EPIs na construção civil: saiba quais usar

Bastante popular no noticiário desde o início da pandemia, a sigla EPI – que significa equipamentos de proteção individual – é uma velha conhecida de quem trabalha com segurança do trabalho. Os EPIs na construção civil são ótimos exemplos disso!

Não é à toa: a sigla EPI serve para denominar um conjunto de equipamentos que todo trabalhador deve usar para se proteger dos riscos de sua atividade.

E quem vive o universo da construção civil sabe que esses riscos são constantes, em diferentes situações – e uma das formas de evitá-lo é adotando o uso de EPIs na construção civil.

É um comportamento que muitas empresas têm adotado, ajudando a melhorar as estatísticas do setor.

Segundo dados do Sinduscon-SP, o número de acidentes na construção civil vem caindo nos últimos anos: em 2020, foram 25.960 acidentes em todo o País, 12% a menos que os 29,5 mil de 2019.

No entanto, ainda existem muitas empresas e gestores que têm dúvidas sobre como fazer a distribuição correta dos EPIs, bem como sua importância no ambiente de trabalho.

É por isso que, neste texto, vamos falar sobre a importância dos EPIs na construção civil, bem como uma lista dos principais equipamentos e dos riscos se eles não forem utilizados.

Também vamos trazer uma ficha especial feita pela equipe da Cobli para ajudar quem precisa comprovar a distribuição de EPIs aos trabalhadores. Vamos lá?

O que é um EPI?

Como você já viu na introdução deste texto, um EPI é nada mais que uma sigla para equipamentos de proteção individual.

Máscaras, óculos, luvas e outras roupas de proteção estão entre os principais equipamentos de proteção individual usados na construção civil.

Toda empresa deve fornecer equipamentos de proteção individual para seus funcionários.

Mais do que apenas um item de precaução, eles podem ser uma das formas mais simples e baratas de uma empresa evitar acidentes no canteiro de obras.

E há diversos riscos diferentes dentro do universo da construção civil, como:

  • Quedas em desníveis;
  • Descargas e choques elétricos;
  • Manipulação de máquinas e equipamentos sem a devida proteção;
  • Esmagamentos e mutilações;
  • Cortes e perfurações;
  • Alergias e problemas respiratórios;
  • Problemas auditivos, entre outros.

Como você pode imaginar, a falta do uso de EPIs pode acarretar sérios danos à saúde dos trabalhadores – e é por isso que oferecer EPIs é uma obrigação que todas as empresas têm que cumprir.

O que diz a lei sobre o uso de EPIs na construção civil?

Quem lida com segurança do trabalho já deve ter ouvido falar das Normas Regulamentadoras – complementos à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que ajudam a detalhar algumas regras.

Entre elas, existe a Norma Regulamentadora nº 6, que é responsável pela regulamentação dos equipamentos de proteção individual.

Segundo essa norma, toda empresa é obrigada a fornecer aos colaboradores os EPIs adequados de forma gratuita, bem como informar sobre as práticas de segurança.

São duas medidas muito importantes para enfrentar os riscos do dia a dia, ao mesmo tempo em que auxilia as empresas a reduzir possíveis ações judiciais.

Além disso, há outra norma regulamentadora importante para a construção civil, a de número 18, que estabelece as regras e medidas de segurança e proteção para os trabalhadores do setor.

Além da construção civil em si, enquadram-se também atividades de demolição, reparo, pintura, limpeza e manutenção de edifícios em geral, bem como pavimentos ou outros tipos de construção, incluindo urbanização e paisagismo.

A NR-18 tem uma série de definições, mas ela é quem cria atividades muito importantes, como o Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção (PCMAT), determina sistemas de Proteção Contra Incêndio e a criação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes CIPA nas, também conhecida como CIPA.

Segundo a NR-18, toda obra que tiver mais de 20 trabalhadores deverá ter um PCMAT, que determina os procedimentos administrativos, de planejamento e organizacionais em torno das medidas de controle de risco.

Obras que tiverem até 19 colaboradores poderão fazer apenas o PPRA, também conhecido como Programa de Prevenção de Riscos Ambientais.

