Analista de logística: como se dar bem na profissão?

Em 2021, o Glassdoor, um site de recrutamento que mapeia o mercado de trabalho, fez um levantamento das 20 profissões mais demandadas devido à crise sanitária e descobriu que havia uma intensa procura por profissionais da área de logística: auxiliar de logística, analista de logística, assistente de logística e líder de logística.

A demanda por profissionais de logística esteve tão alta (e às vezes até maior) quanto a de profissionais de saúde. A procura por analista de logística, por exemplo, está logo atrás da busca por auxiliar de enfermagem e à frente da demanda por técnico de laboratório.

A profissão de analista de logística está mais em alta do que a de assistente de logística e a líder de logística, ou seja, de gestor. Isso ocorre porque se trata de um cargo intermediário, ideal para quem já tem alguma experiência, muita vontade de aprender e ambição para um dia ocupar um posto de chefia.

Você até já pensou em tentar a carreira de analista de logística para, quem sabe um dia, virar coordenador ou gestor, mas não sabe direito o que faz quem ocupa um cargo desses ou quais são as competências necessárias? Se a sua resposta for sim, você está no lugar certo!

Neste texto, vamos explicar o que faz e quanto ganha um analista de logística, em que áreas esse profissional consegue se empregar e como os cursos oferecidos pela Cobli podem ajudá-lo a trilhar essa profissão.

Siga a leitura e confira!

Analista de logística: oportunidades e mercado de trabalho

Antes de detalhar as funções de um analista de logística, vamos explicar por que a demanda por esse tipo de profissional está em alta.

Desde o início da pandemia, muita gente começou a comprar online, o que teve impactos diretos no setor logístico, responsável por organizar as entregas de mercadorias de modo a suprir tanto as cadeias produtivas quanto os consumidores finais.

Para que não houvesse desabastecimento na indústria e no comércio e para que os produtos continuassem chegando às mãos dos consumidores em um tempo razoável, o mercado da logística precisou investir em tecnologia, estratégia e, é claro, recursos humanos.

O analista de logística analisa a compra de matérias-primas, máquinas e materiais da empresa e desenvolve estratégias para armazenagem e distribuição de produtos.

Isso explica por que, no ranking da Glassdoor das 20 profissões com maior demanda durante a pandemia, havia sete cargos ligados a logística: os já mencionados auxiliar de logística, analista de logística, assistente de logística e líder de logística e também profissional especializado em atendimento ao cliente, estoquista e entregador.

No entanto, é bom frisar que o sucesso do mercado logístico não se deve unicamente à pandemia, pois a área já vinha crescendo antes da chegada do novo coronavírus. Segundo uma pesquisa da Fundação Dom Cabral para Associação Brasileira de Operadores Logísticos, o setor havia crescido 23,8% entre 2018 e 2020.

Dado o estado da economia brasileira, essa taxa de crescimento é impressionante, não?

Agora que você já sabe um pouquinho sobre mercado logístico, que tal aprender o que é e o que faz um profissional essencial para o setor, o analista de logística? Siga para o próximo tópico!

Analista de logística: o que é e o que faz

Primeiramente, é importante que você saiba que o nome do cargo — analista de logística — pode variar um pouco de acordo com o setor: analista de almoxarifado, analista de compras, analista de estoque, analista de expedição, analista de operação etc.

Não importa o que vem depois do “de”: o que de fato define o cargo é a palavra “analista”. Dela podemos concluir que o trabalho de um analista de logística é analisar, certo?

Mas analisar o quê? Grosso modo: analisar dados e, a partir deles, pensar em estratégias capazes de tornar as rotinas de uma determinada empresa mais eficientes.

Por exemplo: um analista de logística que trabalhe no setor de transportes será responsável por verificar se as entregas estão sendo realizadas nas datas marcadas, se os caminhões estão cumprido as rotas que ele (o analista) planejou, se está havendo desperdício de combustível ou imprudência no trânsito, etc. Mais à frente, vamos falar um pouco mais sobre isso, ok?

No entanto, analistas de logística que trabalham em outros setores da economia, podem ter diferentes atribuições: negociar com fornecedores, avaliar a compra de materiais e máquinas, controlar o estoque, supervisionar o armazenamento e a distribuição dos produtos, apoiar o time do financeiro, do almoxarifado, o gestor etc.

