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Tempo de leitura: 17 minutos

Como você se preocupa com a segurança no trânsito?

Esse é um assunto de interesse não apenas de autoridades como policiais e agentes de tráfego. 

Na verdade, considerando os números do trânsito em nosso país, essa é uma questão de saúde pública.

Isso porque, segundo uma pesquisa do Conselho Federal de Medicina (CFM), cinco pessoas morrem nas vias públicas do Brasil a cada hora vítimas de acidentes de trânsito. 

Essa trágica proporção faz com que o Sistema Único de Saúde (SUS) tenha gasto um total de R$ 3 bilhões em apenas dez anos.

São números impressionantes (e tristes), que indicam claramente que a situação precisa melhorar, e muito.

Para tanto, se faz necessário um amplo esforço coletivo de conscientização, já que ruas, avenidas e estradas são partilhadas por todos nós.

Essa é a ideia central do debate que queremos propor. Por isso, sua leitura atenta conta muito para que o trânsito seja um lugar melhor agora e no futuro.

Vamos juntos nessa jornada? Acompanhe a leitura do texto até o final!

Qual a importância da segurança no trânsito?

Talvez você se lembre de uma campanha institucional realizada pelo governo há alguns anos, na qual outdoors mostravam imagens chocantes de pessoas acidentadas.

Independentemente de serem reais ou não, o fato é que as peças ilustravam uma realidade preocupante, que é o aumento do número de mortos nas estradas brasileiras.

Por isso, segurança no trânsito deve ser sempre um assunto prioritário.

Além da questão humanitária, também diz respeito, como vimos no início do texto, a um problema que custa caro para os cofres públicos.

Não é exagero qualificar dessa forma, já que, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), mais da metade de todas as mortes no trânsito envolve pedestres, motociclistas e ciclistas, ou seja, os usuários mais vulneráveis das vias públicas.

Infelizmente, o comportamento agressivo de uma parte dos motoristas só colabora para agravar o quadro.

Por outro lado, bons exemplos não faltam para provar que é possível reverter a escalada de acidentes no Brasil.

Mas, antes de conhecê-los, vamos entender quais são as principais causas de acidentes rodoviários em nosso país.

Segurança no trânsito em grandes vias

4 Maiores causas de acidentes no trânsito 

A folha informativa da OPAS traz outros dados de interesse para profissionais, estudantes e todos os que querem fazer do trânsito um lugar melhor.

No relatório, estão os principais fatores de risco que potencializam as chances de acidentes.

Destacamos alguns deles para você.

1. Dirigir sob efeito de álcool ou drogas

Não é por acaso que existem multas pesadas para motoristas flagrados dirigindo alcoolizados ou sob efeito de substâncias psicoativas.

Afinal, o uso desses entorpecentes aumenta bastante a chance de ocorrerem acidentes fatais ou com lesões graves.

De acordo com o informativo da OPAS, o risco de uma colisão já existe mesmo com baixos níveis de concentração de álcool no sangue (BAC). 

Ele aumenta consideravelmente quando o BAC do motorista é igual ou maior que 0,04 g/dl.

Já com relação às drogas, essa ameaça é ainda maior. 

Estima-se que o risco de acidente com morte para com um motorista que consumiu anfetaminas é cerca de 5 vezes maior do que o de alguém sóbrio.

2. Excesso de velocidade

Segundo o mesmo estudo, o risco de morte para os ocupantes de um veículo é de 85% se ele colidir a 65 km/h.

Observe que essa nem é uma velocidade tão alta assim, mas não deixa de ser letal em caso de acidente.

A OPAS traz ainda outros dados estatísticos sobre a relação entre velocidade e risco de morte no trânsito.

Veja:

  • Cada aumento de 1% na velocidade média eleva em 4% o risco de acidente fatal e em 3% o risco de acidente grave
  • O risco de morte para pedestres atingidos frontalmente por automóveis aumenta 4,5 vezes se o veículo passar de 50 km/h para 65 km/h.

Outro dado estatístico preocupante sobre o excesso de velocidade vem da Polícia Rodoviária Federal (PRF). 

Segundo o órgão, nas estradas, essa é a principal causa de mortes no trânsito, superando até mesmo dirigir sob efeito de álcool. 

