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Nos dias de hoje, não basta apenas fazer um produto ou serviço de qualidade: é também preciso que eles cheguem aos clientes de forma rápida, barata e atenciosa. Para muitas empresas, isso significa investir em uma frota de veículos. Mas, para muitos gestores, é difícil escolher entre uma frota própria ou terceirizar essa parte da operação. Neste texto, vamos explicar as vantagens e desvantagens da gestão de frota própria e da frota terceirizada, em que tipo de operações cada uma delas é mais interessante e que tipos de soluções podem ser adotadas para mitigar os pontos fracos de ambas. Vamos lá? 

Quais são as vantagens do uso de frota própria? 

Modelo mais tradicional de gestão de frota, a frota própria tem vantagens interessantes. Um ponto forte óbvio é a centralização da gestão dentro da companhia – o que pode ser importante para quem maneja cargas perigosas como combustíveis e materiais hospitalares. Centralização, muitas vezes, significa aumentar a confiabilidade dos processos, uma vez que é tudo feito dentro de casa. Além disso, a longo prazo, ter uma frota própria pode significar controlar melhor o fluxo de caixa, uma vez que não será preciso pagar outra empresa por esse serviço todo mês. 

E as desvantagens da frota própria? 

A principal desvantagem do uso de frota própria é o custo elevado no início da operação: afinal, é preciso gastar para adquirir os veículos e treinar os profissionais necessários – e nem todo mundo tem esse capital. Além disso, é necessário ter infraestrutura para alocar a frota – desde espaço para estacionar os veículos fora de uso até uma equipe responsável pelo monitoramento da frota. Outra desvantagem é que a empresa fica responsável por fazer a manutenção e os reparos nos veículos. Além disso, é preciso levar em consideração que o valor dos veículos se deprecia ao longo do tempo – o que pode ser um problema na hora de substituir ou modernizar a frota. 

Quais são as vantagens da frota terceirizada? 

Por outro lado, contar com uma frota terceirizada também traz vantagens – e é uma operação bastante regulada. A primeira delas é conseguir alocar recursos conforme a demanda: se o ritmo de trabalho estiver menor que o esperado, a empresa não tem custos para manter veículos (e motoristas) parados. Se o ritmo estiver maior, é também possível demandar isso para a empresa terceirizada.

Para quem está começando e não tem capital suficiente para adquirir uma frota própria, contratar uma terceirizada é também uma forma de colocar a operação na rua mais facilmente.  Como há a contratação de um serviço para a terceirizada (e não de uma equipe própria), é bastante possível que haja ganho de produtividade. Além disso, manutenção é uma tarefa que cabe à locadora ou transportadora terceirizada e a responsabilidade da frota estar sempre em dia – muitas vezes, com veículos cheirando a novos – também não será sua. 

E as desvantagens de se usar uma frota terceirizada? 

Quem opta por ter uma frota terceirizada acaba tendo controle restrito sobre a operação – muitas vezes, fica bem mais difícil fazer alterações ou demandas de última hora. E, se por um lado a frota terceirizada pode atender melhor a variações de demanda, também é preciso contar que nem sempre a locadora ou transportadora contratada terá meios suficientes para lidar com sazonalidades. Além disso, é um custo que estará sempre no orçamento da empresa – e no longo prazo, isso também pode ser um problema. 

Quando devo usar uma frota própria? 

Se a sua operação precisa de entregas rápidas e frequentes, bem como estar disponível 24 horas por dia para realizar serviços, uma frota própria pode ser a melhor saída. Além disso, quem lida com cargas especiais ou perecíveis e precisa de cuidado para carregar e descarregar veículos – ou até mesmo equipamentos especiais durante o transporte – também deve preferir a solução feita em casa. Outra modalidade de serviço que se adequa melhor à frota própria é se há combinação de modais – isto é, se além de viajar por rodovias, a carga também será transportada pelo mar ou pelo ar. 

E quando devo usar uma frota terceirizada? 

Para quem consegue ter bom planejamento sobre suas entregas e não precisa de alterações ou demandas de última hora, usar frotas terceirizadas pode ser bem mais barato, bem como gerar menos riscos e passivos para a empresa – como realizar manutenção ou ver o valor dos veículos se depreciar com o tempo. Além disso, quem contrata uma frota terceirizada precisa dispor de menos recursos para essa parte da operação e pode se concentrar em excelência em outras áreas. 

