Os custos de frota na construção civil são um daqueles assuntos que, na prática, todo gestor já sentiu no bolso. Basta pensar em como o gasto com combustível na construção civil pesa no fim do mês, ou em como a manutenção de veículos adiada pode virar dor de cabeça maior depois.
O dia a dia das obras mostra que a frota não é apenas um conjunto de máquinas e caminhões: ela representa tempo, eficiência operacional e até a segurança do time. Neste guia, vamos conversar sobre os principais custos da frota na construção civil, explicar como calcular esses valores e mostrar caminhos para a redução de custos sem comprometer a produtividade.
A ideia é trazer exemplos de como a gestão de frotas pode ser mais inteligente, usando tecnologia na construção, telemetria para frotas e automação na gestão, além de lembrar pontos que muitas vezes ficam em segundo plano, como seguro de frota, licenciamento de veículos e treinamento de motoristas.
No fim, o que você vai encontrar aqui é uma forma mais clara de enxergar o custo por milha e de usar a análise de custos como aliada para ter uma frota própria mais previsível e rentável.
Índice:
O que são os custos de frota?
Os custos de frota são todas as despesas envolvidas em manter veículos e máquinas operando em condições ideais em uma obra ou de uma operação. No setor da construção civil, esses custos incluem manutenção de veículos, seguro de frota, licenciamento, depreciação, treinamento de motoristas, monitoramento e, quando aplicável, custos administrativos ou de substituição.
Para dar uma ideia concreta de escala: segundo a Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC/IBGE), em 2021 o setor teve receita bruta de cerca de R$ 397,1 bilhões, e dentro disso gastou aproximadamente R$ 9,7 bilhões só com combustíveis e lubrificantes. Esse dado mostra o peso considerável que um único tipo de custo de frota tem sobre o total.

Principais custos da frota na construção civil
Há uma série de despesas que, somadas, podem representar uma fatia importante do orçamento da obra. Para organizar melhor essa conta, é comum dividir os custos em três grupos: fixos, variáveis e indiretos. Essa visão ajuda a entender de onde vem cada despesa e a criar estratégias mais inteligentes de gestão de frotas.
Custos fixos
São aqueles que a empresa precisa arcar mesmo quando os veículos não estão rodando. Entram aqui seguro de frota, licenciamento de veículos, impostos e depreciação. Eles garantem que a frota esteja regularizada e disponível, mas, por não variarem com o uso, precisam ser previstos no orçamento anual.
Custos variáveis
Esses dependem diretamente da utilização dos veículos. Os mais evidentes são combustível na construção civil, manutenção de veículos, troca de pneus, peças e lubrificantes.
Esse tipo de custo costuma oscilar bastante, e é onde a tecnologia na construção e o uso de telemetria para frotas fazem diferença, permitindo calcular custo por milha e identificar padrões de consumo.
Custos indiretos
Nem sempre aparecem de imediato, mas podem pesar tanto quanto os anteriores. Estamos falando de paradas não planejadas, retrabalho por falhas de transporte, tempo ocioso de operadores e até acidentes que geram atrasos ou processos judiciais.
Esses custos podem ser reduzidos com treinamento de motoristas, automação na gestão e monitoramento de frota, que ajudam a evitar falhas antes que elas se transformem em prejuízos.
Como calcular os custos da frota?
Calcular os custos da frota não precisa ser extremamente difícil, mas exige atenção aos detalhes. O primeiro passo é separar as despesas em fixas, variáveis e indiretas. Depois, basta somar cada grupo e dividir pelo critério que faz mais sentido para sua operação: quilômetro rodado, hora de trabalho ou até custo por projeto.
É isso que permite chegar ao famoso custo por milha ou custo por quilômetro, que mostra quanto a frota realmente consome para se manter ativa. Se o gasto com combustível está acima da média, pode ser sinal de desperdício ou falta de monitoramento de frota.
Se a manutenção corretiva pesa demais, talvez falte investir em um plano de manutenção preventiva. Já nos custos indiretos, atrasos de entrega ou paradas inesperadas também entram nessa conta, mesmo que não estejam na planilha.
Estratégias para reduzir custos de frota
Saber onde estão os gastos é só metade do caminho. A outra parte, e a mais importante para quem vive a rotina das obras, é encontrar formas de reduzir custos de frota sem comprometer a produtividade. É aqui que entram boas práticas que unem organização, cuidado com os veículos e uso inteligente da tecnologia.
Manutenção preventiva e corretiva
Esperar o veículo quebrar para agir costuma sair caro. A manutenção preventiva ajuda a evitar paradas inesperadas, aumenta a vida útil da frota e reduz o risco de custos indiretos, como atrasos de entrega e horas extras.
Já a manutenção corretiva é inevitável em alguns casos, mas deve ser acompanhada de perto para que não vire um padrão. Ter um histórico bem organizado permite identificar peças que falham com frequência e prever quando será a próxima troca.
Tecnologia e software de gestão
É quase impossível controlar todos os detalhes da frota usando apenas planilhas. Um software de gestão de frotas como o da Cobli com recursos como videotelemetria e automação traz mais precisão e economia de tempo.
Com ele, dá para monitorar o consumo de combustível, planejar rotas, acompanhar a manutenção de veículos e até calcular o custo por milha de forma automática. Além disso, relatórios inteligentes ajudam a enxergar padrões e tomar decisões rápidas, algo que faz diferença na eficiência operacional.
Treinamento de motoristas
Boa parte dos custos variáveis está ligada à forma como os veículos são conduzidos. Treinamento de motoristas pode reduzir o consumo de combustível, evitar multas, aumentar a segurança e até diminuir o valor do seguro de frota. Quando os motoristas entendem como o uso de telemetria está ali para apoiar e não apenas fiscalizar, a adesão cresce e os resultados aparecem no bolso da empresa.

Importância da gestão de frotas na construção civil
Quando a frota é bem cuidada, os veículos não param no meio do caminho, o seguro e o licenciamento estão em dia e os motoristas sabem exatamente como conduzir de forma mais econômica e segura. E, com o apoio da tecnologia, fica muito mais fácil enxergar onde estão os maiores gastos, prever manutenções e até calcular o custo por milha de cada trajeto.
No fim, gerir a frota é como dar mais previsibilidade para a obra inteira. Você gasta menos tempo apagando incêndios e mais energia garantindo que cada etapa avance sem surpresas no orçamento.
Tendências futuras na gestão de frotas
A forma como as empresas cuidam da frota está mudando rápido, e a construção civil não fica de fora desse movimento. Se antes o foco era apenas manter veículos em funcionamento, hoje a atenção está em como usar tecnologia para prever, economizar e decidir melhor.
Uma das grandes tendências é o avanço da telemetria e videotelemetria para frotas, que já permite acompanhar não só a localização, mas também o estilo de condução dos motoristas, o consumo de combustível e até sinais de desgaste do veículo. Isso se conecta diretamente a outro ponto: a automação na gestão, que reduz tarefas manuais e deixa os gestores mais livres para analisar dados e agir com rapidez.
Outra aposta é a integração da frota com outros sistemas da obra. Imagine cruzar informações de rotas, consumo e produtividade para ajustar o cronograma da construção? Essa eficiência operacional ganha ainda mais força com o uso de inteligência artificial, capaz de sugerir rotas mais econômicas, prever falhas e até antecipar custos futuros.
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