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O cálculo do combustível é só a primeira de muitas medidas de contenção de despesas para buscar extrair o máximo lucro de uma frota.

Ao monitorar os gastos e fazer as contas, você talvez se surpreenda com o percentual que esse custo específico representa nas saídas do caixa.

Nesse sentido, vale citar rapidamente o estudo Logística do Agronegócio, da Escola Superior de Agricultura da Universidade de São Paulo.

Segundo seus autores, em um percurso de 1.000 quilômetros para o transporte de grãos, o combustível representa 38,4% do custo total da operação.

Temos, então, um gasto considerável, mas que pode se transformar em uma ótima oportunidade de economia, desde que haja um controle rígido sobre ele.

É o que você vai conferir neste texto, no qual vamos mostrar como tornar a sua frota mais eficiente e, assim, elevar a lucratividade da empresa.

Siga acompanhando para conferir todas as dicas!

Por que é importante fazer cálculo de consumo de combustível da sua frota

Mesmo motoristas pouco experientes sabem que a relação “quilômetro rodado x litro de combustível” é um critério dos mais importantes a considerar antes de comprar um carro.

Se tem algo certo é que não há veículo que rode sem estar com o tanque abastecido.

Por isso, quanto menos combustível ele consumir para trafegar, mais leve será a sua manutenção.

Ao contrário, veículos que consomem muito combustível são a certeza de gastos mais altos.

Na gestão de frotas, a importância do cálculo de combustível cresce e deve fazer parte das rotinas dos gestores.

Até porque, nesse caso, não estamos falando sobre o único carro da família e as despesas que ele gera, mas de uma série de veículos que precisam trabalhar com eficiência.

Sem monitoramento do consumo, o prejuízo pode se dar de duas formas: com uma frota que gasta mais combustível do que deveria e com veículos parados para reparos mais frequentes.

Parece que temos aí excelentes motivos para calcular e controlar o consumo, não é mesmo?

Como calcular combustível?

O cálculo de consumo de combustível é relativamente simples de se fazer. 

Primeiramente, você deverá tomar como referência o preço por litro e, claro, considerar que o combustível utilizado é de qualidade.

Nesse aspecto, nunca é demais relembrar que o barato pode sair caro. 

Combustível com preços muito baixos são uma verdadeira bomba relógio.

O fator mais importante é e sempre será a relação custo-benefício. 

Não por acaso, há gestores de frotas que só utilizam combustível aditivado ou premium.

Você não precisa ser tão exigente, mas vale ficar atento. 

Em alguns casos, pode ser mais vantajoso usar um combustível mais caro, mas que faça seus veículos rodarem mais e melhor.

Voltando à questão central deste tópico, o cálculo de combustível deve levar em consideração, basicamente, a quilometragem do carro ao abastecer, o preço do litro e a quilometragem quando o tanque se esgotar.

Para facilitar, vamos ver nos próximos tópicos onde eles se encaixam na hora de fazer as contas.

O que levar em consideração para calcular combustível

Antes de avançarmos, cabe um breve parêntese para explicar o processo de formação dos preços de combustíveis no Brasil.

Desde 2002, segundo a Petrobras, o país abriu o mercado para combustível que vem do exterior. 

Isso fez com que os preços deixassem de ser controlados exclusivamente pela estatal do petróleo, passando a valer a lei da oferta e demanda.

Ou seja, há 18 anos, a maior multinacional brasileira detém apenas uma parcela do mercado, produzindo, distribuindo e comercializando a chamada gasolina A.

É a partir dessa gasolina que é produzida a gasolina C, que é, na verdade, o combustível que vai para as bombas dos postos de gasolina. 

De acordo com a Petrobras:

“Ao abastecer seu veículo no posto revendedor, o consumidor adquire a gasolina “C”, uma mistura de gasolina “A” com Etanol Anidro. A gasolina produzida pelas refinarias é pura, sem etanol. As distribuidoras compram gasolina A das refinarias da Petrobras e o Etanol Anidro das usinas produtoras (a Petrobras possui participação em algumas usinas). Elas misturam esses dois produtos para formular a gasolina C. A proporção de Etanol Anidro nessa mistura é determinada pelo Conselho Interministerial do Açúcar e do Álcool (CIMA), podendo variar entre 18% e 27%, através de resoluções.”

