Mapa rodoviário do Brasil: como usar

Quem costumava pegar estrada em décadas passadas com certeza ainda se recorda daqueles mapas rodoviários do Brasil que todo caminhoneiro levava consigo. Às vezes, o mapa era tão grande e tão complexo de se entender, que o motorista precisava encostar o veículo para consultá-lo antes de seguir viagem, lembra?

Mas os tempos mudaram e hoje o mapa rodoviário do Brasil cabe na palma da mão. Ou melhor: está dentro do celular e este, sim, cabe na palma da mão.

De uns tempos para cá, surgiram aplicativos de geolocalização, como o Waze, e também o Google Maps, que guiam os motoristas pelas rodovias brasileiras.

No entanto, não é todo mundo que se dá bem com aplicativos. Há quem prefira mapas rodoviários oficiais. Esses motoristas mais tradicionais podem contar com os mapas multimodais feitos pelo DNIT, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, sabia?

Não sabe o que são nem como usar os mapas multimodais do DNIT? Então, continue lendo este texto aqui.

Vamos ensiná-lo a acessar o mapa rodoviário do Brasil e ainda explicar como as soluções logísticas oferecidas pela Cobli podem ajudá-lo a encontrar as melhores e mais eficientes rotas e, assim, viajar com mais segurança.

Siga a leitura e confira!

Mapa rodoviário do Brasil e mapa multimodal: qual a diferença?

Mapa você sabe o que é, certo? E multimodal, você se lembra o que significa esse termo?

Para entender o significado de multimodal, é melhor dividir a palavra em duas partes: “multi” e “modal”. “Multi” significa “vários” ou “muitos”. Já “modal” se refere a uma modalidade de transporte.

Os modais são quatro: ferroviário, hidroviário, dutoviário e, é claro, rodoviário.

Portanto, um mapa multimodal é mais do que um mapa rodoviário do Brasil. Trata-se de um mapa que representa os diferentes modais, ou seja, não apenas as rodovias, mas também as ferrovias, as hidrovias e as dutovias.

Como dissemos acima, o DNIT disponibiliza mapas multimodais para orientar tanto quem pega estrada (ou ferrovia, hidrovia, etc) quanto quem elabora rotas.

São três opções de mapas multimodais: Mapa Multimodal da América do Sul, Mapa Multimodal Nacional e Temáticos e Mapas Estaduais Multimodais.

Abaixo, vamos detalhar cada um deles.

Mapa Multimodal da América do Sul

O Mapa Multimodal da América do Sul, representa toda a infraestrutura sul-americana rodoviária, ferroviária, hidroviária, dutoviária, além das principais instalações portuárias e aeroportuárias, de todos os países do continente.

No caso das rodovias, o mapa indica quais delas são: duplicadas ou em obra de publicação; pavimentadas ou em obras de pavimentação; implantadas ou em obra de implantação.

Os Mapas Multimodais são feitos pelo DNIT, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte.

O mapa mostra ainda quais rodovias são em leito natural e quais são planejadas. Chamamos “leito natural” aquelas rodovias que não passam de um caminho que foi aberto meio de qualquer jeito, de acordo com as necessidades da população local, em terreno natural.

Em outras palavras, são aquelas estradas que não foram planejadas e não atendem às normas rodoviárias de projeto geométrico, não se enquadrando, portanto, em nenhuma das classes de rodovias estabelecidas pelo DNIT.

O Mapa Multimodal da América do Sul é uma mão na roda para aqueles que transportam mercadoria do Brasil para países vizinhos e vice-versa.

Mapa Multimodal Nacional e Temáticos

O Mapa Multimodal Nacional e Temáticos, representa a infraestrutura federal rodoviária, ferroviária, hidroviária e dutoviária, assim como as instalações portuárias e também os aeroportos regionais e das capitais.

