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Na hora de decidir qual o melhor software de rastreamento para a sua empresa, uma das perguntas mais importantes a que você deve responder é essa daqui:

— Com quanta agilidade eu preciso receber informações para repassar aos clientes ou tomar decisões?

Em alguns setores, a velocidade com que gestores têm acesso a dados é essencial para manter o negócio rodando. É o caso da empresa de construção civil Construrise, que precisa ser muito pontual nas obras que envolvem o fechamento e desvios de vias (afinal, quanto menos impacto a obra tiver no trânsito, melhor). Ou, então, da companhia de ambulâncias Bem Emergências Médicas, que carece de saber exatamente onde seus carros estão para deslocá-los numa urgência. As duas registraram bons resultados com o uso de um software de rastreamento: a Construrise ganhou cerca de 1 hora em eficiência diária por equipe, enquanto a Bem Emergências aumentou o número de atendimentos em 50%.

Em casos assim, o software de rastreamento ideal é aquele capaz de enviar informações num intervalo menor do que 10 segundos.

Isso significa que o gestor pode saber a localização de um carro com 10 segundos ou menos de diferença para tomar uma decisão.  Veja bem, para uma empresa de ambulâncias, alguns poucos minutos de atraso pode ser a diferença entre conseguir salvar uma vida ou não.

“Quando a informação vem com muito atraso, na hora em que o gestor a recebe, ela já não é mais a realidade”, diz Pedro Lion, gerente de produto na Cobli.

Além de otimizar o atendimento de empresas, um intervalo menor para a atualização do sistema também ajuda a contabilizar outros dados.

Mas de que dados estamos falando?

dados gestao frotas 1 1024x440 - O que você precisa saber antes de escolher um software de rastreamento

Algumas informações que um bom sistema de gerenciamento de frotas pode oferecer são:

1. Geração de rotas para diferentes veículos e diferentes destinos, ao mesmo tempo
Programar as rotas do dia manualmente é uma das atividades que mais pode tomar tempo de gestores – por aqui, já soubemos de empresas que gastavam um dia inteiro com esse planejamento. Um software de rastreamento é capaz de fazer esse trabalho em questão de segundos, considerando, inclusive, os horários de trabalho dos motoristas e as pausas para almoço.

A solução funcionou bem para a Direct SI, empresa de telecom com mais de 400 clientes: com o monitoramento, os técnicos da companhia passaram a fazer 20 instalações a mais por dia.

2. Duração do serviço ou entrega
Boa parte dos gestores têm uma ideia de quanto tempo leva até uma entrega ser feita ou quanto tempo um serviço precisa para ser concluído. Os chefes de frota da empresa de ar-condicionados HVAC, por exemplo, pedem para que os técnicos que visitam os clientes tirem uma foto do problema identificado nos aparelhos assim que chegam ao local.

Assim, conseguem estimar a duração de um atendimento. Essa informação é adicionada ao software de rastreamento para que eles tenham uma precisão maior sobre a duração da rota – e possam planejar os próximos serviços.

3. Condução do motorista
Saber como os motoristas estão dirigindo não só pode ajudar a diminuir os custos com a manutenção dos veículos, como também enxugar os gastos com combustível. A gente chegou a essa conclusão depois de fazer um levantamento, que analisou dados compilados de 340 mil quilômetros rodados por veículos leves e pesados.

Os resultados mostraram, por exemplo, que, quanto mais vezes um condutor muda a velocidade do carro (ou seja, não mantém uma velocidade constante) o consumo de combustível será maior. Em veículos pesados, esse comportamento chega a aumentar os gastos em até 75%. Nos veículos leves, o mesmo indicador fica entre 30% e 50%.Para dar uma ideia do impacto dessa métrica: num estudo de caso que fizemos com a empresa de transporte rodoviário Supricel, identificamos um potencial de economia de 15%.


Ou seja, sem modificar uma linha de suas rotas, apenas com treinamento dos motoristas, os ganhos de economia chegariam a R$ 2 milhões por ano.

Rastreador, para que te quero

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É preciso determinar ainda o tipo de rastreador ideal. No mercado, atualmente, existem dois principais: via rede de celular e radiofrequência. Há ainda um terceiro modelo, via satélite, que é menos usado, porque sua implementação é muito cara.


Rastreador Via Celular

Os rastreadores que se conectam via celular conseguem transmitir um maior volume de informação do que os modelos que funcionam com radiofrequência.

Basicamente, eles funcionam assim:

A partir de um emissor/receptor de ondas de rádio instalado no veículo, é estabelecida uma comunicação contínua e em tempo real com, pelo menos, três dos diversos satélites em órbita ao redor do planeta.

Assim, podem transmitir dados como:

  • Localização exata do veículo
  • Registro da telemetria
  • Acelerômetro
  • Identificação do motorista
  • Controle de abertura de portas de baú (no caso de frotas de carga)

As duas principais vantagens desse modelo é a precisão dos dados e o funcionamento em tempo integral, que permite acompanhar veículos ativamente. O lado ruim é que, assim como nossos smartphones, o rastreador via GPS opera com uma dificuldade maior em ambientes fechados, como estacionamentos subterrâneos, quando comparado ao de radiofrequência.


Radiofrequência

O rastreamento aqui é feito por meio de ondas eletromagnéticas de menor alcance: a conexão com o veículo ocorre com o apoio de antenas e torres de comunicação.

Se por um lado, a radiofrequência tem uma capacidade menor de transmissão de dados, por outro, pode ser mais eficiente para a gestão de riscos. Se você já ouviu falar do jammer, entende um pouco do que estamos falando. Trata-se de um aparelho que consegue bloquear temporariamente os sinais GPS/GPRS emitidos pelo rastreador e impedir, assim, a localização do veículo. Rastreadores que funcionam via RF não são atingidos pelo jammer, porque usam uma frequência diferente.

“A radiofrequência não é tão indicada para a gestão de frotas e, sim, para a gestão de riscos. É mais para a recuperação de cargas e veículos, para quem trabalha valor agregado.”

E para instalar, como faz?

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Um último aspecto a ser considerado é a facilidade de instalação. Existem dispositivos que precisam somente ser plugados ao veículo para começarem a coletar dados. Chamados de plug and play, funcionam como um pen-drive mesmo: não necessitam de técnicos para instalar e, por isso, a contratação e a compra podem sair por um preço mais competitivo.

Já os dispositivos instalados vem junto, normalmente, com um preço mais salgado para começar a usar. A princípio, esse custo pode parecer coisa pequena, mas há sempre a chance de a instalação não funcionar e o técnico ter de retornar para refazer o processo. Um outro problema é que pode ser difícil para um gestor de frotas deixar um carro parado para fazer uma instalação. Então, até o veículo começar a operar com o dispositivo, pode demorar um tempo.

Por outro lado, esses dispositivos podem ser mais eficientes em casos de roubo, porque demoram mais para serem desabilitados e retirados do veículo.

“O que é preciso manter em mente na hora de escolher é que um software de rastreamento precisa conectar três pontos: 1) a empresa, 2) o motorista ou técnico que está na rua e 3) o cliente. Tudo o que puder melhorar o contato entre essas três pontas vai ajudar, não só no atendimento ou no serviço prestado, mas na redução de custos da operação”, diz Lion.

Fale com o nosso time e conheça mais sobre o nosso sistema de rastreamento. É só mandar um e-mail para euquero@cobli.co e nossos consultores entram em contato 😉

Rastreamento de Frota

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