Por exemplo, em 2018, conforme apurado pela PRF, a velocidade excessiva foi causadora de 6.843 acidentes em rodovias federais, dos quais 743 foram fatais.

Já em 2019, os números foram menos ruins, mas nem por isso menos graves: houve redução de 1,18% nos acidentes graves causados por velocidade incompatível e queda de 12% em relação aos acidentes totais.

3. Deixar de usar equipamentos de segurança

Outro fator diretamente ligado aos acidentes fatais, no Brasil, é negligenciar o uso do cinto de segurança em carros e do capacete em motos.

Um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS) comprovou que o risco de acidentes fatais diminui em 40% quando o motociclista está usando capacete. A redução para lesões graves é ainda maior: 70%.

Por sua vez, de acordo com a OMS, usar o cinto de segurança para motoristas e passageiros do banco dianteiro representa diminuição de até 50% no risco de morte. 

Esse risco é reduzido em até 45% para ferimentos graves.

Para os ocupantes do banco traseiro, a utilização do cinto reduz as lesões fatais e graves em 25% e, as leves, em aproximadamente 75%.

Números tão expressivos como esses só reforçam a importância do uso dos equipamentos básicos de segurança no trânsito.

4. Falta de atenção ao dirigir

Não são poucas as pessoas que dependem muito do celular para viver, seja para o trabalho ou apenas para se comunicar com amigos e familiares. 

Não há problema algum nisso, desde que o uso do aparelho seja feito com responsabilidade.

Por isso, um dos erros mais graves é usar o celular enquanto dirige.

E se falar ao volante já é um risco, imagine, então, responder mensagens enquanto conduz um veículo?

Segundo a OPAS, motoristas que usam celular ao dirigir apresentam cerca de 4 vezes mais chances de se envolver em um acidente.

A entidade alerta também para os riscos do viva-voz. 

Embora seja potencialmente menos causador de distração, esse recurso também representa uma ameaça, já que reduz os reflexos.

Excesso de velocidade atrapalha a segurança no trânsito

Regras e dicas de segurança no trânsito

Como dizia o famoso comentarista de arbitragem Arnaldo Cezar Coelho, a regra é clara. 

No trânsito, quem não respeita as leis e as orientações das autoridades pode pagar um preço muito alto.

Você viu nos tópicos anteriores que a desobediência às normas está diretamente ligada aos acidentes de trânsito, fatais ou não.

Por isso, vale destacar as dez regras da campanha Maio Amarelo para tornar o trânsito um lugar melhor.

Regras de segurança no trânsito

  1. Todos os ocupantes do veículo, adultos e crianças, devem usar o cinto de segurança inclusive no banco traseiro.
  2. Crianças de até sete anos e meio devem ser transportadas nos veículos com equipamentos adequados à idade (bebê conforto, cadeirinha ou assento de elevação).
  3. O pedestre deve sempre ser respeitado. Lembre que você também é pedestre.
  4. Dirigir embriagado reduz em até 25% o tempo de reação, aumentando o risco de acidentes. Se beber, vá de ônibus, táxi, carona ou utilize aplicativos de compartilhamento de carro.
  5. Bicicleta também é veículo, portanto, deve respeitar a sinalização de trânsito. Motorista, mantenha uma distância de segurança de 1,5m ao ultrapassar ciclistas.
  6. Respeite os limites de velocidade. Reduza a velocidade em frente a escolas ou lugares de grande concentração de pedestres.
  7. Motociclista deve usar sempre os equipamentos de proteção: capacete, luvas, botas e jaqueta.
  8. Respeite as vagas reservadas para idosos e deficientes. A gentileza melhora a convivência no trânsito.
  9. Não use o celular enquanto dirige. A distração é um dos principais fatores de risco para quem está ao volante.
  10. Dirigir cansado ou com sono é tão perigoso quanto dirigir alcoolizado. Pare e descanse antes de pegar a estrada.

4 Dicas de segurança no trânsito

As regras da campanha Maio Amarelo servem como referência porque, basicamente, elas resumem tudo de mais importante que um motorista deve saber. 

