O Dia D foi a data que inspirou o Dia da Logística

Dia da logística: origem da data e perspectivas para o setor

Você sabia que no dia 6 de junho é comemorado do Dia da Logística?

Pois é! Se existe Dia do Caminhoneiro (16 de setembro), Dia do Mecânico (20 de dezembro) e Dia do Marketing (8 de maio), nada mais justo do que separar um dia para celebrar uma atividade tão essencial quanto a logística, né?

Afinal, é graças à logística que não faltam produtos nas prateleiras do supermercado e que os produtos que você compra pela internet chegam rapidamente à sua casa!

Neste texto, vamos contar a origem inusitada do Dia da Logística. E mais: também vamos explicar por que o setor está bombando e quais são as principais tendências para 2022!

Siga a leitura e confira.

Por que o Dia da Logística é comemorado em 06 de junho?

Se você gostava das aulas de História no colégio, talvez se lembre de que no dia 06 de junho de 1944 aconteceu o chamado Dia D, marcado pelo desembarque de milhares de soldados aliados na Normandia, no norte da França. 

Também conhecido como Operação Netuno, o desembarque de tropas americanas, britânicas, canadenses e francesas nas praias normandas representou uma virada na Segunda Guerra Mundial e já foi retratado em inúmeras produções cinematográficas e televisivas, como o filme “O resgate do soldado Ryan” (1998) e a minissérie “Band of Brothers” (2001).

Até então, os nazistas pareciam estar levando a melhor na chamada Frente Ocidental. O exército soviético já havia conseguido barrar o avanço nazista na Frente Oriental (Leste Europeu). No entanto, países como a França continuavam ocupados pelos alemães.

Após o Dia D, os exércitos aliados seguiram avançando sobre territórios controlados por tropas nazistas e encurralaram os alemães. Em 2 de agosto de 1944, libertaram Paris.

Embora as batalhas na Europa só tenham terminado com a queda de Berlim, entre abril e maio do ano seguinte, o Dia D foi essencial para mudar os rumos da guerra em favor dos aliados.

Mas por que, afinal, a data de uma operação militar foi escolhida como o Dia da Logística?

Porque o desembarque aliado na Normandia foi uma das maiores e mais bem-sucedidas operações logísticas da História!

A Operação Netuno já vinha sendo preparada há mais de um ano pelos aliados e mobilizou mais de 7 mil embarcações, 10 mil veículos terrestres e 156 mil militares, dos quais 24 mil desceram de paraquedas nas praias francesas. 

Já imaginou a complexidade logística de uma operação militar tão ambiciosa e de tamanha importância histórica?

Como dissemos acima, o Dia D acelerou o fim da Segunda Guerra Mundial, que, àquela altura, já havia ceifado milhões de vidas. No entanto, o custo humano da operação foi alto.

Cerca de 4,4 mil soldados aliados morreram e outros 9 mil acabaram feridos ou desaparecidos. Do lado alemão, estima-se que as baixas tenham variado entre 4 e 9 mil.

Também foram registradas mortes de milhares de civis franceses devido aos bombardeios aliados que antecederam o desembarque dos soldados.

O que a logística tem a ver com a guerra?

As relações entre a logística e a guerra vão além do Dia D e estão inscritas na própria palavra.

Há duas versões para a origem da palavra logística. De acordo com uma delas, o termo vem do verbo francês “loger”, que significa alojar ou acolher e resultou na palavra “logistique”.

O termo “logistique” foi usado, no contexto das batalhas napoleônicas, pelo estrategista militar Barão Antoine Henri Jomini (1779-1869), que dividiu a “arte da guerra” em cinco partes: estratégia, grandes táticas, logística, engenharia e táticas menores (ou tática de detalhes). Jomini definiu a “logistique” como “a arte de movimentar exércitos” em sua obra “Sumário da arte da guerra”.

Aliás, aqui vale uma explicação. Aos nossos ouvidos, soa estanho associar guerra à arte, né? Porém, naquela época, a palavra arte também era usada com o sentido de “técnica”. Portanto, a expressão “arte da guerra” corresponde a um conjunto de técnicas e estratégias miliares.

A outra história que dá conta da origem da palavra logística remonta à Grécia Antiga. Os gregos usavam o termo “logistikas” para se referir ao cálculo e ao raciocínio matemático.

Não demorou para que os militares responsáveis pela contabilidade e pela distribuição de suprimentos em meio às batalhas ficassem conhecidos como “logistikos”.

A relação com a guerra, porém, não é exclusividade da logística. É comum que conflitos militares acabem resultando em desenvolvimentos tecnológicos que, passados os conflitos, terminam por beneficiar toda a sociedade em tempos de paz.

Até a guerra contra o coronavírus, por exemplo, resultou em avanços no setor logístico. Vamos falar um pouco mais sobre isso no próximo tópico.

O setor logístico no Brasil de hoje

Não foi só você que passou a fazer mais compras online desde o início da pandemia de Covid-19. A emergência sanitária contribuiu para o crescimento dos e-commerce, as plataformas de varejo online.

Segundo dados da Câmara Brasileira de Economia Digital e da empresa Neotrust, publicados pela Folha de S.Paulo, o faturamento dos e-commerce no Brasil cresceu assombrosos 122% de janeiro a novembro de 2020.

O portal G1 atribuiu o aquecimento do mercado ao aumento das vendas online e à “necessidade de criar uma cadeia de distribuição de insumos de saúde”.

Para aproveitar o mercado aquecido, as grandes varejistas têm investido pesado em logística para oferecer entregas mais rápidas e fretes mais baratos aos consumidores.

Consequentemente, a oferta de vagas no setor logístico aumentou muito! Segundo uma reportagem do jornal O Globo, o setor logístico criou mais de 88 mil empregos no primeiro ano da pandemia!

A reportagem afirma que, “para lidar com atrasos registrados nos primeiros meses de quarentena, grandes varejistas passaram a fazer investimentos pesados na área, especialmente em mais centros de distribuição, tecnologia e pessoal”.

Portanto, o momento é favorável para quem está em busca de um emprego em logística. Contudo, para garantir uma boa colocação, é imprescindível estar antenado ao que está acontecendo no setor. 

Quer saber quais são as tendências logísticas para 2022? Leia com atenção do próximo tópico!

As entregas com drones são uma das tendências logísticas que devem se firmar em 2022.

As principais tendências logísticas para 2022

Como mencionamos acima, uma das consequências da pandemia foi o crescimento assombroso dos e-commerce. Estima-se que, em 2022, o setor vai continuar em alta. Afinal, a migração para o mundo digital tem afetado praticamente todos os setores da economia e não tem mais volta.

Não estanhe, portanto, que boa parte das tendências logísticas para 2022 tenha a ver com inteligência artificial e as possibilidades da tecnologia digital. Confira as principais delas abaixo:

Entrega por drones

Já faz alguns anos que o setor logístico acena com a possibilidade de entregas por drones. Essa modalidade de prestação de serviço está cada vez mais próxima de se tronar realidade!

A Agência Nacional de Avição Civil (ANAC) liberou as entregas por drone no Brasil em 2020.

Os drones são “aviõezinhos” capazes de transportar mercadorias pequenas. Além de garantir entregas mais rápidas, a popularização dos drones deve ajudar a reduzir a emissão de gases poluentes ao longo da cadeia logística.

Data Fabric

Já virou um lugar comum dizer que um dos principais ativos econômicos do mundo atual são os dados.

É com base nos dados que as empresas podem tomar decisões mais assertivas, conhecer as necessidades e os desejos dos clientes e melhorar seus produtos e serviços, não é mesmo?

É aí que entra o Data Fabric, que nada mais é do que uma maneira mais eficiente de integrar e gerenciar bancos de dados digitais. 

A gigante da tecnologia IBM, define Data Fabric como “uma arquitetura e um conjunto se serviços de dados capazes de fornecer recursos consistentes em ambientes multicloud”, ou seja, ambientes compostos por múltiplos servidores.

Por meio dessa tecnologia, é possível padronizar o gerenciamento de diferentes bancos de dados, o que facilita a mineração desses dados, resultando em mais segurança e eficiência.

Aplicativos nativos de nuvem

Outra tendência logística que deve bombar em 2022 são os aplicativos nativos de nuvem.

Os aplicativos “tradicionais” são, no máximo, hospedados em nuvem, mas rodam em aparelhos físicos, como os smartphones, e dependem de servidores específicos.

Desenvolvê-los diretamente na nuvem, por meio de ferramentas e estratégias nativas da nuvem, traz ganhos relevantes.

Entre esses ganhos estão a possibilidade de trabalhar de forma colaborativa, fluida e automatizada, uma vez que é possível incorporar rapidamente sugestões dos usuários e manter o aplicativo sempre atualizado.

A principal diferença entre um aplicativo “tradicional” e um aplicativo nativo de nuvem é arquitetônica, ou seja, na forma como ele é projetado.

Enquanto os tradicionais são acoplados à infraestrutura subjacente, os nativos de nuvem são baseados em microsserviços e empacotados em contêineres leves, o que permite que sejam executados em diferentes tipos de servidores.

Práticas de ESG

A sigla parece complicada, mas, na prática, ESG significa sustentabilidade. Ou melhor: Environmental, Social and Governance (Meio Ambiente, Sociedade e Governança, na tradução do inglês).

Em resumo, trata-se de um conjunto de valores sustentáveis que, cada vez mais, tem torneado a conduta das empresas e, consequentemente, o setor logístico. 

A tendência é que os consumidores prefiram, cada vez mais, se relacionar com empresas comprometidas com a preservação o meio ambiente e com práticas sustentáveis, como a redução do uso de combustíveis fósseis e investimentos em reciclagem.

Experiência Total (TX)

Todo mundo que trabalha com logística sabe da importância da experiência do cliente. É graças ao feedback dos consumidores que as empresas pensam em estratégias para garantir entregas mais rápidas, baratas e eficientes.

No entanto, uma estratégia para incrementar ainda mais a eficiência é pensar no conceito de Experiência Total (TX), que une a experiência do cliente (CX), do funcionário (EX), do usuário (UX) e a chamada multi-experiência (MX). O objetivo dessa integração é aumentar o grau de satisfação do consumidor final.

Ao focar na Experiência Total, ou seja, nas experiências de todos aqueles que, de uma maneira ou outra, estão envolvidos na cadeia logística, empresas podem estruturar seus negócios e suas equipes de maneira a contornar gargalos e melhorar a prestação de serviços, fidelizar os clientes e ganhar competitividade.

O que achou das tendências do setor logístico para 2022? Quantas delas você acha que conseguirá adotar na sua empresa até o próximo Dia da Logística, hein?

Esta publicação te ajudou? Confira essa e outras explicações sobre questões de logística e gestão de frota em nosso blog.

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