gestão de risco no transporte é uma forma de cuidar da empresa para que ela siga funcionando.

Gestão de riscos no transporte: confira o que é e como fazer adequadamente

Quem trabalha no setor logístico precisa saber o que é a gestão de riscos no transporte e como este conjunto de práticas pode ajudar a minimizar eventuais prejuízos para a transportadora e trazer muitos benefícios.

Trata-se de pensar à frente e fortalecer ainda mais a segurança das pessoas envolvidas e dos processos que fazem toda a operação da empresa funcionarem.

No entanto, trabalhar com a gestão de riscos no transporte pede um plano estratégico muito bem elaborado e é sobre isso que falaremos a seguir.

Quer saber mais sobre quais são os principais riscos no transporte de cargas e como gerenciá-los? Siga a leitura e confira!

O que é gerenciamento de risco no transporte de cargas?

O gerenciamento de risco no transporte consiste em uma série de medidas de organização e planejamento com um objetivo certeiro: diminuir os prejuízos relacionados às operações logísticas.

Roteirização, manutenção preventiva e rastreamento de carga são alguns dos exemplos de ações tomadas pelo responsável da área de gerenciamento de risco na logística.

O escopo de trabalho deste profissional inclui uma análise completa dos riscos, identificando o grau de cada um deles, bem como um plano de ação para contornar a situação e deixar o seu negócio mais seguro.

Quais os principais riscos no transporte de cargas?

O transporte de cargas é muito mais do que somente o translado da mercadoria. Ele envolve o recebimento dos produtos (às vezes até da matéria-prima), armazenamento, movimentação interna, separação dos itens, expedição e o transporte em si.

Neste meio, então, podem surgir vários problemas, o que chamamos de riscos. Mas o que são os riscos em si? Eles são tudo o que pode ser perigoso para o negócio como um todo, gerando resultados negativos.

Toda probabilidade de alguma situação ruim acontecer com o motorista, com a carga ou com o veículo é um risco.

Abaixo listamos os principais deles. Confira!

Roubo de cargas

Todo gestor de transporte já se preocupou alguma vez com o roubo de cargas, certo? E não é à toa. O desvio da mercadoria pode gerar um prejuízo enorme para a empresa. Fora o dano material, ainda tem o cliente que não recebeu o produto que adquiriu.

Segundo dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT), o Brasil registrou 14 mil ocorrências relacionadas ao roubo de cargas em 2020. O prejuízo para o setor atingiu a marca de R$ 1,2 bilhão!

Por isso, o extravio das mercadorias é um ponto fundamental dentro do plano de gerenciamento de risco no transporte.

Estradas com baixa qualidade

Quem dirige pelas estradas brasileiras já deve ter percebido que falta manutenção no pavimento, mais acostamentos, melhoria de sinalização e de curvas perigosas, entre outros fatores.

E este é um problema real! De acordo com uma pesquisa realizada pela CNT 61,8% da malha rodoviária brasileira apresenta alguma irregularidade e é classificada como regular, ruim ou péssima.

Foram identificados 1.739 pontos críticos na pesquisa. Destes, 1.363 eram de trechos com buracos maiores do que um pneu. 

Dirigir nestas circunstâncias é desafiador e um risco para o motorista, para o veículo que fica desgastado, e para terceiros também.

Falta de manutenção veicular

Em uma analogia simples, quando você vai ao médico para fazer um check-up, ele te pede vários exames, certo?

O mesmo vale para o automóvel. A manutenção do veículo são os exames que ele precisará para saber se está tudo funcionando bem. 

Às vezes, é preciso trocar alguma peça que está desgastada ou verificar se o fluído nas transmissões está adequado. Também é preciso checar os equipamentos de segurança e fazer ajustes gerais.

Todas estas precauções evitam danos ao seu negócio, afinal, um veículo parado ou um acidente de trânsito configuram em riscos para a sua empresa.

