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Os procedimentos com movimentação e transporte de pacientes são realizados com ambulâncias, veículos preparados para transportar pacientes com segurança e agilidade.

Existem dois tipos principais de movimentação de pacientes: o pré e o inter-hospitalar. O transporte pré-hospitalar busca realizar a remoção da vítima do local do acidente ou emergência até o pronto-socorro da forma mais rápida possível.

O transporte inter-hospitalar, por sua vez, realiza a transferência de um paciente entre unidades de serviços hospitalares de urgência e emergência.

Para realizar a movimentação de pacientes há uma série de procedimentos que devem ser respeitados. Veja o que diz a lei de transporte intra-hospitalar, quais são os procedimentos necessários para garantir a segurança e como gerir uma frota de ambulâncias.

Confira a seguir:

Tipos de ambulância disponíveis para transporte de pacientes

Um veículo ideal para atendimento a emergências médicas e resgate é aquele que contém dois compartimentos: um para o motorista e um para os pacientes e socorristas (médico, paramédico, enfermeiro ou técnico em emergências médicas).

O compartimento do paciente deve caber dois pacientes em maca – um deles localizado na maca primária e o outro em maca dobrável. É importante que nessa disposição, o paciente primário sempre possa receber suporte intensivo de vida durante o transporte.

É obrigatório que o veículo tenha equipamentos e materiais para atendimento a emergências no local e durante o transporte e rádio para comunicação de duas vias.

Todas estas recomendações mínimas exigíveis estão padronizadas na norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT (NBR 14561) para veículos de atendimento a emergências médicas e resgate.

O principal objetivo da norma é garantir que os veículos atendam de forma eficiente o atendimento a emergências médicas e sejam de fácil manutenção. Conheça os tipos de ambulâncias disponíveis:

  • TIPO A: Transporta pacientes sem risco de vida e realiza remoções simples e de caráter eletivo.

Tripulação mínima definida pela lei: um motorista e um técnico de enfermagem.

  • TIPO B: Transporte de pacientes com risco de vida, mas sem a necessidade de intervenção clínica no local.

Tripulação mínima definida pela lei: um motorista e um técnico de enfermagem.

  • TIPO C: Resgate e atendimento de vítimas de acidentes. Este tipo de ambulância deve sempre estar preparada com equipamentos para socorro médico independente do local ou condição.

Tripulação mínima definida pela lei: um motorista e dois militares com capacitação para salvamento e suporte básico de vida.

  • TIPO D:Transporte de pacientes de alto risco de vida.

Tripulação mínima definida pela lei: um motorista, um médico e um enfermeiro.

Existem ainda mais dois tipos de veículos de pacientes: aeronaves (tipo E) e embarcações (tipo F) de transporte médico que são utilizadas em casos mais graves e menos usuais.

O que diz a lei sobre transporte inter-hospitalar de pacientes?

Conforme listado no tópico anterior, alguns tipos de ambulâncias a lei exige a presença de uma tripulação específica de acordo com o tipo de viatura. 

Para regulamentar o transporte de pacientes no âmbito pré e inter-hospitalar, o governo homologou a Lei 7.498/86 e o Decreto Regulamentador nº 94.406/87 discorrendo sobre esta categoria e suas competências legais.

A responsabilidade pela remoção e transferência entre hospitais é do médico, que solicita o transporte do paciente. Na sequência, a central de regulação de remoção realiza o contato com o hospital destino para validar o transporte. Enquanto a movimentação para o novo hospital não terminar, a assistência sempre deve ser feita pelo médico que indicou a transferência.

Em casos graves, a decisão de transferência é também do médico responsável. 

Quais são as condições necessárias e seguras para o transporte?

Para garantir que o transporte seja realizado da melhor forma possível e de forma segura, alguns pontos devem ser checados antes da saída do veículo. Entenda:

  • Treinamento prévio de toda a equipe envolvida no transporte;
  • Escolha do tipo de ambulância que será utilizada no transporte de acordo com as necessidades do paciente;
  • Detalhamento da doença de base e condições associadas para os socorristas envolvidos;
  • Verificação do material e equipamentos disponíveis na unidade de transporte;
  • Avaliação dos riscos e benefícios envolvidos no transporte do paciente;
  • Tempo de transporte, distância e condições do trajeto a ser percorrido;
  • Avaliação da possibilidade de complicação durante o transporte.

Como gerenciar as ocorrências de uma frota de ambulâncias?

Em São Paulo, em 2019 o número de atendimentos com ambulâncias chegou a  29.079, sendo que pelo menos 40% desses suportes são graves, como acidentes e infartos. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, meia hora é o tempo médio de chegada da ambulância. A recomendação da OMS (Organização Mundial de Saúde) é de no máximo 12 minutos.

Gerenciar as ocorrências com eficiência é coisa séria. Com as soluções de Monitoramento da Cobli é possível reduzir em 40% o tempo de resposta a um resgate nas unidades monitoradas e chegar mais perto da recomendação ideal.

Leia mais: Como diminuir o tempo de alocação de ambulâncias em 40% com a Cobli

Com um sistema de monitoramento é possível ter mais visibilidade da operação, saber onde estão os motoristas, quais viaturas estão disponíveis e quem já fez a remoção completa.

Além de acompanhar os veículos, o sistema de monitoramento mostra o trânsito nas vias próximas às ambulâncias. Ter acesso a esse tipo de informação agiliza ainda mais o percurso até o hospital de destino.

O transporte de pacientes deve ser planejado e executado visando a minimizar possíveis riscos para o paciente. Contar com um sistema que garanta a segurança e eficiência do transporte e evita expor o paciente a riscos desnecessários e agravamento do estado clínico.

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Monitoramento de frota - Movimentação e transporte de pacientes
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