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Veículos – carros e caminhões – também produzem informação. Isso mesmo: informação, como o Blog da Cobli. Segundo uma pesquisa da consultoria McKinsey & Company, um automóvel consegue gerar, aproximadamente, 25 GB de informação por hora. Em um mês, toda informação gerada por um automóvel seria suficiente para preencher um 445 DVDs. É bastante coisa, não? E para que servem essas informações? É aí que entra a telemetria, ou melhor, os sistemas de telemetria veicular. 

O que é um sistema de telemetria veicular?

Os dicionários dizem que telemetria é “a arte de medir distâncias”. “Tele” quer dizer “remotamente”, e “metria” significa “medição”. Uma definição mais precisa de “telemetria” talvez seja “a arte de medir distâncias remotamente”. Mas o que isso quer dizer na prática?

Um sistema de telemetria veicular é uma tecnologia capaz de coletar remotamente as informações de um veículo, como a velocidade (média e instantânea), a localização, a distância percorrida, as paradas, o consumo médio de combustível, a temperatura do sistema mecânico, etc. 

A telemetria permite coletar, armazenar e disponibilizar esses dados em um sistema para que o gestor de frota possa analisá-los e, baseando-se neles, tomar decisões e traçar estratégias para otimizar as operações, ou seja, torná-las mais rápidas, econômicas e eficientes. 

Como funciona a telemetria?

Há duas formas distintas de telemetria: a analógica e a digital.

Telemetria analógica

A telemetria analógica depende da instalação de sensores em determinadas partes do veículo. Por exemplo: para ler o RPM (contragiro) do veículo, é preciso primeiro instalar um sensor ali. O cálculo das rotações por minuto é feito a partir de uma calibração específica para cada veículo e dos pulsos enviados pelo sensor.

Agora, para ler o odômetro  – o instrumento responsável por medir as distâncias parcial e total percorridas pelo veículo –, é necessário repetir o processo e puxar um fio do sensor até o aparelho medidor.

A principal vantagem da telemetria analógica é a possibilidade de encontrar sensores compatíveis com todos os tipos de veículos, inclusive com os mais antigos. 

Mas há também algumas desvantagens: a instalação é complexa, pois exige a ligação simultânea de diversos sensores. Também é necessário recalibrar com frequência e os sensores – a cada três ou seis meses –, pois, com o passar do tempo, eles tendem a ficar menos precisos.

Telemetria digital

A coleta e leitura das informações também pode ser feita por meio do computador de bordo do veículo. Desde 2009, existem alguns recursos padronizados para facilitar o monitoramento digital. Em veículos pesados, como os caminhões, por exemplo, todas as informações geradas pelo veículo trafegam em uma rede chamada CAN (Controller Area Network).

As informações são coletadas por vários sensores e, a partir delas, o CAN é capaz de acompanhar, por exemplo, o consumo de combustível, e apontar eventuais falhas mecânicas. A identificação imediata das falhas permite tomar decisões rápidas e consertá-las sem demora, o que resulta em economia e em percursos mais seguros e sem sustos.

Diferentemente do modelo analógico, não é preciso instalar diversos sensores, mas apenas plugar um par de fios à rede para ter acesso a todas essas informações. Outra vantagem é a possibilidade de obter dados mais seguros e completos, como registros imediatos de velocidade, distâncias percorridas, consumo de combustível, etc.

E como a telemetria funciona na prática?

Se você quer saber como a telemetria funciona na prática, acorde cedo no domingo e ligue a televisão para assistir a uma corrida de Fórmula 1. Talvez você veja um carro derrapar, até capotar, e pule do sofá de nervoso, mas logo avista o piloto saindo sem machucados dos escombros. Acredite: quem ajuda os pilotos a sair ilesos desses acidentes que parecem tão assustadores da sala de casa é a telemetria. 

Como? Nos carros de Fórmula 1, há diversos sensores capazes de medir, com precisão, temperatura, pressão, carga mecânica e aerodinâmica, velocidade e distâncias percorridas. Essas informações são recolhidas por um computador de bordo e enviadas, por ondas de rádio, a antenas localizadas nos boxes.

Esses dados são analisados por engenheiros e transformados em gráficos capazes de descrever exatamente o que está acontecendo no carro, como cada um dos sistemas está funcionando. A partir disso – da telemetria –, os engenheiros conseguem projetar e aprimorar as diferentes peças do veículo de acordo com a demanda real, com o que de fato acontece na pista. Foi assim, graças ao uso inteligente da telemetria, que os carros de Fórmula 1 se tornaram mais potentes e mais seguros.

Não sou piloto de Fórmula 1, a telemetria ainda pode me ajudar?

Sim. A telemetria ajuda não só pilotos de Fórmula 1, mas também empresas que possuem frotas gigantescas de caminhões ou até de um único veículo. Como? 

Economia

A análise das informações fornecidas pela telemetria permite ao gestor de frota descobrir, por exemplo, se um veículo anda gastando muito combustível ou se está com algum problema mecânico ou elétrico. De posse dessas informações, o gestor pode elaborar orçamentos mais compatíveis com a realidade e pensar em maneiras de economizar. Por exemplo: promovendo boas práticas de direção que resultem no uso consciente dos veículos e em menor gasto de combustível. Também é possível prever as revisões periódicas com mais precisão, evitando, assim, que algum veículo quebre no meio da estrada – o que pode sair bem caro.

Valorização dos colaboradores

A telemetria ajuda a saber como seus motoristas estão dirigindo: se estão seguindo as rotas acordadas, se estão pisando muito no acelerador e queimando muito combustível, se estão praticando a direção defensiva, se as paradas feitas no percursos foram as combinadas, etc. Essas informações permitem ao gestor identificar os condutores mais responsáveis e competentes e premiá-los por seu bom trabalho. Também fica fácil descobrir aqueles que não estão cumprindo as regras e precisam ser reeducados. Motoristas bem treinados e competentes resultam em percursos mais seguros e economia para a empresa.

Segurança para sua frota

A análise telemétrica também a ajuda a diminuir os acidentes. Além de acompanhar, em tempo real, a velocidade dos veículos, também é possível, se for o caso, alertar os condutores e pedir para eles tirarem o pé do acelerador e dirijam com mais tranquilidade.

Roubos de carga ou de veículo também são solucionados mais facilmente graças à telemetria. Ao perceber algum comportamento estranho do veículo, como um desvio inesperado de rota ou altíssima velocidade, é possível, mesmo remotamente, desligar o motor ou travar todas as portas.

Gestão de frotas mais eficiente

O principal vantagem da telemetria é fornecimento constante de informações sobre o veículo e a frota. São informações extremamente valiosas, pois permitem encontrar os gargalos da operação para resolvê-los com eficiência e tomar decisões estratégicas com rapidez e precisão. Tudo isso resulta em processos mais ágeis, em uma empresa mais competitiva e, principalmente, em economia.

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