Entregas que não cumprem os prazos

Quando o cliente adquire uma mercadoria, ele não está pensando nos problemas que a sua empresa pode ter ou nos processos que aquele item tem que passar para chegar até a sua casa. 

Ele quer receber o produto na data informada no ato da compra e isso é muito importante para a fidelização do consumidor, afinal, é ele que irá avaliar o seu negócio. 

Além disso, com as redes sociais a apenas alguns cliques de distância, o cliente tem o poder de formar opinião e ela pode não ser tão positiva para a sua empresa.

Por isso, lembre-se: cliente insatisfeito é um risco e uma boa gestão de entregas é fundamental.

Apreensões e multas

Existem leis que regem o transporte de cargas no Brasil e documentos que precisam estar atualizados. 

Quando a parte fiscal não está em dia, a carga fica sujeita a multas e apreensões, o que por si só já gera um custo altíssimo para a empresa.

Fora isso, o prazo de entrega da mercadoria fica comprometido, o que já conecta com o tópico anterior que fala sobre a insatisfação do cliente.

A gestão de risco no transporte, então, precisa analisar se documentos como o CIOT, o MDFe e o CTe estão em dia.

Agora que você já entendeu um pouco mais sobre quais os principais riscos no transporte de cargas, vamos falar sobre os graus destas incidências.

O grau de risco de uma transportadora

O grau de risco de uma transportadora ou de uma empresa no geral é classificado de 01 a 04 e define o perigo que a atividade exercida pelo seu negócio oferece.

Esta escala é regida pela NR-04 – Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina no Trabalho e para calcular o risco, é preciso saber o CNAE (classificação nacional de atividades econômicas) da sua empresa.

Se você não sabe qual é o seu código, basta fazer uma busca no site da Receita Federal.

Depois, é só realizar uma busca simples no quadro I da NR 04 para sabre o grau de risco da transportadora.

Atividades relacionadas à organização do transporte de cargas, o armazenamento, o carregamento e descarregamento das mercadorias, por exemplo, são categorizados com grau de risco 03.

cuidados inerentes da gestão de risco no transporte

E como fazer uma boa gestão de risco no transporte?

O gerenciamento de risco é formado por um conjunto de práticas que visam minimizar os impactos negativos para a empresa. Veja abaixo alguns deles:

Analise e planeje

Faça um diagnóstico completo do seu negócio, evidenciando quais são os possíveis riscos que a sua empresa corre. Liste cada um deles e monte um plano estratégico para lidar com estas situações.

Rastreamento e seguro

O primeiro ponto destacado nesse texto foi o roubo de cargas. Coloque rastreadores para que você saiba exatamente aonde a mercadoria está e faça a mesma coisa com a sua frota. Assim, você garante o acompanhamento de toda a entrega.

Como garantia, é fundamental ter um seguro tanto para o automóvel quanto para a carga, porque dessa forma você consegue pagar uma indenização, por exemplo, caso seja necessária.

Roteirização

Utilize a tecnologia a seu favor para traçar rotas mais otimizadas e também mais seguras. Hoje em dia, serviços especializados permitem sinalizar quais rotas não devem ser seguidas, garantindo a escolha de trajetos que não passem por locais perigosos.

Invista em treinamento para a sua equipe

Mostre aos funcionários os valores de sua empresa e o que se espera deles, indicando como cuidar do veículo até o atendimento final com cliente.

Reforce que não é preciso – e nem saudável – trabalhar colocando a sua vida em risco. A saúde é importante também. Um profissional bem descansado está mais atento ao volante e pode evitar acidentes de trânsito.

Estas são algumas práticas válidas para qualquer empresa que lida com o transporte de cargas. Seja o gerenciamento de riscos de caminhões, carros, motos ou qualquer outro tipo de veículo, ele é importante para o seu negócio.

Agora que você já entendeu um pouco mais sobre o assunto, não deixe de ter uma gestão de risco de transporte na sua empresa. Planeje e coloque em prática ações efetivas.

Esta publicação te ajudou? Confira essa e outras explicações sobre questões de logística e gestão de frota em nosso blog.

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