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A eficiência energética, ou seja, a quantidade de consumo de combustível é um dos fatores mais observados pelos consumidores na hora de fechar a compra de um veículo.

Com o objetivo de gerar menos gastos, algumas dicas e práticas disseminadas por aí podem gerar consequências indesejadas. Seus efeitos podem até comprometer a segurança do motorista, passageiros e também o desempenho de seu automóvel.

Está em dúvida no que acreditar? A seguir, confira sete mitos sobre controle de combustível para deixar de lado de vez:

1. Trocar as marchas em giros altos

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Alguns proprietários defendem a ideia ­― em veículos manuais ― de que mudar as marchas em rotações mais altas garante um motor mais elástico, obedece ao ciclo de giro “natural” e proporciona maior economia a longo prazo. Isso não é verdade.

Nas pistas de automobilismo, os pilotos realizam a troca em regimes altos para aumentar a performance do carro como um todo, ganhando mais velocidade nas retas e curvas ― e como consequência, gastando mais combustível.

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Para um motorista do cotidiano, “esticar” as marchas não é a melhor alternativa. Dê uma olhada no manual do seu automóvel para conferir qual é a relação correta e mais econômica de trocas.

Caso não encontre esses dados, especialistas em mecânica propõem mudar as marchas na faixa correspondente a 2000 e 2500 rotações por minuto. Esse pode ser um intervalo ótimo para um bom consumo de combustível e corresponde a aproximadamente 20% de economia.

2. Abastecer com gasolina aditivada

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É corriqueiro ouvir motoristas dizendo que combustíveis aditivados ― assim como os combustíveis regulares, são realizados grandes investimentos em pesquisa e desenvolvimento ― garantem melhor desempenho nos veículos e resultam em menor custo.

Nesse caso, os aditivos encontrados na mistura final auxiliam na química da limpeza do próprio motor. Portanto, não têm relação direta com a autonomia do veículo e o consumo de combustível.

Entretanto, o equívoco é compreensível. À medida do tempo, um motor sujo perderá rendimento e poderá ocasionar aumento no consumo de gasolina.

A medida que realiza a limpeza dos componentes, o combustível aditivado acaba deixando o propulsor mais limpo e eficiente. Portanto, dá-se a impressão de maior economia.

3. Utilizar o ar-condicionado continuamente

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O sistema de refrigeração de ar nos veículos se utiliza da energia do motor ― conduzida por uma correia ― para fazer atuar o compressor de ar, e, portanto, tem impacto direto no consumo. Para se ter uma ideia, o uso contínuo do ar-condicionado pode aumentar em até 20% o consumo de combustível, dependendo do modelo.

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O que muitas pessoas pensam é que ele não tem impacto algum no consumo. Entretanto, se utilizado, na maioria das vezes, o gasto de combustível será maior. A exceção é apenas na estrada, onde o uso do ar-condicionado é sempre mais vantajoso por conta do atrito do veículo — que está em alta velocidade — com o ar.

4. Colocar ponto morto nas descidas

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Muitas pessoas já tiveram a experiência de pegar um táxi e, na hora da descida, o motorista desengatar as marchas do carro e deixá-lo ir “na banguela”.

Além de realizar uma manobra perigosa para os passageiros ― sem o auxílio do freio motor será mais difícil realizar uma parada de emergência ―, nosso amigo taxista não estará economizando no consumo de combustível.

Em declives, descer com o câmbio engrenado é mais seguro e gasta menos combustível. Isso porque o veículo, ao realizar o movimento de descida com a marcha engatada, “entende” que está descendo e não precisa realizar força em excesso.

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Como não haverá necessidade de maiores esforços de torque do motor, a injeção de combustível será cortada ― o que não acontece no automóvel em ponto morto. Assim, o seu bolso agradece!

5. Usar óleos com maior viscosidade no motor

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No manual do proprietário, as montadoras procuram detalhar as características do óleo de motor ― um dos elementos mais importantes na manutenção do veículo.

O mito tem origem na ideia de que um óleo mais viscoso garante maior proteção para todas as peças e componentes do propulsor. Essa característica, entretanto, pode ocasionar um efeito reverso.

Quanto mais grosso ― fora das especificações técnicas ― for este óleo, maior a dificuldade das partes móveis do motor para trabalhar em conjunto. Com o fluido mais denso que o normal, o atrito entre as peças será maior. Elas necessitarão de mais energia para se movimentar, diminuindo a eficiência e aumentando o consumo.

Uma menor viscosidade dos óleos de motor pode promover ligeira melhora no controle de combustível, além de diminuir os resíduos provenientes no processo de queima fóssil.

