Taxa de dificuldade de entrega: o que é e como calcular?

Taxa de dificuldade de entrega: o que é e como calcular?

Existem algumas taxas logísticas importantes a serem consideradas na contratação e precificação de fretes, como é o caso da Taxa de Dificuldade de Entrega (TDE), aplicada em situações específicas.

Entender as circunstâncias nas quais esse valor extra pode ser cobrado é relevante tanto para a contratação quanto para a prestação de serviço de transporte. Assim, é possível evitar surpresas nos custos, negociar melhor os valores e garantir uma gestão mais eficiente das entregas.

Continue a leitura para entender o que é a Taxa de Dificuldade de Entrega, quando pode ser cobrada, como calcular, diferença em relação à Taxa de Difícil Acesso, impactos nos custos logísticos e outras informações relevantes. Vamos lá?

O que é a Taxa de Dificuldade de Entrega (TDE)?

Para precificar um frete não basta considerar a distância e o volume da mercadoria. É preciso incluir no preço todos os aspectos com impacto no custo de entrega. Esse cuidado é fundamental para evitar diversos prejuízos e impactos negativos na produtividade da frota.

A Taxa de Dificuldade de Entrega serve exatamente para custear isso, sendo um valor extra cobrado nos fretes que envolvem algum tipo de complexidade capaz de tornar o serviço mais demorado ou custoso.

Foi criada em 2004 para suprir uma demanda apresentada por transportadoras que realizavam entregas para grandes redes de supermercados. Segundo o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de São Paulo e Região (SETCESP), muitos motoristas precisavam esperar longas horas para concluir uma entrega.

Assim, essa taxa, além de cobrir os custos da transportadora pela dificuldade da entrega, estimula as empresas a organizarem melhor o processo de carga e descarga, resultando em benefícios para ambas as partes.

Profissional realizando o cálculo da taxa de dificuldade de entrega.
Calcular corretamente a taxa de dificuldade de entrega é fundamental para evitar prejuízos no frete.

Quando a Taxa de Dificuldade de Entrega pode ser cobrada?

A Taxa de Dificuldade de Entrega pode ser cobrada em situações que exigem um esforço extra para a prestação do serviço, algo diferente que não seja comum nas demais entregas.

Confira alguns exemplos de TDE:

  • A entrega precisa ser realizada fora do horário comercial;
  • O transporte necessita de mais profissionais do que o habitual para ser realizado;
  • É preciso agendar um horário específico;
  • O processo de descarga é demorado.

Resumindo, a TDE deve ser cobrada quando o transporte envolver um aumento significativo nos custos para a transportadora.

Como calcular a Taxa de Dificuldade de Entrega?

Não existe um percentual padrão para calcular a Taxa de Dificuldade de Entrega. No entanto, a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC & Logística) sugere um percentual de 20%, com valor mínimo de R$ 20,00.

Definido o percentual, o cálculo é simples, basta somá-lo ao valor, como nos exemplos abaixo:

Exemplo 1: em um frete de R$ 300 e TDE de 20%, o valor final será: R$ 360,00.

Exemplo 2: em um frete de R$ 70,00, o TDE ficaria em R$ 14,00. No entanto, como o mínimo sugerido é de R$ 20,00, o valor ficará em R$ 90,00.

Cabe a cada transportadora verificar se seguirá o percentual sugerido pela NTC & Logística para o cálculo da Taxa de Dificuldade de Entrega, considerando a cobertura dos custos extras e sua competitividade.

Para um controle mais efetivo do custo do frete e eventuais taxas, é válido investir em soluções de tecnologia em logística. Dessa forma, os cálculos são feitos automaticamente e sem risco de falhas.

Diferença entre TDE e TDA

Outra sigla presente na definição do custo de entrega é a TDA, que significa: Taxa de Difícil Acesso. Entenda a diferença entre essas duas taxas logísticas:

TDE: cobrada quando o processo de entrega é dificultado, seja por questões de horário, organização, necessidade de mais profissionais, entre outros.

TDA: quando o local onde a entrega será realizada é de difícil acesso, necessitando de equipamentos especiais, como guindastes, empilhadeiras etc.

As duas taxas estão relacionadas a fatores capazes de comprometer a produtividade da frota. No entanto, são voltadas para aspectos diferentes.

Profissionais em centro logístico organizando entregas.
A taxa de dificuldade de entrega é cobrada pelas transportadoras em fretes com necessidades específicas.

Impacto da Taxa de Dificuldade de Entrega nos custos logísticos

O impacto da TDE no frete deve ser considerado tanto pelas transportadoras quanto pelos embarcadores para precificar e planejar suas entregas. Afinal, representa um custo significativo para os contratantes do serviço, especialmente se for paga com frequência.

Dependendo do fator gerador da Taxa de Dificuldade de Entrega, se for evitável, vale a pena para o embarcador buscar formas de melhorar o processo de recebimento para eliminar esse custo.

Alguns bons exemplos envolvem a demora na carga ou descarga e os horários específicos de entrega, que podem ser repensados para se tornarem mais rápidos.

É possível negociar a TDE?

A negociação de tarifas é bastante comum no setor logístico, especialmente considerando o impacto financeiro da TDE. Então, sim, é possível negociar a taxa com a transportadora, especialmente em grandes cargas ou contratos de longo prazo.

Cabe ao transportador verificar a viabilidade do desconto para manter uma cobrança justa de taxas e um bom relacionamento com os clientes, mas, claro, sem prejudicar sua gestão financeira.

Outras taxas relevantes no transporte de cargas

Quem trabalha com gestão de entregas precisa lidar com outras taxas além da TDE, conheça as principais a seguir.

GRIS: sigla para Gerenciamento de Riscos, é cobrada para cobrir gastos relacionados à segurança do transporte em cargas de alto valor agregado.

Taxa de agendamento: cobradas nos casos em que o cliente exige que a entrega seja realizada em data e horário específicos.

Taxa de permanência de carga: valor cobrado pelo transportador quando, além do transporte, será realizado o armazenamento das mercadorias.

Taxa de carga e descarga: é cobrada quando a carga e descarga exigem mais tempo que o habitual ou a contratação de profissionais extras.

Taxa de paletização: cobrada quando a carga é entregue solta ao transportador, necessitando que ele realize o processo de paletização para um transporte seguro e maior facilidade na descarga.

Taxa de restrição de trânsito: em cargas de grande volume, que exigem interdições no trânsito, é cobrada uma taxa para cobrir custos adicionais envolvidos.

Realizar uma boa gestão de equipes externas é muito importante para o supervisor identificar as dificuldades envolvidas nas entregas e, assim, cobrar corretamente a TDE e outras taxas do transporte.

Esta publicação te ajudou? Confira essa e outras explicações sobre questões de logística e gestão de frota no blog da Cobli.

Amanda Romualdo

Escrito por

Amanda Romualdo

Analista de Conteúdo na Cobli, Amanda Romualdo utiliza sua formação em Psicologia para estruturar a jornada de conhecimento de milhares de profissionais de logística. Com foco em pesquisa de mercado e tendências, ela é a voz por trás dos principais guias, materiais ricos e newsletters da marca. Sua expertise garante o alinhamento entre as inovações tecnológicas e as necessidades humanas no gerenciamento de frotas, fortalecendo a presença digital e a geração de valor da Cobli.

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