Repare, no caso, que não se trata apenas de relacionar o que deve e o que não deve ser feito, mas de adotar comportamentos e posturas permanentemente vigilantes no trânsito.

Afinal, dirigir é algo que exige 100% da atenção ao que está na sua frente, atrás e dos lados.

Não é por acaso que, para aprender a dirigir, é necessário frequentar aulas teóricas e práticas em uma autoescola.

Tendo em vista a quantidade de fatores em jogo, é obrigação do condutor estar sempre pronto para dar respostas ao volante conforme os bons princípios de direção.

Pedestres fazem parte da segurança no trânsito

Portanto, vale prestar atenção às dicas a seguir:

1. Respeitar o limite de velocidade

As placas que sinalizam para o limite de velocidade em uma via não estão ali para decorar.

Os números que apresentam são resultado de estudos das especialistas de trânsito e de legisladores. Por isso, devem ser seguidos à risca.

Aliás, o limite deve ser respeitado tanto para cima quanto para baixo, até porque a velocidade mínima é sempre da metade para baixo da velocidade máxima. 

Por exemplo: em uma via cujo limite é 80 km/h, não se pode trafegar a menos de 40 km/h.

Um veículo que trafega acima da velocidade permitida representa um risco porque não se pode prever as consequências de dirigir como se estivesse em uma pista de corrida.

Por outro lado, conduzir um veículo muito devagar pode não só obstruir o trânsito, como provocar acidentes ao dificultar a frenagem de outro que vêm em velocidade normal.

Sendo assim, fica o alerta: respeite o limite máximo, sem perder de vista que dirigir muito devagar também deve ser evitado.

2. Tenha cuidado redobrado com a ultrapassagem

Embora o excesso de velocidade seja o motivo número 1 para acidentes de trânsito, outra péssima conduta ao volante também apresenta números preocupantes.

Trata-se da ultrapassagem indevida – infração que, em algumas rodovias brasileiras, ostenta o posto de mais cometida.

Ultrapassar em local proibido ou sem condições mínimas de segurança é um tremendo risco. 

A verdade é que ultrapassar um veículo não faz diferença para quem quer chegar ao destino, porque o trajeto é sempre o mesmo. 

Por isso, esse é um risco desnecessário.

É prudente só ultrapassar quando tiver total segurança e quando a sinalização expressar que a manobra é permitida no local.

3. Atenção total em caso de pista molhada

Ultrapassar um veículo e respeitar o limite de velocidade são coisas que dependem única e exclusivamente do motorista.

Mas e quando a infraestrutura viária não ajuda ou, ainda pior, o tempo faz com que a direção se torne mais difícil ou perigosa?

Uma situação de risco muito comum é a pista molhada que, combinada com a imprudência de alguns motoristas, aumenta consideravelmente as chances de colisões.

Tudo pode ficar ainda pior quando o veículo é de carga. 

Com chuva, o risco de um caminhão tombar aumenta.

E um acidente desse tipo apresenta um outro problema: o do roubo de carga.

Em outras palavras, é prejuízo por todos os lados.

Tudo isso só reforça a importância de se redobrar a atenção quando a pista estiver molhada, especialmente em relação ao estado dos pneus.

Lembre-se, ainda, de que chuva e alta velocidade só combinavam quando Ayrton Senna estava a bordo da sua McLaren. 

Na vida real, dirigir nessas condições exige moderação na velocidade e cautela ao ultrapassar.

Neblina é um risco para segurança no trânsito

4. Modere o uso do farol alto

Outra condição ambiental que pede cautela redobrada é a direção noturna ou sob neblina. 

Nesses casos, o uso do farol alto deve ser moderado quando o veículo trafegar em uma via de mão dupla e pista simples.

A questão é básica: quando outro motorista cruza com um carro com farol alto ligado, perde a visão da pista momentaneamente.

E uma fração de segundos pode fazer toda diferença.

Assim sendo, esteja sempre atento e reduza o farol quando um outro motorista vier em sua direção.

Como garantir a segurança no trânsito?

Como diz a famosa campanha: “No trânsito, somos todos pedestres”.

Isso significa que ruas, estradas e calçadas são compartilhadas pelas mesmas pessoas.

