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Você sabe o que é que é o protocolo OBD2 e para que ele serve?

Nos Estados Unidos, todos os carros tem o tal do OBD2 desde 1996.

Na Europa, a data é 2002, e, seguindo essa lógica, quando você acha que os carros no Brasil adotaram esse padrão?

Isso mesmo, quase ontem, em 2010.

De onde surgiu o protocolo OBD2?

Em 2010, as fabricantes atuantes aqui no Brasil decidiram adotar um protocolo de padronização: o protocolo OBD2.

Antes, cada um profissional mecânico tinha o seu jeito de acessar as informações do veículo e cobravam muito caro pelo uso dos scanners que tinham essa capacidade.

Hoje em dia, ainda há muita coisa para as quais esses scanners são necessários.

O problema é que eles são caríssimos.

Mas também existem aparelhos Bluetooth e/ou GSM que têm acesso a diversos tipos de protocolo e que podem acessar tudo isso.

OBDII - O que sao os chamados protocolos OBD
Entrada OBD2

Mas por que os scanners são tão caros?

Simples: porque eles conseguem extrair o máximo de informações de um determinado protocolo e ainda são capazes de ler vários protocolos e fazer alterações no veículo via entrada OBD.

Como funciona o protocolo OBD2?

Antes de tudo é preciso entender que os protocolos são como logins e senhas diferentes para acessar a mesma coisa: a rede do veículo.

A entrada OBD2 possui um conector com 16 pinos (J1962).

Cada um é responsável por transmitir uma determinada informação.

Cada protocolo serve como uma espécie de dicionário que “traduz” o que cada pino “fala”.

No começo, existiam 4 tipos de protocolo: SAE J1850 PWM (Ford), SAE J1850 VPW (General Motors), ISO 9141-2 (Chrysler, carros europeus e asiáticos), ISO 14230 KWP2000 (maioria dos carros europeus).

As variações entre estes protocolos vão desde o mapa dos pinos (qual pino transmite o que), até a frequência de informações da rede ou velocidade da conexão.

Hoje em dia, com o aumento do volume de dados transmitidos pela parte eletrônica dos veículos, surgiu uma necessidade de um padrão mais completo e poderoso.

Foi a partir daí que foi criado o protocolo ISO 15765 CAN, ou protocolo OBD2, que atualmente é utilizado em todos os carros comercializados nos Estados Unidos desde 2008, eliminando a necessidade de leitura de 5 protocolos ambíguos.

Como os computadores conversam com os carros?

Você já levou o carro no mecânico, depois de aparecer uma luz no painel, ele conectou um scanner em uma entrada que você nunca tinha reparado e, depois de minutos, falou que o problema estava resolvido?

Ou, se o problema não estava resolvido, ele afirmou que menos sabia o que estava causando aquela maldita luzinha acesa?

Pode parecer que ele está te enganando, mas normalmente não é o caso. Ele só está aproveitando a tecnologia do OBD2.

Atualmente, os carros são praticamente como computadores, comandados por uma central eletrônica de controle.

Essa central recebe uma série de dados por segundo e define o que cada item do carro vai fazer e, consequentemente, como isso vai controlar a aceleração, estabilidade em curva, tração eletrônica etc.

É esse fato que possibilita que o simples ato de plugar um notebook extraia informações a respeito das inúmeras variáveis de um carro.

A história do On Board Diagnostics (OBD)

O OBD surgiu com o interesse governamental de controlar as emissões de poluentes dos automóveis, cuja produção crescia em ritmo acelerado.

Iniciado na Califórnia, EUA, em meados dos anos 50, o governo do estado mais populoso do país, tanto em carros quanto em pessoas, começou a esboçar preocupações com a poluição do ar causada pelos veículos automotores movidos à combustíveis fósseis.

Primeiramente em forma de pesquisas e decretos que estabeleciam um limite de emissão, agências e órgãos tentavam controlar a tal da poluição.

Porém teve um começo bem pouco efetivo, pois as montadoras faziam o possível para “dar um jeitinho” nessa legislação ainda recém nascida, uma vez que desenvolver algo para atender aos padrões seria muito caro.

Com o passar das décadas e com o aumento da preocupação das pessoas com o assunto, as fabricantes começaram a adotar tecnologias para diminuir a emissão de poluentes, como a Chrysler e outras 4 companhias, em 1964 com seu novo sistema de controle de exaustão aprovado pela Motor Vehicle Pollution Board ou a Volvo em 1977 com seu catalisador de três vias “Livre de Smog”.

Onze anos depois, em 1988, a Air Resources Board (ARB) ou Conselho de Recursos do Ar com o auxílio da SAE (Society of Automotive Engineers), a mãe de todas as normas e estudos no mundo automotivo no mundo todo, exigiu que todos os carros vendidos na Califórnia viessem com a On Board Diagnostics (OBD) ou Diagnóstico Embarcado.

Esse sistema interno do veículo monitorava o desempenho da emissão de gases e era capaz de alertar os proprietários quando houvesse algum problema.

Mas isso acontecia apenas nos níveis de emissões dos gases e subsistemas que permeiam esse tema, como controle de combustível e outros, a critério das fabricantes.