Dito isso, vamos entender que fatores devem ser considerados no cálculo do consumo de combustível no contexto das empresas de transporte de carga. 

Acompanhe:

1. Deslocamento para buscar a carga

Antes de rodar, todo veículo de transportes precisa primeiro ser carregado com a mercadoria a ser entregue, certo? 

Nesse caso, se a carga não estiver na sua empresa, não deixe de incluir na conta a distância que seus veículos percorrem até o local de coleta. 

2. Deslocamento até o destino final

Uma vez que o veículo esteja carregado, a empresa deve contar a quilometragem percorrida do ponto de coleta da carga até o destino final. 

Nesse trajeto, você pode incluir eventuais viagens de regresso que precisem ser feitas até a garagem ou sede da empresa.

3. Deslocamento de retorno

Por fim, o consumo efetivo de combustível só será conhecido quando o seu carro ou caminhão tiver finalmente regressado da entrega.

Nessa hora, é fundamental contar com ferramentas de monitoramento e rastreamento veicular para aferir a distância total com precisão.

Como calcular o valor da gasolina por km rodado?

O combustível também pode (e deve) ser calculado a partir do consumo por quilômetro rodado.

Para calcular km por litro, seja gasolina, etanol ou diesel, a fórmula é bastante simples. 

O mais importante, no caso, é que o motorista ou a empresa consigam aferir exatamente a quilometragem no odômetro em dois momentos: antes de encher o tanque e quando ele estiver vazio.

Isso pode ser feito em cinco passos:

  1. Encha o tanque 
  2. Registre quanto foi gasto com combustível
  3. Registre a quilometragem no odômetro
  4. Trafegue normalmente até o tanque esvaziar
  5. Registre a quilometragem novamente.

Nesse caso, vamos imaginar que o veículo percorreu uma distância de 500 km com um total de 200 litros em uma condução uniforme e totalmente carregado. 

A conta fica assim:

  • 500 / 200 = 2,5 km.

Note, nesse caso, que estamos trabalhando com números hipotéticos para um caminhão.

Deve-se considerar, nesse caso, que o consumo com o veículo descarregado será sempre menor.

Também é preciso colocar na conta o estilo de condução, que sempre exerce influência sobre o consumo.

São fatores que só reforçam a necessidade do cálculo de combustível e de implementar ferramentas de monitoramento e gestão de frotas.

Certamente, se você fizer os cálculos descritos nas três situações de deslocamento que abordamos antes, chegará a números de consumo por litro de combustível distintos.

Avalie todos os cenários possíveis e de que forma sua empresa economiza rodando a máxima distância possível com o veículo carregado.

Como calcular consumo de combustível

Como fazer a conta para ver se compensa colocar álcool ou gasolina?

Provavelmente, você deve conhecer o cálculo básico para saber se vale mais a pena abastecer com etanol ou gasolina.

Se não conhece, é muito simples: quando o preço do álcool é de até 70% o da gasolina, então, o derivado da cana sai mais em conta.

Na verdade, esse é um valor aproximado e, por isso, não é uma referência totalmente confiável.

Uma prova disso está nesta interessante matéria do portal Notícias Automotivas.

Nela, o editor Ricardo Oliveira faz uma série de cálculos individualizados por modelo de carro para saber exatamente qual o limite de preço que faz do etanol mais vantajoso.

Ou seja, nem sempre o percentual de 70% deve ser seguido. 

De acordo com o texto, que traz uma tabela com os principais modelos, há carros em que até a proporção de 74% sai em conta (caso do HB20 1.6 de transmissão automática).

E se o seu veículo não está na lista, você mesmo pode fazer o cálculo. 

Basta dividir o consumo de etanol pelo de gasolina e diminuir 1% do resultado. 

Por exemplo: na cidade, um carro apresenta consumo de 8,0 km/l de etanol contra 11 km/l de gasolina. 