Analista de logística: áreas de atuação

Como dissemos acima, o analista de logística pode trabalhar em diversos setores da economia. Confira alguns exemplos abaixo:

Transporte e distribuição

Neste mundo cada vez mais interligado, o transporte e a distribuição são mais importantes do que nunca.

Cabe ao analista de logística atuar para que as rotinas de transporte e distribuição sejam eficientes, seguras e econômicas.

É o analista de logística quem vai, por exemplo, escolher qual é o modal mais adequado para a entrega de determinada mercadoria.

Caso o modal escolhido seja o rodoviário, é ele quem vai averiguar quantos veículos serão necessários para a entrega, calcular os custos do transporte e planejar as rotas que serão seguidas de modo a economizar tempo e combustível e também garantir a segurança do motorista.

Também é papel do analista de logística garantir que a manutenção da frota seja feita periodicamente, supervisionar o trabalho dos motoristas e manter boas relações com fornecedores e clientes.

Estoque e armazenamento

O analista de logística também pode trabalhar no controle de estoque.

Cabe a ele encontrar maneiras eficientes de alimentar e organizar o estoque para que nunca faltem determinados produtos e que a mercadoria não seja danificada

O analista de logística deve alimentar o estoque sempre de olho nas demandas do mercado, ou seja, nas mercadorias que têm boa saída, que nunca podem faltar e devem estar estrategicamente dispostas nos depósitos e armazéns para facilitar o transporte.

Embalagem e proteção

Não adianta organizar direitinho o depósito e embalar mal as mercadorias nele guardadas, concorda?

É por isso que muitos analistas de logística são alocados para trabalhar com embalagem e proteção de produtos.

Nesses casos, cabe a esses profissionais verificar quais embalagens e itens de proteção são mais adequados a determinados produtos, tendo sempre, como objetivo, evitar que as mercadorias sejam danificadas.

Gestão da cadeia de suprimentos

O trabalho de analistas de logística que atuam na gestão da cadeia de suprimentos, geralmente consiste em acompanhar os processos internos de uma empresa e a tomada de decisões estratégicas.

O analista de logística deve garantir que as rotinas da empresa sigam de maneira eficiente, sem entraves. Para isso, é importante assegurar um bom fluxo de informações entre as diferentes áreas da empresa.

No caso das indústrias, cabe ao analista de logística manter contato com os fornecedores para que a matéria-prima nunca falte e que, portanto, a produção não precise ser interrompida de maneira brusca, o que pode causar prejuízos.

Analista de logística: principais funções no setor de

transportes

Agora que já falamos um pouco sobre as diferentes áreas de atuação do analista de logística, vamos explicar, com mais vagar, quais são as funções que esse profissional desempenha quando trabalha no setor de transportes, que é, aliás, aquele do qual a Cobli participa.

Leia com atenção os próximos tópicos:

Controle de gastos com manutenção

O trabalho de um analista de logística consiste em se debruçar sobre algumas informações e, a partir delas, pensar em como otimizar determinados processos, como os de transporte e distribuição:

Entre essas informações a serem analisadas estão os gastos com a manutenção dos veículos que compõem a frota. O analista de logística deve assegurar que a manutenção preventiva dos veículos está em dia.

A manutenção preventiva envolve tudo aquilo que ajuda a conservar e prolongar a vida útil dos veículos — e evitar gastos ainda maiores no futuro. O principal desafio do analista de logística é controlar a manutenção de modo a retardar ao máximo a substituição dos veículos e reduzir os gastos na oficina.

Administração e renovação da frota

Por mais que minuciosa seja a manutenção de um veículo, sempre chega um momento em ele precisa ser aposentado (até por razões de segurança).

Cabe ao analista de logística identificar esse momento e tomar as providências para que o descarte e a compra de um novo caminhão estejam de acordo com as demandas da empresa e com os limites orçamentários.

Também cabe ao analista de logística observar se a empresa conta com uma frota de tamanho adequado para cumprir seus compromissos.

Por exemplo: se o analista observar que, com alguma frequência, muitos veículos ficam ociosos, sem sair da garagem, ele pode sugerir ao gestor a diminuição da frota para economizar. Por outro lado, se ele perceber que faltam caminhões e que a empresa poderia fazer ainda mais negócios se tivesse uma frota maior, deve informar a seus superiores dos benefícios da compra de novos veículos.