O Mapa Multimodal Nacional e Temáticos é praticamente um mapa rodoviário do Brasil, pois mostra todas as estradas que cortam o país, de norte a sul e de leste a oeste.

Assim como o da América do Sul, o Mapa Multimodal Nacional e Temáticos indica quais rodovias são: duplicadas ou em obra de publicação; pavimentadas ou em obra de pavimentação; implantadas ou em obra de implantação; leito natural ou planejadas.

O Mapa Multimodal Nacional e Temáticos é utilizado, principalmente, por profissionais que dirigem em mais de um Estado brasileiro.

Mapas Estaduais Multimodais

Por último, temos os Mapas Estaduais Multimodais, que, como o próprio nome já anuncia, são um conjunto de 27 mapas que representam a infraestrutura rodoviária, ferroviária, hidroviária, dutoviária, as principais instalações portuárias e aeroportuárias de todas as 27 unidades federativas do Brasil, ou seja, dos 26 Estados e também do distrito federal.

Os Mapas Estaduais Multimodais mostram todas as estradas que cortam cada uma das unidades federativas brasileiras, sejam elas: duplicadas ou em obras de publicação; pavimentadas ou em obra de pavimentação; implantadas ou em obra de implantação; leito natural ou planejadas.

Todos os Mapas Multimodais Estaduais podem ser baixados aqui.

Os mapas multimodais disponibilizados no site do DNIT foram atualizados em agosto de 2020.

Quem faz os Mapas Multimodais?

Como dissemos acima, os Mapas Multimodais são feitos pelo DNIT, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte.

O DNIT é uma autarquia federal, subordinada ao Ministério da Infraestrutura, responsável pela manutenção, ampliação, construção, fiscalização, e elaboração de estudos técnicos para a resolução de problemas relacionados ao Sistema Federal de Viação e ao tráfego multimodal de pessoas e bens, nos modais rodoviário, ferroviário e hidroviário.

Mapa rodoviário do Brasil: entendendo a nomenclatura

Quem trabalha viajando pelas estradas Brasil afora sabe que o nome de toda rodovia federal começa com a sigla BR e é seguida de um número, certo?

Mas você sabe a diferença entre uma radial e uma longitudinal? De uma transversal e uma diagonal? Só de ler BR-364 você já sabe se trata de uma radial ou de uma transversal? De uma diagonal ou de uma longitudinal? Depois de ler os próximos tópicos, pode ter certeza: você vai saber!

Antes de seguir, um lembrete: a quilometragem das rodovias federais brasileiras não é cumulativa. Isso quer dizer que toda vez que uma rodovia passa de um Estado para outro, a contagem recomeça, a partir de zero.

Rodovias radiais

São as rodovias que partem de Brasília em direção aos extremos do país.

O primeiro algarismo das radiais é sempre 0 (zero). A numeração restante varia entre 05 e 95, segundo a razão numérica 05 (ou seja: 05, 10, 15, 20 etc) e no sentido horário.

O sentido de quilometragem das radiais vai do Anel Rodoviário de Brasília em direção aos extremos do país. O quilômetro zero de cada Estado é localizado no ponto rodoviário mais próximo à capital federal.

Exemplo: a BR-040, que vai de Brasília ao Rio de Janeiro.

Rodovias longitudinais

As rodovias longitudinais cortam o país de Norte a Sul.

O primeiro algarismo das longitudinais é sempre 1 (um). As longitudinais terminam com números que vão de 01 a 49, em ordem crescente, do litoral para o interior quando estão a leste de Brasília, e de 51 a 99 quando estão a oeste da capital federal.

O sentido de quilometragem vai do Norte para o Sul. As únicas exceções deste caso são as BR-163 e BR-174, que têm o sentido de quilometragem do Sul para o Norte.

Exemplo: BR-174, que liga Manaus (AM) a Boa Vista (RN).

Rodovias transversais

As rodovias transversais cortam o país de Leste a Oeste.