É uma coletividade e, como tal, só pode coexistir harmoniosamente quando todos, sem exceção, se dispõem a obedecer as regras e a adotar bons comportamentos.

Então, para garantir a segurança no trânsito, a única saída é cada um fazer a sua parte e, se possível, cuidar para que outros também façam.

Mas é claro que cabe aos órgãos de controle legislar e fiscalizar com o objetivo de aumentar a segurança.

Nesse sentido, um ótimo exemplo de iniciativa que deu certo foi a Lei Seca.

No Distrito Federal, ela reduziu o número de mortes em 52% ao longo de 11 anos na ativa.

Percentual quase idêntico foi verificado no Rio, em que a redução na quantidade de mortos no trânsito foi de 53%.

De qualquer forma, o mais importante é que todos estejam permanentemente engajados, independentemente da fiscalização. 

Conscientização é sempre a melhor alternativa.

Quais são os cuidados que devemos ter no trânsito?

A segurança depende não só do respeito às regras de trânsito e do bom comportamento. 

Um bom motorista é aquele que não só conduz de forma defensiva, mas que está atento a todos os detalhes que cercam o ato de conduzir um veículo.

Basta lembrar das aulas teóricas na autoescola, nas quais aprendemos uma série de disciplinas aparentemente sem ligação com o trânsito. 

Meio Ambiente, Primeiros Socorros e Noções de Mecânica são algumas delas.

Ou seja: adotar as boas práticas no trânsito é mais do que seguir as regras, porque é parte do exercício da própria cidadania.

Por isso, destacamos os principais cuidados que devem ser tomados antes, durante e depois de dirigir:

  • Respeitar as leis de trânsito
  • Fazer a manutenção do veículo
  • Só dirigir se estiver em boas condições físicas e mentais
  • Nunca usar celular ao volante
  • Respeitar a faixa de pedestres e dar a preferência mesmo fora dela
  • Observar a distância de segurança para o veículo à frente
  • Trafegar sempre dentro dos limites de velocidade permitidos.

Itens de segurança no trânsito

Não há direção segura sem o uso de equipamentos e itens obrigatórios, certo?

Antes de sair de casa, é dever de cada motorista conferir se eles estão em boas condições e instalados corretamente no veículo.

Dessa forma, jamais coloque o pé no acelerador se os seguintes itens não estiverem todos ok:

  • Cinto de segurança
  • Airbags
  • Faróis regulados
  • Freios
  • Apoios e encostos para cabeça
  • Para-choques
  • Mata-cachorro (para motos)
  • Antena corta-linha (para motos)
  • Capacete.
Segurança no trânsito: atenção ao farol

Checklist de segurança no trânsito para gestão de frotas

Empresas que operam com frotas precisam cuidar ainda mais de perto de todos esses itens de segurança que acabamos de relacionar.

Isso pode ser feito por meio do checklist de segurança, no qual componentes, sistemas e equipamentos dos veículos são periodicamente vistoriados.

Pressão de pneus, estado dos freios e pastilhas e condições do óleo do motor são alguns dos itens fundamentais em um checklist de segurança no trânsito.

Quer uma dica para fazer um checklist nota dez? 

A Cobli é especialista em gestão de manutenção de frota e desenvolve sistemas para que seus veículos estejam sempre nas melhores condições. 

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Conclusão

O trânsito só melhora quando as pessoas que fazem parte dele assumem suas responsabilidades, pois a questão vai muito além do cumprimento de leis e regras.

Um trânsito mais humanizado é do que precisamos hoje e no futuro.

E você, o que pensa sobre o assunto? Está pronto para responder como contribui com a segurança no trânsito?

Deixe um comentário e divida com a gente suas ideias.

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Monitoramento de frota - Segurança no trânsito: Regras e guia para evitar acidentes
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2 Comentários

  1. Jose Ribamar Carvalho Costa Responder

    Ola, bom dia! muito relevante para todo Motorista desse Brasil, as regras, as leis, e o conhecimento nos ajuda a ser melhor no Transito. gostei dos comentários em relação a segurança no transito.

    • Olá, José! Ficamos felizes com seu comentário, que bom que gostou do conteúdo! 😄

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