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Curva PF: saiba o que é e como aplicá-la em sua frota

A manutenção preventiva é um aspecto essencial para garantir a confiabilidade e a durabilidade dos veículos. Uma abordagem eficaz para evitar falhas e minimizar os custos de reparos é o uso da curva PF (Potencial de Falha). 

Essa ferramenta poderosa permite aos profissionais de manutenção prever falhas antes que ocorram, permitindo assim a implementação de medidas corretivas adequadas.

Além disso, é possível tomar decisões estratégicas com a análise destes dados, como, por exemplo, escolher automóveis com baixo custo de manutenção. Um levantamento revelou que os hatches são os modelos com menor impacto financeiro neste quesito. 

Para saber como a curva PF pode ser usada para prever falhas e como ela pode ser aplicada de forma prática na manutenção de veículos, acompanhe nosso artigo. 

O que é curva PF?

A curva PF, também conhecida como Curva de Possibilidade de Falha, é uma ferramenta amplamente utilizada na manutenção de veículos. 

Ela descreve a relação entre o tempo de uso de um componente específico do veículo e a probabilidade de falha deste componente, gerando um gráfico que mostra essa tendência de problema ao longo de um período.

Esta ferramenta é baseada em dados históricos e análises estatísticas, sendo construída com base em informações sobre a taxa de falha de componentes semelhantes em veículos semelhantes. 

Esses dados são coletados ao longo do tempo e usados para criar um modelo que prevê a taxa de falha em função do tempo de uso.

Para saber como fazer um gráfico de curva PF, é preciso antes entender e identificar dois tipos de falhas: as potenciais e as funcionais.

Falhas potenciais

As falhas potenciais são problemas detectados nos componentes do veículo que, se não forem tratados, podem evoluir para falhas funcionais mais graves. 

Elas geralmente são sinais de desgaste, corrosão ou deterioração que ainda não causaram problemas operacionais significativos, mas têm o potencial de fazê-lo no futuro. 

Entre os exemplos de falhas potenciais estão o desgaste dos pneus, vazamento de óleo e barulho na suspensão.

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A curva PF ajuda a orientar o plano de manutenção preventiva da frota de veículos.

Falhas funcionais

As falhas funcionais são problemas que afetam diretamente o desempenho ou a segurança do veículo. Diferentemente das potenciais, este tipo de falha já se manifestou e exige uma ação imediata por parte do gestor da frota. 

Como o próprio nome indica, ela indica que o equipamento não é capaz de desempenhar sua função adequada ou plenamente. 

Um sistema de freios ineficiente e falha elétrica no veículo são alguns dos exemplos que caracterizam a falha funcional. 

Quais são os dados que devem ser coletados para construir uma curva PF?

Para construir uma curva PF confiável, é necessário coletar e analisar diversos dados relevantes. Essas informações podem ser obtidas por meio de registros de manutenção, históricos de falhas e inspeções periódicas. 

A seguir, destacamos alguns dos dados essenciais:

Horas de operação

É fundamental registrar o tempo de uso do veículo ou do componente específico que está sendo analisado. Essas informações podem ser obtidas por meio de sistemas de rastreamento ou pelo hodômetro do veículo.

Dados de manutenção

É necessário documentar todas as intervenções realizadas, como trocas de óleo, substituição de peças, ajustes, consertos no motor, entre outros. Esses registros permitem identificar os intervalos de manutenção e avaliar o desgaste ao longo do tempo.

Histórico de falhas

Registrar as ocorrências de falhas e suas causas é essencial para compreender os padrões de comportamento do veículo ou componente. Isso ajuda a identificar quais são os principais pontos de falha e quais ações podem ser tomadas para evitá-los.

Condições de operação

Coletar dados sobre as condições em que o veículo ou componente opera também é relevante. Isso inclui informações sobre o ambiente de trabalho, por exemplo, temperatura, umidade, exposição a produtos químicos, bem como as cargas e velocidades às quais o veículo é submetido.

Parâmetros técnicos

O gestor deve ter em seus registros os parâmetros técnicos do veículo ou componente em análise, entre eles informações como pressão, temperatura, vibração, torque, dependendo da natureza do equipamento.

Qual a função da curva PF para manutenção? 