O primeiro algarismo é sempre 2 (dois). Os algarismos restantes variam entre 00, do extremo Norte do país e o Distrito Federal, e 50, de Brasília ao extremo Sul. O número de uma rodovia transversal é obtido por interpolação, entre 00 e 50, se a rodovia estiver ao norte de Brasília, e entre 50 e 99, se estiver ao sul, em função da distância da rodovia do paralelo da capital federal.

O sentido de quilometragem vai do leste para o oeste.

Exemplo: BR-262, que interliga os Estados de Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Rodovias diagonais

As rodovias diagonais apresentam dois modos de orientação: Noroeste-Sudeste ou Nordeste-Sudoeste.

O nome das rodovias diagonais sempre começa com o número 3 (três). O restante da identificação rodoviária seguinte os seguintes critérios:

  • Diagonais orientadas na direção geral Noroeste-Sudeste: a numeração varia, segundo números pares, de 00, no extremo Nordeste do país, a 50, em Brasília, e de 50 a 98, no extremo Sudoeste. Nesse caso, obtém-se o número da rodovia mediante interpolação entre os limites consignados, de acordo com a distância da rodovia a uma linha com a direção Noroeste-Sudeste que passa por Brasília. Exemplo: BR-324, que vai de Beberibe, no Norte do Ceará, até Natal, capital do Rio Grande do Norte.
  • Diagonais orientadas na direção geral Nordeste-Sudoeste: a numeração varia, segundo números ímpares, de 01, no extremo Noroeste do país, a 51, em Brasília, e de 51 a 99, no extremo Sudeste. Obtém-se o número aproximado da rodovia mediante interpolação entre os limites consignados, de acordo com a distância da rodovia a uma linha com a direção Nordeste-Sudoeste que passa por Brasília. Exemplo: BR-381, que liga São Mateus, no Espírito Santo, à capital paulista.

A quilometragem se inicia no ponto mais ao norte da rodovia indo em direção ao ponto mais ao sul. No entanto, há exceções: BR-307, BR-364 e BR-392.

Rodovias de ligação

E, por fim, temos as rodovias de ligação, que podem seguir qualquer direção. Em geral, elas ligam rodovias federais a cidades importantes ou às fronteiras do Brasil.

O nome das rodovias de ligação sempre começa pelo algarismo 4 (quatro). A numeração restante varia entre 00 e 50, se a rodovia estiver ao norte do paralelo de Brasília, e entre 50 e 99, se estiver ao sul do Distrito Federal.

Geralmente, a quilometragem segue do ponto mais ao norte da rodovia para o ponto mais ao sul. No caso de ligação entre duas rodovias federais, a quilometragem começa na rodovia de maior importância.

Exemplo: BR-488, liga a BR-116/SP ao Santuário Nacional de Aparecida, no interior de São Paulo.

A relação de todas as rodovias de ligação brasileiras pode ser encontrada aqui.

Antes de passarmos para o próximo tópico, aqui vai uma informação importante:

Em alguns casos, pode haver sobreposição de duas ou mais rodovias. Quando isso ocorre, é adotado o número da rodovia mais importante, ou seja, a de maior volume de tráfego. No entanto, em alguns casos, adota-se o nome da rodovia de menor número para facilitar o trabalho dos sistemas computadorizados.

Mapa rodoviário do Brasil da Polícia Rodoviária Federal

No ano passado, a Polícia Rodoviária Federal também lançou um mapa rodoviário do Brasil.

Trata-se do sistema SuporteBR, que resultou do mapeamento de cerca de seis mil pontos de apoio e é mais uma ação da campanha “Siga em Frente, Caminhoneiro”.

Por meio do SuporteBR, é possível encontrar restaurantes, hospedagens, borracharias, oficinas mecânicas, postos de gasolina, lojas de conveniência e pontos de parada com diversos serviços simultâneos. Basta filtrar por unidade federativa, rodovia e cidade. Também é possível pesquisar por serviços específicos, como restaurantes ou postos de combustível.

