japão e a Alemanha estão abrigando em creches crianças de pais que ainda precisam trabalhar, como médicos (já que as escolinhas estão fechadas pela quarentena).

Já Singapura e Irlanda estão facilitando o acesso licenças médicas remuneradas.

Uma coisa é fato: medidas só são possíveis com um apoio robusto dos governos locais. A já citada Alemanha, por exemplo, investiu quase 40% do seu PIB no combate ao corona.

Reino Unido e Espanha giram em torno dos 20%. A França dedicou mais de 13% só na distribuição de linhas de crédito para a população.

No Brasil, de acordo com estudo da FGV, as medidas de incentivo não chegam à 5% do nosso PIB.

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