Planejamento de rotas

Uma das atribuições mais importantes do analista logística que trabalha no setor de transportes é a roteirização.

Roteirizar é planejar atentamente um percurso, determinar o trajeto que um veículo deve seguir, da garagem ao armazém ou centro de distribuição do cliente.

Para planejar uma rota, é importante levar em conta algumas variáveis, como o horário em que o cliente prefere receber o pedido, paradas que o motorista é obrigado a fazer durante a jornada de trabalho, períodos em que é mais provável encontrar vias congestionadas, etc.

O analista de logística acompanha os indicadores de desempenho operacional e do transporte para elaborar planilhas para o controle de objetos.

Planejar trajetos na mão é bem complicado, mas saiba que você pode contar com o serviço de roteirização da Cobli para montar uma rota com até 150 endereços que levam em consideração os horários em que as entregas devem ser feitas ou em que certas vias estão bloqueadas para o tráfego de caminhões.

A ferramenta de roteirização da Cobli permite a opção pela rota mais curta (em quilômetros), se o objetivo for encurtar distâncias, ou pela rota mais rápida, se a preferência for pela economia de tempo.

Otimização dos processos operacionais

Já que mencionamos na Cobli, vale a pena você saber que ela também oferece ferramentas capazes de ajudar o analista de logística a identificar entraves nas operações e pensar em estratégias para azeitar ainda mais as rotinas de transporte e distribuição.

O sistema de gerenciamento de frotas da Cobli permite ao analista de logística saber, por exemplo, onde estão os veículos, se as entregas estão sendo feitas conforme o combinado ou se atrasos estão ocorrendo, se os clientes estão satisfeitos etc.

Nosso sistema ainda informa a localização e velocidade de cada veículo em tempo real. E não é só isso: a ferramenta disponibilizada pela Cobli ainda possibilita que você dê uma previsão do horário de entrega certeira aos seus clientes.

O sistema ainda gera relatórios detalhados que mantêm o analista (e também o gestor) a par de informações capazes de ajudá-lo a pensar em soluções para superar possíveis gargalos e bolar estratégias para aumentar a eficiência e diminuir os custos dos processos de transporte e distribuição.

Analista de logística: salários e trajetória profissional

Agora que você já sabe onde atua um analista de logística e o que ele faz, deve estar se perguntando o quanto ele ganha, certo?

Segundo o portal vagas, o salário de uma analista de logística varia entre R$2.417,00 e R$4.347,00, dependendo do nível de experiência do profissional. O salário médio do cargo é de R$3165,00.

O portal ainda informa que parte dos analistas de logística começou como assistente administrativo (7%), auxiliar administrativo (8%) e assistente de logística (8%), e que alguns deles ascenderam a postos de supervisor de logística (4%) ou coordenador de logística (4%).

De acordo com a Catho, outro portal de vagas de emprego, os setores que melhor pagam os analistas de logísticas são o de bebidas e o de transportes.

Falando nisso, o objetivo de todo analista de logística que trabalha no ramo de transportes é um dia virar gestor de logística ou gestor de frota. Quer saber mais sobre o que faz um gestor de frota para já ir se preparando? Então, dê uma olhada no texto que a Cobli produziu sobre o cargo.

Analista de logística: qual a formação?

Se você chegou até aqui, já sabe o que é, o que faz, onde atua e também quanto ganha um analista de logística.

Só falta saber uma coisa: qual a formação necessária para procurar emprego na área?

Segundo o já citado vagas.com.br, a maioria dos analistas de logística é formada em: administração de empresas, engenharia de produção e tecnologia em logística.

Caso você já tenha saído da faculdade e esteja à procura de cursos para se especializar ainda mais, precisa conhecer a plataforma Cobli Ensina.

Nela, você tem acesso a cursos que vão ajudá-lo — e muito — na sua carreira como analista de logística, como “Manutenção veicular para frotas” e “Controle de combustível para frotas” . É tudo gratuito e online! Tem até certificado assinado pelo CEO da Cobli!

Não importa se você ainda está atrás de uma vaga de analista de logística ou se já trabalha na área, saiba que você sempre pode contar com a Cobli!

Esta publicação te ajudou? Confira essa e outras explicações sobre questões de logística e gestão de frota no blog da Cobli.

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