A principal função da curva PF é auxiliar na programação e planejamento da manutenção de veículos. 

Ao conhecer a curva de possibilidade de falha de um componente, a equipe de manutenção pode agir de forma proativa, evitando falhas inesperadas e minimizando o risco de acidentes ou danos maiores.

Isso é particularmente importante em setores que dependem fortemente do transporte, como logística, transporte público e serviços de emergência.

Além disso, a curva PF também é uma ferramenta valiosa para o planejamento de custos de manutenção. Com base nas informações fornecidas pela ferramenta, os gestores podem estimar com maior precisão os custos associados à manutenção preventiva e corretiva de veículos. 

Como consequência tem-se uma alocação eficiente de recursos, evitando gastos desnecessários e garantindo a disponibilidade e a confiabilidade dos veículos.

Outra função é auxiliar no desenvolvimento de estratégias de manutenção preditiva, como a identificação de pontos críticos em que a probabilidade de falha é maior.

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A curva PF pode reduzir custos e otimizar as operações a partir de análises de manutenção.

Como a curva PF pode ser usada para prever falhas?

Para ter uma utilização assertiva da curva PF, é essencial que o levantamento de dados seja feito com eficiência. Esta é apenas a primeira etapa de um processo evolutivo que vai contribuir na identificação de falhas e, claro, em sua prevenção. 

Por isso, o gestor deve coletar informações sobre o histórico de desempenho do veículo ou de seus componentes. Isso inclui dados de manutenções anteriores, tempo de uso, condições de operação e outros fatores relevantes. 

Esses dados ajudam a estabelecer a base para a análise da curva PF e são apenas a primeira etapa deste processo. Veja a seguir quais outros elementos compõem esta equação que ajuda a prever falhas:

Análise e Interpretação

Com os dados coletados, é possível construir a curva PF para o componente em questão. A análise da curva permite identificar o momento em que a probabilidade de falha começa a aumentar significativamente, conhecido como “ponto crítico”.

Esse ponto é um indicativo de que a manutenção deve ser realizada antes que ocorra uma falha.

Programação de manutenção

Ainda com base nesta análise, pode-se programar a manutenção de forma mais eficiente. Ao identificar o ponto crítico, é possível planejar as atividades de manutenção com antecedência, evitando interrupções inesperadas e reduzindo o risco de falhas graves nos veículos da frota.

Decisões de substituição ou reparo

A curva PF também auxilia na tomada de decisões relacionadas à substituição ou reparo de componentes. Ao analisá-la, é possível determinar se um componente está se aproximando do ponto crítico, indicando a necessidade de substituição. 

Por outro lado, se a curva mostrar uma progressão mais suave, é possível optar pelo reparo do componente para prolongar sua vida útil.

Como aplicar a curva PF 

Para entender como aplicar a curva PF na prática, é necessário seguir os passos indicados anteriormente, começando pela coleta de dados de manutenção e de produção do veículo ao longo do tempo.

Essas informações podem incluir registros de quilometragem, horas de trabalho, intervenções de manutenção preventiva e corretiva, entre outros.

Com base nos dados coletados, é possível traçar um gráfico da curva PF. No eixo horizontal, temos a produção acumulada do veículo (horas ou quilometragem), enquanto no eixo vertical, temos a probabilidade de ocorrência de falhas. 

A partir desse gráfico, é possível identificar padrões e estabelecer pontos de referência para as ações de manutenção.

Quais as vantagens de usar a curva PF?

Além de otimizar os recursos, com intervenções de manutenção agendadas de forma mais estratégica, a curva PF evita gastos desnecessários com manutenção preventiva em momentos inadequados ou ocorrências de falhas que prejudiquem a operação da frota.

A redução de custos, maior confiabilidade operacional e o prolongamento da vida útil dos veículos estão entre as principais vantagens de usar a curva PF na gestão da frota, independente do seu tamanho. 

Há ainda outro benefício importante: o planejamento estratégico: Com base nos dados da curva PF, as empresas podem elaborar planos de manutenção preventiva mais eficientes.

Isso permite antecipar a necessidade de substituição de peças ou componentes, evitando surpresas desagradáveis durante a operação da frota e trabalhando com uma projeção financeira bem mais assertiva.

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