Quais são os EPIs usados na construção civil?

Existem diversos EPIs que são usados na construção civil – e usá-los de forma adequada é importantíssimo para a segurança não só do trabalhador, mas de seus colegas também.

Entre eles, estão:

  • Abafador de ruído;
  • Avental de raspa;
  • Capacete de segurança;
  • Calçado de segurança;
  • Cinto de segurança;
  • Luvas de raspa;
  • Máscara filtradora;
  • Óculos de proteção;
  • Protetor facial;
  • Uniforme profissional.
Toda empresa deve fornecer equipamentos de proteção individual para seus funcionários.

Como já dissemos, cada um desses EPIs deve ser entregue gratuitamente aos colaboradores na hora do serviço, dependendo das atividades específicas do funcionário.

Agora, vamos falar sobre como uma empresa pode fazer a entrega da melhor forma possível.

Como uma empresa deve entregar EPIs na construção civil?

Toda empresa deve entregar EPIs aos trabalhadores da construção civil, mas controlar isso pode ser um problema.

A melhor forma de fazer isso é utilizando uma ficha de controle, que deve ser preenchida sempre que um funcionário receber os EPIs.

Assim, é possível garantir que eles receberam os equipamentos certos para trabalhar de forma segura.

A Cobli preparou especialmente um modelo de entrega de EPIs para os funcionários da construção civil, que você pode baixar neste link.

Além da garantia de recebimento, a ficha também ajuda a evitar desperdícios no ambiente de trabalho.

É importante lembrar que, além de fornecer os EPIs, as empresas também têm outras obrigações de segurança no trabalho.

É preciso, por exemplo, fiscalizar a utilização correta dos equipamentos, bem como seu descarte, além de treinar os colaboradores para evitar acidentes.

Uma boa forma de fazer isso é contar com a presença de um técnico em segurança do trabalho para garantir que as normas estejam sendo cumpridas.

Que outras medidas de proteção uma empresa deve tomar na construção civil?

Além de ceder equipamentos de proteção individual aos funcionários, as empresas também têm outras medidas de proteção importantes para tomar.

Entre elas, um ótimo exemplo são equipamentos de proteção coletiva (EPC), que incluem sinalização, tiras refletivas, fitas, cavaletes, cones, placas e proteção contra incêndios.

Este último item é uma estratégia importante para qualquer obra, incluindo sistemas de alarmes e outros dispositivos que indiquem caso algo esteja pegando fogo.

Além disso, é muito importante promover o treinamento da equipe, mostrando quais são os riscos das atividades que os funcionários precisam desenvolver.

Iniciativas como a criação de uma CIPA, além da organização de uma Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SIPAT), são pontos importantes nessa estratégia.

Além disso, é importante falar sobre temas como limpeza e higiene, organização e análise preliminar de riscos.

O que pode acontecer com a falta de uso de EPIs na construção civil?

A falta de uso de EPIs na construção civil pode gerar diversos danos para os envolvidos – sejam eles os trabalhadores ou a empresa.

Para os trabalhadores, os principais riscos são de acidentes graves, causando danos à sua saúde e integridade física, além de morte.

Além do risco à saúde, claro, é importante frisar que um acidente grave também pode gerar diversos danos à vida financeira de um trabalhador.

Para a empresa, a falta do uso de EPIs pode acarretar problemas trabalhistas – com o funcionário entrando na Justiça por conta dos acidentes causados em ambiente de trabalho.

Além disso, acidentes também afetam dramaticamente a moral da equipe, contribuindo para uma menor eficiência no trabalho.

Outro ponto importante é o fato de que acidentes também podem afetar o andamento das obras, atrasando em dias e até semanas o ritmo dos trabalhos, algo que nenhum gestor deseja.

É importante lembrar que todos os trabalhadores que estiverem expostos a um ambiente de obra devem utilizar os equipamentos de proteção individual, independentemente de sua função ou hierarquia.

Só assim é possível prevenir os riscos existentes no ambiente de trabalho, promovendo maior produtividade e qualidade de vida para todos – e isso é importantíssimo para qualquer empresa, não é mesmo?

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