Não era extremamente eficiente, já que nem todos os veículos teriam sido desenvolvidos para esse propósito.

Foi mais uma medida “forçada”, fazendo com que cada montadora adotasse o seu padrão e sua arquitetura para proteger as informações privilegiadas contra possíveis espionagens.

A partir daí, surgiu a OBD2, uma porta em formato de trapézio com 16 pinos chave, adotada por alguns já em 1994 e em 1996 por todos os fabricantes que desejassem vender um automóvel novo nos Estados Unidos.

Essa última versão é utilizada até hoje e foi devidamente estruturada e regulamentada com os padrões da SAE, as ideias da ARB e os poderes do governo com a Agência de Proteção Ambiental Estadunidense (U.S. EPA).

Atualmente, ela é capaz de monitorar, avaliar e alertar sobre diferentes indicadores e possíveis problemas quando os números fogem do esperado.

É aí que aparecem as luzinhas no painel, também chamadas de MIL (Malfunction Indicator Lamp/Luz Indicadora de Mau Funcionamento).

O que significam as luzes do painel?

Agora, chegou a hora de entender como saber o que está acontecendo com o carro quando ele apresenta uma luz no painel.

Lembra das normas e padrões adotados?

Elas são as responsáveis por ajudar o mecânico, profissional ou até mesmo o amador/curioso como nós, uma vez que essas luzes são genéricas (motor, ignição, transmissão, luz queimada etc) e são causadas por erros mais pontuais.

Esses erros são chamados de DTCs (Diagnostic Trouble Code/ Código de Problema de Diagnóstico) como por exemplo: P0301 = Erro de motor, proveniente de uma falha de ignição no cilindro 1.

Os DTCs são documentados e você consegue encontrar sites na internet e livros que detalham mais sobre cada um.

Mas, antes de tomar o código fornecido pela sua ferramenta como verdade, seja cuidadoso!

Nem sempre os códigos de uma montadora são os mesmos de outra fabricante.

Estes códigos são gerados depois que a central eletrônica de controle (Electronic Control Unit – ECU) detecta algo fora do esperado quando ela roda o diagnóstico dos diversos sensores espalhados pelo carro, similar com o que o seu anti vírus faz com o seu computador.

Com a indicação das luzes, seu mecânico vai conectar um dispositivo que converse com a ECU, via a porta OBD2.

Assim que o scanner conectar-se ao veículo com o protocolo OBD2 correto, ele vai conseguir ver, com precisão, qual foi a causa daquele erro (DTC) e porque ele acendeu a luzinha.

Como acessar os dados dos veículos?

Muitas vezes, os dispositivos usados podem ser um scanner, um aparelho bluetooth conectado a um aplicativo instalado no celular (como o Torque para Android) ou até mesmo um dispositivo com um chip telefônico instalado, capaz de enviar estes dados ao vivo para um servidor, que trata essas informações e disponibiliza para o usuário.

Esse é o caso da Cobli. Nosso OBD2 usa a chamada Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês) para traçar os diagnósticos do seu veículo.

É dessa forma que nosso serviço de monitoramento fornece relatórios e análises, como dados para fazer um bom controle de combustível.

Assim, o gestor de frotas tem em mãos todos os detalhes do dia a dia dos motoristas e seus veículos para organizar uma operação mais eficiente.

Confira em nossa página de relatórios e análises como essas análises podem te ajudar!

Ou, se você preferir arriscar e acessar esses dados sozinho, é possível encontrar um dispositivo bluetooth na internet por um preço acessível.

Você pode plugá-lo no seu veículo, parear com seu smartphone e receber os dados que forem disponibilizados pelo protocolo OBD2.

Dá até para resolver algum problema, identificando um erro de diagnóstico e trocando alguma peça defeituosa.

Mas é claro: só se você tiver as ferramentas e a conhecimento para isso. Senão, deixe esse trabalho com um mecânico especializado para evitar maiores dores de cabeça.

Um ponto que você deve ter em mente quando quiser acessar os dados do seu veículo é a “entrada” dele.

É necessário estar atento, porque muitas montadoras não adotaram desde o início o padrão J1962 (trapezoidal de 16 pinos).

Um exemplo é a Iveco, com a 35S14. Até 2013, era necessário utilizar um cabo adaptador que transforma a entrada não usual em uma comum, para realizar a conexão e acessar os dados do VUC.

O que é o OBD da Cobli?

A Cobli desenvolveu um sistema de gestão de frotas completo que ajuda operações de todos os tipos e tamanhos.

Os dados fornecidos para os clientes são captados graças ao OBD2. Por isso, esse protocolo é uma das nossas especialidades.

O dispositivo utilizado na Cobli é ideal para o gerenciamento de frotas veiculares.

Por ser um dispositivo com a entrada J1962, basta conectar ao veículo (com o auxílio de um cabo adaptador, se necessário) e pronto: os dados já começam a ser analisados e os relatórios gerados.

O dispositivo envia tudo via rede celular. Nossos engenheiros de software e seus algoritmos decodificam cada informação e disponibilizam de uma forma inteligente no nosso painel!

Esta publicação te ajudou? Confira essa e outras explicações sobre questões de logística e gestão de frota em nosso blog.

Telemetria veicular - O que é um protocolo OBD2?
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