Um caso especial

O aluguel de de veículos também pode ser uma boa decisão quando a empresa trabalha pelo regime tributário de Lucro Real. Entenda:

Vamos supor que o gestor de frotas precisa de um Fiat Fiorino cujo valor da compra é cerca de R$60.000* e que não temos o capital para pagar à vista. Ele teria que financiá-lo com, por exemplo, uma taxa de juros de 1,5% mensal, por 48 meses, com R$10.000 de entrada. Caso a opção fosse o aluguel, o custo seria de aproximadamente R$1.600 mensal**, com manutenção, seguro e IPVA já inclusos.

Calculando as duas opções e subtraindo depreciação (já já falamos sobre isso!), o custo total depois de 4 anos é de R$70.818 para comprar o Fiat Fiorino e de R$81.408 para alugar.

Falando assim, parece que a opção aluguel não é a melhor. Mas vai depender da estratégia. Em empresas que optam pelo regime de Lucro Real, você pode incluir os custos de aluguel de veículo como uma despesa operacional que acaba reduzindo a renda tributável. Já por outro lado, se você comprar o veículo, isso é considerado  despesa de capital. Esse dinheiro vem só depois dos impostos de lucro e, assim, acaba sendo um dinheiro “mais caro”.

Obs.: Essa estratégia não faz diferença em empresas que optam pelo Lucro Presumido já que os impostos são baseados na Receita Bruta.

Entendendo a “depreciação”

Teoricamente, quando alguém compra um veículo, ele vira uma propriedade. Isso quer dizer que a pessoa pode vendê-lo depois de um tempo por um determinado valor. Com imóveis (casas, apartamentos etc.), a tendência é que eles se valorizarem e a pessoa acaba ganhando dinheiro com a venda deles. Mas, com veículos, a tendência é que eles se desvalorizem a cada ano, por conta de desgaste.

Pensando em um veículo de valor de R$60.000, em quatro anos ele valerá R$30.000, perdendo assim metade do dinheiro investido. Por isso, o investimento real da compra passa a ser de R$100.818,00. Esta diferença é importante, porque embora o veículo seja meu, esse capital não está mais disponível para investir.

Caso esse capital fosse dinheiro, a pessoa poderia investi-lo em outras partes da empresa (contratar mais pessoas, comprar mais estoque ou novo equipamento etc.) e acabar ganhando mais. Isso porque, teoricamente, quanto mais dinheiro se investe, mais dinheiro se ganha.

*Valor do mercado
**Dados coletados a partir de uma média de algumas locadoras

Soluções de gerenciamento de frota própria e terceirizada

Seja qual for a sua escolha para a sua empresa, há soluções – como a da Cobli – que podem ajudar no gerenciamento da frota própria ou terceirizada. Hoje, sistemas de monitoramento podem não só auxiliar na segurança das cargas e veículos, mas também trazer reduzir gastos com combustíveis e pneus, prever quando a manutenção deve ser feita (antes que o carro ou caminhão quebre!) e até indicar rotas e jornadas mais eficientes para as equipes. Além disso, para quem tem uma frota terceirizada, esses sistemas também trazem transparência para a operação – algo que, sem a tecnologia, não necessariamente ocorria. 

Quer bater um papo e saber se a terceirização dos veículos faz sentido para você e sua empresa? Fale com os nossos consultores pelo e-mail euquero@cobli.co ou pelo telefone (11) 4810-2200. Ou ainda, acesse nosso site e descubra como nossas soluções personalizadas podem te ajudar!

Rastreamento de Frota


4 Comentários

  1. Michael Xavier Responder

    Não se perde o investimento somente na depreciação do veículo, o custo com desmobilização, documentação e seguro, por exemplo, corrobora para colocar a compra mais em desvantagem. Claro que isso vai depender do perfil de cada empresa de acordo com sua operação e seu planejamento estratégico.

    Muito interessante o post!!!

    • Tobin Fulton Responder

      Muito obrigado pelo comentário Michael! Sim, a verdade é que existem várias outras considerações, em termos de custo e operação além de outras, que impactam nesta decisão. Cada empresa é única! Ficarei feliz de aprender mais sobre a Biologística na sexta-feira! 🙂

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