  • 8/11 = 0,72 = 72% -1% = 71%.

Então, nesse caso, 71% é o preço máximo que o etanol pode ter em relação ao da gasolina.

Como fazer cálculo do gasto total do frete [Passo a passo]

Empresas que operam no transporte de carga são muito mais suscetíveis a outros tipos de despesa do que as que só trafegam em centros urbanos.

Embora o combustível seja, de fato, o custo mais pesado, existem outros que precisam ser incluídos na conta.

Só assim sua empresa terá condições de lançar medidas efetivas de controle de despesas e, assim, ter resultados melhores.

E não esqueça: a Cobli é sua parceira na hora de encontrar soluções para obter o máximo rendimento da sua frota, com diversos casos de sucesso registrados.

Veja, na sequência, como calcular o custo total do frete e não deixe que seus veículos saiam da garagem sem fazer essa conta.

1. Tarifas de pedágio

Segundo o Anuário da Confederação Nacional de Transportes (CNT) 2017, existem no Brasil 376 praças de pedágio.

Considerando que temos, de acordo com o Ministério da Infraestrutura, 1.536,6 km da malha rodoviária pavimentada, então, há uma média de um pedágio a cada 4,08 quilômetros.

Sendo assim, a chance de uma empresa de transporte ter que arcar com valores de pedágios é bastante elevada.

Nesse aspecto, uma ferramenta útil para saber os gastos com pedágio em suas rotas é a consulta disponibilizada no portal Estradas.

Dependendo do trajeto, é possível que seus veículos passem por mais de uma praça de pedágio a cada viagem.

Por isso, não deixe de incluir esse custo na hora de calcular o frete.

Cálculo de consumo de combustível: álcool ou gasolina?

2. Liste os custos fixos e variáveis

Tal como em outros segmentos empresariais, frotas de veículos também apresentam custos fixos e variáveis.

Conhecê-los bem é indispensável para saber qual o valor exato do frete e, dessa forma, estipular preços competitivos e uma margem de lucro adequada.

Vamos, então, a alguns exemplos de custos fixos:

  • Depreciação – processo contínuo no qual o veículo perde valor de mercado
  • Comunicação e rastreamento – serviços de monitoramento, softwares e custos com telefonia móvel
  • Impostos sobre a frota – gastos com o pagamento de IPVA, licenciamento e o seguro obrigatório DPVAT, dentre outros tipos de taxas
  • Seguros – custos com a contratação e renovação de seguros veiculares e em eventuais acidentes e sinistros
  • Mão de obra – contratação de motoristas e pagamento de salários.

Já nos custos variáveis, temos:

3. Ache a quilometragem a ser percorrida

Finalmente, tome como referência o gasto por quilômetro percorrido em um dado período, que pode ser diário, semanal ou mensal.

Tome todos os custos listados, faça a soma e divida pela quilometragem percorrida. 

Nesse caso, vamos imaginar que temos em um mês:

  • Custos fixos: R$ 15 mil
  • Custos variáveis: R$ 20 mil
  • Quilometragem: 8.000 km.

Assim, a conta fica:

  • 35.000 / 8.000 = R$ 4,35.

Esse é o custo por km percorrido pela sua frota em um período de 30 dias.

O que faz o veículo consumir mais combustível

O que faz o veículo consumir mais combustível?

O consumo elevado de combustível está ligado não apenas à distância percorrida. 

Existem diversos fatores que influenciam para que um veículo seja mais ou menos propenso a gastar mais.

Nesse sentido, destacamos:

  • Excesso de carga – o que pede atenção redobrada de gestores de frotas de caminhões
  • Pneus mal calibrados – quando calibrados incorretamente, os pneus levam o veículo a consumir mais combustível
  • Ar condicionado – embora o Brasil seja um país tropical, deve-se usar o ar condicionado com moderação
  • Modo de conduzir – o próprio estilo com que o motorista dirige também pode fazer com que o veículo aumente seu consumo. Frenagens bruscas e esticadas, por exemplo, levam a um gasto maior
  • Falta de alinhamento e balanceamento – para ter um consumo mais baixo, procure fazer alinhamento e balanceamento na quilometragem estipulada pela montadora.