O sistema SuporteBR pode ser acessado aqui.

Por que trocar seu mapa rodoviário do Brasil pela Cobli

Se você não é bom com mapas e gostaria de um serviço mais especializado para ajudá-lo a cortar as rodovias brasileiras ou gerir sua frota de caminhões, conte com a Cobli!

A Cobli é uma reconhecida startup que oferece soluções logísticas para frotas, como o serviço de roteirização, que permite aos gestores descobrir quais as melhores rotas, evitando, assim, que os caminhões percam tempo no trânsito e gastem combustível à toa, elevando os custos.

Veja abaixo como a Cobli pode ajudá-lo não só a consultar possíveis trajetos, fazendo as vezes de um mapa hipersofisticado, mas também contribuir para a produtividade e a segurança da sua frota:

Planeje suas paradas

O sistema de roteirização da Cobli é capaz de elaborar rotas com até 150 endereços. Isso mesmo: 150 endereços!

É como se, entre o local de partida e o endereço final, seu motorista pudesse fazer 148 paradas. E mais: todos esses 150 endereços podem ser importados de uma vez só!

Otimize suas rotas de acordo com as restrições de horário

O que fazer quando há interdição à circulação de caminhões em um trecho em determinado horário? Ou quando o cliente só pode receber a carga com hora marcada?

Todas essas restrições de horário podem ser incluídas na ferramenta de roteirização da Cobli, que vai considerá-las ao planejar as rotas.

Roteirização orientada por objetivos

Com a Cobli, você pode determinar se seu objetivo, ao roteirizar, é reduzir as distâncias percorridas ou o tempo gasto com as entregas.

A partir da sua escolha, o sistema apresenta a rota mais adequada às suas necessidades.

Acompanhe sua frota

O sistema de roteirização da Cobli permite a exportação de relatórios de trajeto e, portanto, a identificação de possíveis desvios.

Com essas informações em mãos, o gestor pode descobrir por que determinada entrega atrasou e, a partir disso, tomar decisões para coibir esse tipo de falha.

Otimize sua frota

O sistema de roteirização da Cobli também sugere o número de veículos necessários para fazer determinado número de viagens.

Os aplicativos de rotas e mapas digitais ajudaram a revolucionar a maneira de como nos deslocamos para qualquer lugar.

Também há a opção “utilizar todos os veículos”. Nesse caso, a ferramenta vai montar uma rota que não deixe nenhum veículo ocioso.

Avise seu cliente quando a entrega será feita

Com a ferramenta de roteirização da Cobli, o gestor será capaz de identificar quais veículos estão mais próximos de determinados endereços e quanto tempo vão levar para chegar até eles.

Se receber um pedido de última hora, por exemplo, pode destacar um caminhão que já está perto do cliente. O sistema ainda gera um link que pode ser enviado ao cliente e permite a ele acompanhar o deslocamento de sua encomenda, qual é a placa do veículo e quem é o motorista responsável pela entrega.

Acompanhe seus motoristas

A Cobli também disponibiliza um aplicativo no qual os motoristas, ao começarem a trabalhar, selecionam o veículo que estão dirigindo.

Essa informação aparece automaticamente no painel do gestor, que fica sabendo quem está dirigindo qual veículo e como ele está se comportando no trânsito.

Viu só quantos benefícios o serviço de roteirização da Cobli pode trazer para a sua frota?

Pode confiar: a Cobli é melhor do que qualquer mapa rodoviário do Brasil e é capaz de tornar a sua frota mais eficiente, segura e econômica!

Esta publicação te ajudou? Confira essa e outras explicações sobre questões de logística e gestão de frota no blog da Cobli.

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Estamos disponíveis para tirar dúvidas e demonstrar o sistema de rastreamento e monitoramento de frotas da Cobli em ação.

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