efeito domino representa a pirâmide de acidentes

Pirâmide de acidentes ou desvios: conheça os métodos de segurança

É inevitável falar de logística sem mencionar a pirâmide de acidentes (ou pirâmide de desvios) e as formas de prevenção destas ocorrências.

Gerir uma empresa e diversas frotas é um desafio diário. Existem muitas variáveis que precisam ser consideradas para evitar problemas e uma delas é ter uma pirâmide de acidentes personalizada ao nicho e tamanho do seu negócio.

Para isso, temos algumas bases de estudiosos que elaboraram algumas relações sobre estas intercorrências laborais. 

De acordo com o Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, o Brasil é o 2° país do G20, fórum global que visa estabilidade econômica, com mais casos de mortalidade decorrente de acidentes de trabalho.

Preocupante, não é mesmo? Por isso, hoje vamos falar sobre a lei de Heinrich, a pirâmide de Bird e a pirâmide de Dupont e como elas podem te ajudar a ter um ambiente de trabalho mais seguro. 

Siga a leitura e confira!

O que é a pirâmide de acidentes ou de desvios?

A pirâmide de acidentes ou de desvios é uma maneira de mapear as intercorrências de trabalho, das menores até as mais sérias, para que não aconteçam ou não acarretem em consequências graves.

A teoria parte do princípio de que todo acidente de trabalho tem uma causa, seja ela uma falha humana, uma condição insegura no ambiente, entre outros fatores.

Muitos gestores de frotas, por exemplo, podem acreditar que o fato de empregarem motoristas experientes os livra de ocorrências deste tipo.

Entretanto, estes condutores podem ter violado pequenas leis de trânsito que não terminaram em acidentes ou danos ao veículo, mas que podem porventura resultar em uma situação mais grave no futuro.

Por isso, o incentivo de boas práticas no trânsito e a prevenção de acidentes é tão importante dentro de uma corporação.

No decorrer deste texto, vamos conhecer os principais métodos de organização para as empresas. Confira!

Lei de Heinrich

Na década de 1930, Herbert William Heinrich trabalhava na área de engenharia de riscos em uma empresa de seguros norte-americana ao mesmo passo que publicava seu livro intitulado Industrial Accident Prevention.

Após a análise de 75 mil intercorrências, Heinrich descobriu que os acidentes não eram estudados profundamente para evitá-los, eles tinham uma investigação leve e nada detalhada sobre suas causas.

Sua teoria, então, era de que a cada um acidente grave, tinham 29 acidentes com ferimentos leves e 300 ocorrências sem lesões.

O parâmetro 1-29-300, portanto, ficou conhecido como Lei de Heinrich.

Dessa forma, como os acidentes de trabalho costumam ter causas em comum, a ideia era analisar as intercorrências mais leves a fim de evitar aquelas com consequências graves.

A conclusão do estudo foi de que a falha humana era uma das principais causadoras de acidentes de trabalho e, caso solucionada, poderia servir como prevenção.

Mas não era só isso! Local de trabalho inapropriado, atividades sem equipamentos de seguranças e até a personalidade do trabalhador poderiam fazer subir o índice de ocorrências dentro de uma empresa.

Baixe gratuitamente nosso guia e descubra como controlar a manutenção de veículos

Pirâmide de Bird

Quase 30 anos depois, Frank Bird Jr utilizou a Lei de Heinrich como base para o seu estudo, cujo objetivo era mensurar e qualificar os acidentes de trabalho. 

Entretanto, ao contrário de Heinrich, Bird não focou somente nos danos causados às pessoas, mas também as consequências ambientais e empresariais.

Foi assim que surgiu a relação 1-10-30-600. E o que isso significa? Simples, a cada um acidente grave temos 10 lesões leves, 30 perdas materiais e 600 incidentes ou quase acidentes.

Mas como funciona a pirâmide de Bird?

Em outras palavras, quanto mais casos houverem de quase acidentes, maiores são as chances de ocorrer perdas materiais, lesões leves e, consequentemente, acidentes graves.

A conclusão do estudo é a mesma de Heinrich: existem uma série de quase acidentes e perdas materiais que sucedem a intercorrência grave, logo eles precisam de atenção redobrada, afinal, a prevenção se baseia na correção destes desvios.

Receba agora um guia de uso correto dos veículos da sua frota

Pirâmide de Dupont

Na década de 1990, a empresa Dupont criou uma terceira pirâmide de desvios.

Os engenheiros Bird e Heinrich tinham estudos voltados às perdas que poderiam ter indenizações. Já a Dupont focou na prevenção de riscos que resultavam nos acidentes de trabalho.

Isso fez com que a pirâmide de desvios crescesse ainda mais, desta vez com uma relação de 1-30-300-3.000-30.000.

A cada um acidente grave, temos 30 intercorrências com afastamento, 300 acidentes sem afastamento, 3.000 incidentes ou quase acidentes e 30.000 desvios.

Este nível de detalhamento permite que a empresa olhe para toda a operação e veja onde é necessário voltar seus esforços, quais comportamentos podem ser evitados a fim de não chegarem em um acidente grave.

Essa gestão de riscos é de extrema importância para a logística. Pense, por exemplo, em um motorista que infringe as leis de trânsito, freia bruscamente e dirige em alta velocidade.

O condutor pode passar ileso em diversas situações, mas as chances de acontecer um acidente grave são altíssimas. Logo, se você corrigir este desvio, a probabilidade de uma intercorrência é muito menor.

Baixe nossa planilha de gestão de multas gratuita e controle melhor sua frota

Como ter uma prevenção de riscos dentro da empresa?

Com a gestão de frotas da Cobli você consegue realizar uma prevenção de acidentes de trabalho muito mais assertiva.

Isso porque com apenas um aplicativo no celular é possível monitorar veículos, extrair uma análise do condutor com informações que abordam desde o respeito às leis de trânsito até quem acelera e freia de maneira mais brusca, além de ter um controle mais efetivo dos gastos.

Com essas informações, você pode traçar a sua pirâmide de acidentes e agir antes de que eles aconteçam. 

Como você viu, são nestas pequenas ações que antecedem os incidentes graves que mora o maior problema.

Ao corrigir estes desvios, você tem uma empresa mais segura, além de corte de gastos e aumento da eficiência do trabalho.

Gostou de saber mais sobre a pirâmide de acidentes, como funciona a pirâmide de Bird e as diferenças para a Lei de Heinrich e Dupont? Então, acompanhe o blog da Cobli para mais dicas sobre o setor de logística!

Esta publicação te ajudou? Confira outros conteúdos sobre questões de logística e gestão de frota.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *