Segurança ativa e passiva em veículos: diferenças e itens essenciais

No Brasil, os acidentes de trânsito estão entre as principais causas de mortes, por isso, a segurança ativa e passiva em veículos tem papel fundamental para reduzir riscos para motoristas e passageiros.

De acordo com dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o número de acidentes e mortes em rodovias federais cresceu em 2021 em relação a 2020. Foram registrados 64.441 acidentes em todo o País, resultando em 5.381 mortes.

Em todo o Brasil, são cerca de 89 mortes diárias decorrentes de acidentes de trânsito. Por isso, os equipamentos de segurança ativa e passiva em veículos são tão importantes, uma vez que conseguem aumentar a proteção e minimizar danos.

Para garantir a segurança ativa e passiva veicular, ao longo dos anos, a legislação brasileira determinou a inclusão obrigatória de diversos itens, como, por exemplo, airbags dianteiros, que passaram a ser compulsórios apenas em 2014.

Quer entender a fundo o que é segurança veicular ativa e passiva? Então, acompanhe o texto a seguir e veja as características de cada tipo.

O que é segurança ativa e passiva em veículos?

A segurança ativa e passiva em veículos rodoviários, além de obrigatória, é capaz de salvar vidas. Sua definição é muito simples, são recursos tecnológicos ou mecânicos que potencializam o nível de segurança para o motorista e passageiros e diminuem riscos de acidentes.

Independente do tipo, são realizados diversos testes que vão garantir o funcionamento adequado destes itens e assegurar que os mesmos sigam os padrões e normas estabelecidos pelo DENATRAN (Departamento Nacional de Trânsito).

Os testes realizados no Brasil utilizam um método de ensaio realizado pela Latin NCAP, um programa independente de avaliações sobre os níveis de proteção veicular.

Os equipamentos de segurança ativa e passiva em veículos são capazes de reduzir drasticamente os riscos de acidentes e danos fatais.

Reconhecida internacionalmente, esta metodologia avalia três quesitos mais relevantes, pontuando com 0 a falta total de segurança no item analisado e com a nota 5 a máxima proteção oferecida pelo automóvel.

Os quesitos avaliados estão relacionados com a proteção dos ocupantes adultos, dos ocupantes crianças e dos sistemas de segurança ativa ou primária.

Entre as provas que cada veículo passa estão testes de impacto frontal a 64 km/h, impacto lateral a 50 km/h, impacto lateral de poste a 29 km/h, análise dos itens de segurança ativa, controle eletrônico de estabilidade, lembrete do uso de cinto de segurança, além da avaliação do sistema antibloqueio de freios (ABS).

A seguir, entenda melhor as características da segurança passiva e ativa e conheça ainda exemplos de seus recursos.

O que é segurança ativa no veículo?

A segurança ativa engloba os equipamentos que reduzem os riscos de acidente no trânsito. São recursos e tecnologias que o fabricante empregou no veículo para minimizar a chance de uma colisão acontecer, protegendo motoristas, passageiros, pedestres e terceiros.

E quais são os itens de segurança ativa? Veja a seguir alguns itens bem conhecidos dos motoristas:

  • Freios ABS (Antilock Braking System): este sistema evita o bloqueio instantâneo das rodas em uma frenagem brusca, evitando derrapagens e a falta de aderência do veículo na pista;
  • Controle Eletrônico de Estabilidade (ESC): considerado como uma das grandes inovações do setor automotivo, é um sistema que monitora a trajetória do veículo e atua nos freios, acionando-os de maneira adequada e contribuindo para manter a estabilidade e controle do automóvel.
  • Lembrete de uso de cinto de segurança: o dispositivo alerta no painel do carro que o motorista ou o passageiro não colocaram o cinto;
  • Sistema de tração: este item monitora a aderência dos pneus e evita que as rodas patinem;
  • Sistema de suspensão: é um conjunto de componentes que ajudam a garantir que as rodas estejam sempre aderidas ao chão, absorvem os impactos recebidos pelas rodas, ajuda na estabilidade em curvas e ainda proporciona conforto aos ocupantes do automóvel.

A segurança ativa tem exemplos que são bastante simples, mas que proporcionam uma dirigibilidade mais segura, como buzina, retrovisores, faróis, pisca-alertas, etc.

O que significa segurança passiva no veículo?

A segurança passiva tem definição bem direta, afinal, está relacionada aos equipamentos que minimizam os riscos de danos ao condutor e aos passageiros caso uma colisão aconteça.

A segurança passiva traz exemplos de itens que se tornaram itens obrigatórios nos veículos brasileiros e que garantem efetiva proteção aos seus ocupantes. Confira quais são eles:

  • Cinto de segurança de três pontas;
  • Airbags frontais;
  • Encosto de cabeça nos bancos dianteiros e traseiros;
  • Isofix (fixador de cadeirinhas infantis);
  • Carroceria com deformação programável;
  • Barras de proteção lateral nas portas;
  • Válvulas bloqueadoras de combustível;
  • Alerta de frenagem de emergência (ESS);
  • Frenagem pós-colisão (PCB).

Neste sentido, a direção passiva tem significado similar ao tema deste texto, afinal, é uma direção defensiva, baseada no respeito às normas de trânsito, como velocidade, ultrapassagem segura, sinalização de movimentos adequadas, entre outros.

O objetivo tanto da segurança ativa e passiva em veículos quanto de uma direção defensiva é evitar acidentes, traumas físicos e, principalmente, mortes.

Por isso, a educação no trânsito é uma ação fundamental e deve ser realizada em escolas, empresas com frotas, para motoristas profissionais, bem como manutenção preventiva e corretiva do veículo sempre em dia.

Os equipamentos de segurança ativa e passiva em veículos diminuem os riscos de acidentes e fatalidades em colisões.

Efetividade da segurança ativa e passiva em veículos

A segurança ativa e passiva veicular realmente traz resultados importantes para proteger a vida de motoristas, passageiros e terceiros.

Um bom exemplo é o uso do cinto de segurança, que consegue reduzir os riscos fatais em 50% dos acidentes. O dispositivo de alerta do cinto pode salvar 5% das vidas em casos de colisões e capotamentos.

Ainda em relação a um dispositivo de segurança passiva, automóveis com airbags frontais diminuem em 26% as chances de ferimentos fatais para motoristas e em 14% para passageiros, desde que o cinto de segurança também esteja sendo utilizado.

Veículos com airbags laterais ajudam a reduzir em 37% o risco de mortes. Este índice em automóveis do tipo SUV é de 52%.

Os equipamentos de segurança ativa também apresentam estatísticas muito positivas. Um automóvel equipado com controle de estabilidade minimiza em 23% os riscos de fatalidades. Esta taxa é de 56% em veículos de passeio e de até 74% em picapes e SUVs quando ocorre capotamento.

Outro fato interessante é que as colisões traseiras têm redução de 38% em cenários reais em carros com Frenagem Automotiva de Emergência, presente principalmente em modelos mais sofisticados no mercado nacional.

Os números são claros e demonstram a importância que os equipamentos de segurança ativa e passiva em veículos são capazes de proporcionar, especialmente quando são aliados a uma direção defensiva e respeitosa.

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