6 Dicas para economizar combustível da sua frota

Considerando todos os fatores que relacionamos antes, veja a seguir o que você pode fazer desde já para reduzir os gastos com combustíveis na sua frota. 

1. Traçar rota de viagem

Como você viu, as chances de encontrar um pedágio no meio do caminho, tanto na ida quanto na volta de uma entrega, são bem altas.

Por isso, antes de liberar seus veículos para a saída, não deixe de planejar o percurso, tomando cuidado com:

  • Quantidade de praças de pedágio
  • Índice de roubos da região
  • Estado de conservação da rodovia.

Precisa de ajuda nesse sentido? Leia nosso artigo sobre como escolher um software para roteirização.

2. Observar a correta troca de marcha

Em alguns casos, o que faz com que o caminhão consuma mais não são fatores externos, mas o comportamento do motorista ao volante.

Profissionais sem treinamento ou orientação tendem a ser mais ansiosos ao dirigir, o que se reflete em um modo de conduzir que leva o veículo a consumir mais combustível.

É o que acontece quando o condutor pisa demais no acelerador e estica todas as marchas até o limite. 

Um desdobramento disso é que ele estará sempre circulando em alta velocidade, o que o levará a frear bruscamente, outro hábito que leva a um consumo maior.

Para acompanhar de perto esse desempenho, vale investir em um sistema de telemetria veicular.

3. Usar programa para calcular consumo de combustível

A tecnologia é uma das principais aliadas na gestão de frotas. 

Para saber com precisão o quanto seus veículos estão consumindo de combustível, procure utilizar um software desenvolvido com essa finalidade. 

Dica: o sistema da Cobli ajuda você a reduzir custos de forma fácil, rápida e inteligente.

4. Não acelerar bruscamente

Não é apenas ao pisar demais no pedal do acelerador ou esticando marchas que o motorista contribui para aumentar o gasto com combustível. 

Da mesma forma que as freadas bruscas são um problema, acelerar de forma repentina e intensa também leva o veículo a aumentar o consumo. 

Cabe aqui ressaltar a importância de se manter rotinas de treinamento e programas nos quais os motoristas sejam permanentemente orientados a adotar bons hábitos.

Afinal, na correria das empresas de transporte, é até compreensível que a pressa, às vezes, fale mais alto.

Cuide para que seus profissionais entendam que ela é e sempre será inimiga da perfeição e da boa condução.

5. Evitar o ponto morto

Outro hábito que deve ser coibido por ações de conscientização é o de dirigir no chamado “ponto morto”.

Em declives, esse é um costume tentador, já que alguns motoristas se sentem mais confortáveis ao deixar o veículo seguir ladeira abaixo.

Além de ser perigoso, já que o freio motor fica inativo, dirigir dessa forma ainda aumenta o consumo. 

Isso porque a maioria dos veículos é equipado com injeção eletrônica, que, no ponto morto, faz com que a demanda por combustível aumente.

6. Manter pneus sempre ok

Pneus calibrados na pressão correta garantem uma rodagem suave, mais conforto na direção e, consequentemente, reduzem a demanda por combustível.

Mantenha-os sempre alinhados, balanceados e não deixe também de fazer vistorias periódicas no seu sistema de suspensão e amortecimento. 

Conclusão

Por tudo que vimos ao longo do texto, fica difícil discordar que, sem o cálculo de combustível, não há como gerir bem um frota.

Não apenas por ser uma despesa proporcionalmente alta, mas porque ele pode sinalizar para outros problemas.

Sendo assim, o gestor deve estar atento a esse critério. 

Consumo alto de combustível é sempre um mau sinal.

A Cobli desenvolve um sistema que ajuda você a controlar o consumo da sua frota e a administrá-la em todos os seus aspectos operacionais e estratégicos.

Esta publicação te ajudou? Confira essa e outras explicações sobre questões legais e gestão de frota em nosso blog.

Controle de combustível - Cálculo de combustível: Aprenda em 3 passos como fazer