Fraude no odômetro: como identificar e evitar

Fraude no odômetro: como identificar e evitar

Ao adquirir veículos seminovos para a frota, é importante ter atenção para evitar a fraude no odômetro, uma prática criminosa realizada com o objetivo de supervalorizar o bem e mascarar seu desgaste.

Se você deseja garantir uma compra segura, entender os sinais de adulteração e conhecer as formas de se proteger é fundamental.

Neste artigo, vamos explicar como funciona esse tipo de fraude, os riscos, quais são os indícios mais comuns, as consequências legais envolvidas e as medidas para evitar prejuízos. Vamos lá?

O que é fraude no odômetro?

A fraude no odômetro, ou hodômetro, é uma prática que ficou bastante conhecida por volta da década de 1990, quando a medição dos quilômetros rodados por um veículo era analógica.

Consiste na adulteração da quilometragem para um valor mais baixo, fazendo parecer que o automóvel foi menos rodado. Afinal, essa é uma informação crucial para a precificação do bem para revenda.

Por exemplo, um carro com mais de 100 km rodados ter seu odômetro alterado para 50 km para ser vendido por um valor mais alto.

Hoje, com os odômetros digitais e tecnológicos, se tornou mais difícil praticar esse tipo de fraude. No entanto, ainda pode acontecer, incluindo também o cancelamento de avisos de segurança relacionados aos freios e airbags, por exemplo.

Essas alterações mascaram o histórico do veículo, podendo gerar diversos riscos para a segurança dos ocupantes, aumentar os custos de manutenção e comprometer a confiabilidade na hora da revenda.

Como funciona a adulteração de quilometragem?

Nos veículos mais antigos, o odômetro era analógico e a adulteração realizada de forma mecânica. O painel era desmontado e os roletes que registravam os quilômetros rodados alterados para um número menor.

Hoje, a prática se tornou mais difícil de ser realizada, porque os registros vão além dos números exibidos no painel digital dos veículos. No entanto, ainda assim pode acontecer por meio de ações que se assemelham às de hackers em sistemas de computadores.

Mecânico avaliando veículo para detectar possível fraude no odômetro.
Consultar um mecânico de confiança é uma das principais medidas para se prevenir da fraude no odômetro.

Sinais de que a quilometragem foi adulterada

Diferentemente de 20 ou 30 anos atrás, quando a fraude no odômetro ficou conhecida, hoje existem diversas formas de identificar a adulteração. É muito importante ter atenção aos sinais ao adquirir veículos seminovos, confira!

Análise do manual do proprietário

O manual do proprietário é um importante aliado de quem vai comprar veículos seminovos para a frota. Nele, ficam registradas as revisões realizadas desde que o carro saiu da concessionária, com data e quilometragem.

Dessa forma, se os registros não batem com a marcação atual do odômetro, ou se houver períodos muito longos sem anotações, isso pode ser sinal de manipulação.

Revisão de documentos e histórico do veículo

Além do manual do proprietário, outros documentos e registros de histórico do veículo podem ajudar a identificar uma possível fraude no odômetro.

Um bom exemplo é a etiqueta colada no para-brisas com informações sobre a última troca de óleo. Nela, fica registrada a quilometragem de quanto o procedimento foi realizado e a previsão para a próxima revisão.

Inspeção de desgaste de componentes

A quilometragem não é o único marcador do desgaste de um veículo. É preciso se atentar também aos componentes que costumam ficar gastos conforme a rodagem.

Alguns exemplos incluem: pneus, motor, freios, pedais e até o volante. Automóveis que rodaram bastante costumam apresentar sinais visíveis nesses e outros aspectos.

Então, se o painel mostra uma rodagem, mas o estado desses itens conta outra história, é provável que a quilometragem tenha sido adulterada.

Como evitar ser vítima de fraudes no odômetro?

Existem algumas formas de evitar ser vítima de frades do odômetro, seja ao adquirir seminovos ou em outras situações envolvendo a frota. Acompanhe as dicas!

Realizar uma inspeção minuciosa do veículo

O primeiro cuidado a se ter é fazer uma minuciosa análise de desgaste do veículo de modo geral, considerando pneus, freios, pedais, estofamento dos bancos, volante, lataria etc.

Em frotas corporativas, o uso da telemetria pode ajudar a identificar inconsistências na quilometragem durante a operação, evitando adulterações internas que impactam no controle e manutenção dos veículos.

Consultar um mecânico de confiança

Apesar de ser possível identificar sinais de desgaste ao inspecionar o veículo, existem detalhes que somente um mecânico conseguirá detectar. Nesse caso, procure um profissional de confiança para uma avaliação mais completa.

Uma das verificações realizadas para identificar fraudes envolve o uso de scanners que fazem a leitura diretamente na central eletrônica. Assim, é possível conferir se os números exibidos no painel refletem a realidade.

O mecânico poderá verificar também componentes internos, o funcionamento do motor e os sistemas eletrônicos, identificando possíveis inconsistências entre o que aparece no odômetro e o real estado do carro.

Mecânico avaliando veículo para detectar possível fraude no odômetro.
Consultar um mecânico de confiança é uma das principais medidas para se prevenir da fraude no odômetro.

Consequências legais da fraude no odômetro

A adulteração do odômetro é uma prática realizada com o objetivo de obter vantagem, muitas vezes para vender um veículo por um valor maior do que valeria no mercado, conforme seu estado de conservação.

Por isso, configura crime previsto no artigo 171 do Código Penal, que estabelece: “obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento”. A pena prevista é reclusão, de um a cinco anos, e multa.

Além disso, uma empresa que tenta vender veículos com odômetro adulterado tem sua marca manchada. Afinal, é comum que as pessoas compartilhem suas experiências nas redes sociais e entre conhecidos.

Estatísticas sobre fraudes no odômetro no Brasil

Faltam dados oficiais sobre fraudes de odômetro no Brasil. No entanto, algumas reportagens, como uma matéria da revista ES Brasil, sugerem que 30% dos carros usados no país têm a quilometragem adulterada.

Seja esse número real ou não, é sempre importante ter atenção ao adquirir veículo seminovos, buscando opções de boa procedência e com o aval de mecânicos de confiança.

Vale mencionar que essa questão também deve ser considerada quando se está do outro lado do negócio. Ao vender exemplares da frota, contar com relatórios de telemetria detalhados é uma forma de reforçar a transparência. Isso dá mais confiança ao comprador e pode até valorizar o veículo no mercado.

Com a telemetria avançada da Cobli, a leitura de dados é feita diretamente da central eletrônica do veículo, garantindo confiabilidade das informações para uma gestão eficiente e com mais transparência em negociações.

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Amanda Romualdo

Escrito por

Amanda Romualdo

Analista de Conteúdo na Cobli, Amanda Romualdo utiliza sua formação em Psicologia para estruturar a jornada de conhecimento de milhares de profissionais de logística. Com foco em pesquisa de mercado e tendências, ela é a voz por trás dos principais guias, materiais ricos e newsletters da marca. Sua expertise garante o alinhamento entre as inovações tecnológicas e as necessidades humanas no gerenciamento de frotas, fortalecendo a presença digital e a geração de valor da Cobli.

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