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Você, com certeza, conhece alguém que desenvolveu algum dos seguintes hábitos com o tempo: descansar a mão na alavanca de câmbio do carro, dirigir com os braços para fora e manter o pé na embreagem À primeira vista, esses vícios ao volante podem parecer bastante inofensivos. Mas a verdade é que todos configuram multas de trânsito.

O motivo? Bem, primeiro, porque são prejudiciais ao funcionamento do carro. Mais importante, podem colocam em risco a vida das pessoas no veículo. A seguir, vamos enumerar os 5 principais vícios ao volante e explicar por que você deve combatê-los:

1. Descer ladeiras em ponto morto

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Essa é, provavelmente, uma das práticas mais comuns no trânsito. Muita gente acredita que deixar o carro em ponto morto é uma forma de economizar combustível.

Mas a verdade é que tudo não passa de um boato falso.

Descer ladeiras com o veículo desengatado estressa o motor do carro e sobrecarrega as pastilhas de freio. Quando o veículo está em ponto morto, uma quantidade maior de combustível é injetada no motor — pois o sistema entende que ele está em marcha lenta — e isso faz que o consumo aumente.

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Além disso, a marcha engatada ajuda a controlar a velocidade do carro. Em ponto morto, ao contrário, esse controle fica apenas por conta do freio mecânico, o que desgasta as pastilhas e ainda pode fazer que o automóvel fique desgovernado e cause um acidente.

Isso sem contar que o hábito de circular com o carro desengatado configura infração de trânsito, com multa no valor de R$ 130,36.

2. Apoiar a mão na alavanca de câmbio

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Muitos motoristas acabam adquirindo a mania de deixar uma das mãos apoiada na alavanca de câmbio, principalmente de carros manuais.

A princípio esse parece ser um vício inofensivo, mas a verdade existem dois prejuízos que podem advir dessa prática. Primeiramente, apoiar na alavanca de câmbio e dirigir com apenas uma das mãos no volante caracteriza infração média, com multa no valor de R$ 130,36. Além disso, essa prática causa avarias no trambulador, peça responsável por transmitir a posição da alavanca para a caixa de câmbio.

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Com o tempo, esse desgaste dificulta a mudança de marchas e pode estragar as engrenagens do sistema. Dependendo do caso, o conserto dessas peças em uma oficina mecânica pode sair por mais de R$ 400, custo dispensável se o motorista adquirir o hábito de andar sempre com as duas mãos no volante, encostando na alavanca de câmbio apenas no momento da troca de marcha.

3. Manter o pé na embreagem

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Outra prática comum entre motoristas é manter o pé apoiado na embreagem enquanto o carro está em movimento ou parado. A justificativa aqui geralmente é a mesma do tópico anterior: agilizar a troca de marchas.

A verdade, porém, é que esse é um dos vícios ao volante que mais causa prejuízos. O sistema de embreagem consegue multiplicar em até 50 vezes o peso aplicado sobre o pedal. Logo, por mais leve que seja o toque nessa peça, causa um desgaste em discos, molas e rolamentos do sistema, diminuindo a vida útil da embreagem em até 50%.

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Ainda que o estrago não seja imediato, a troca dessas peças pode custar até R$ 2 mil, um gasto que pode ser adiado em vários anos se o motorista deixar de lado a mania de apoiar o pé nesse pedal. Outro vício que causa prejuízos semelhantes é a de manter o carro parado em aclives usando os controles de aceleração e embreagem. O ideal é manter o veículo freado e fazer o controle apenas para arrancar.

4. Deixar o braço para fora da janela

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Em dias muito quentes, é comum deixar as janelas do carro abertas. Nessa situação, é natural que o motorista apoie o cotovelo na porta, deixando uma parte do braço para o lado de fora do veículo até sem perceber. Essa é uma prática que adquirimos justamente por ser muito comum no trânsito. O problema é que, além de ser algo perigoso, também é uma infração média.

São diversos os prejuízos que esse simples vício pode trazer: o motorista fica exposto a assaltos, seu braço corre o risco de colidir com um obstáculo, em casos de capotamento o condutor pode ter o membro amputado, sem falar que essa prática também é caracterizada como infração de trânsito, com multa de R$ 130,36 e quatro pontos na carteira. Para evitar dores de cabeça, lembre-se: braços dentro do carro e as mãos no volante.

5. Dirigir com o tanque de combustível na reserva

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Não existe nenhuma vantagem em andar com o tanque sempre na reserva. Pelo contrário: o motorista apenas corre o risco de ficar parado no meio da pista por falta de combustível — mais uma infração média — e ainda sofrer outros prejuízos.

Existem impurezas que se acumulam no fundo do tanque de combustível com o passar do tempo. Se o carro está sempre na reserva, elas podem acabar sendo sugadas pela bomba de combustível e causar o entupimento do bico de injeção e a sobrecarga dos filtros. Além disso, a bomba fica imersa no combustível para se resfriar. Se o tanque está sempre vazio, ela pode acabar sofrendo superaquecimento e queimando.


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Se você parar para pensar, esse item custa cerca de R$ 300 e, somado à mão de obra, à troca do filtro e ao conserto do bico de injeção, os prejuízos podem ficar facilmente acima dos R$ 500. Já um tanque cheio custa cerca de R$ 130. Como o carro precisará ser reabastecido de um modo ou de outro, não há nada que justifique essa prática prejudicial.

Combater os vícios ao volante não serve apenas para preservar o veículo, mas também para garantir a segurança dos próprios motoristas. Não é à toa que todos exemplos mencionados acima configuram infrações de trânsito. Por isso, é preciso se esforçar para coibir essas práticas e evitar prejuízos e possíveis acidentes!

Para finalizar, é importante deixar claro que, no caso de gestão de frotas, as infrações cometidas pelos condutores podem prejudicar a própria empresa. Para saber mais, veja o nosso post sobre a possibilidade de a empresa ter que arcar com as multas dos seus motoristas. 

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