6. Alternar combustíveis nos carros flex

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Existem proprietários de veículos flex ― aqueles que são híbridos e podem ser abastecidos com álcool ou gasolina ― com a ideia de que ao revezar o fornecimento de combustível no tanque, é possível garantir maior economia.

No entanto, os automóveis de motorização flexível não exigem o abastecimento alternado. Eles foram criados justamente para dar maior liberdade de escolha aos motoristas, não existindo impacto direto no gasto. Então, não há relação entre revezamento de combustível e maior economia.

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Ainda assim, é importante observar a procedência da gasolina caso tenha notado que seu veículo está com gasto acima do normal. Pode ser que a proporção de álcool na gasolina não tenha sido respeitada pelo fornecedor ― resultado de adulteração ―, fazendo você gastar um pouco mais para abastecer.

7. Ativar os dispositivos eletrônicos de segurança

economiacombustivel 1024x683 - 7 mitos sobre o consumo de combustível que você precisa saberOs dispositivos eletrônicos de segurança têm o objetivo de auxiliar o condutor. Em situações desfavoráveis, os sistemas eletrônicos instalados no veículo são programados para agir de modo automático.

No Brasil, a legislação exige que as montadoras incluam freios ABS e airbags frontais em todos os veículos novos de série. Mais à frente, será a vez de itens — hoje opcionais — como controle de estabilidade e tração.

Por exemplo: o controle de estabilidade evita a derrapagem durante uma curva. Já o controle de tração evita que as rodas deslizem quando se acelera em um asfalto molhado e escorregadio.

Entretanto, ainda existem certas dúvidas em relação a esses dispositivos. Eles realmente aumentam a demanda por combustível?

A resposta é não. Os dispositivos atuam em segundo plano, recebendo informações de seus respectivos sensores. Eles acionam a central eletrônica, podendo interferir nos freios ou na aceleração do veículo, diminuindo a potência do motor. De certa forma, estariam até reduzindo o consumo.

É necessário ficar atento às falácias relativas ao consumo de combustível nos automóveis. Existem informações verdadeiras e outras, nem tanto. O consumidor, munido de dados corretos e comprovados, conseguirá avaliar corretamente o que será positivo para o seu orçamento.

Bônus: como a chuva impacta no consumo de combustível?

Trânsito, alagamentos e riscos de acidentes são alguns dos principais fatores presentes em dias de chuva. Mas, além disso, os temporais também podem resultar em um aumento do consumo de combustível e possíveis danos às partes internas do veículo.

Por conta disso, a orientação é evitar dirigir sob chuvas fortes. O problema é que isso nem sempre é possível. Para contornar essa situação existem certos cuidados que podem ser tomados para não sofrer prejuízos.

Imagine o seguinte: ao mergulhar as pernas em uma piscina, o movimento de caminhar fica muito mais difícil do que fora dela, não é mesmo? Isso acontece porque a água gera resistência ao movimento. A lógica é exatamente a mesma com a roda dos carros.

Em chuvas muito fortes, quando pistas e rodovias alagam, o volume de água que criará resistência contra o veículo pode dificultar o movimento das rodas do carro. Consequentemente, será exigida uma potência maior do motor e, como já falamos, isso gera aumento no consumo de combustível.

Se os pneus estiverem murchos, a resistência é ainda maior, sem contar que os riscos de acidente por perda de controle aumentam. Portanto, antes de sair da garagem, não se esqueça de mantê-los calibrados e verificar se os freios estão funcionando.

Já nos casos de chuva fraca ou garoa, o impacto no consumo é praticamente insignificante, pois o acúmulo de água na pista é muito pequeno e quase não gera resistência.

Vale lembrar que dirigir na chuva exige que você mantenha, além do ar-condicionado e dos desembaçadores traseiros, os limpadores de para-brisa ligados. Todos esses itens funcionam por meio de componentes elétricos do automóvel que, por sua vez, também dependem do motor.

Quanto mais dispositivos eletrônicos estiverem ligados, maior será o consumo do veículo. Percebe-se, portanto, que o impacto da chuva no gasto de combustível ocorre de diversas maneiras diferentes.

Quais cuidados você deve tomar com a parte elétrica do carro?

Um dos maiores problemas enfrentados pelos motoristas, ao dirigir em chuvas fortes, é o risco de pane elétrica. No veículo, existem alguns componentes que podem parar de funcionar ao entrar em contato com a água.

Um exemplo disso é a vela de ignição, responsável por soltar a faísca que inicia a queima de combustível. Ao passar em alta velocidade por um alagamento, o espirro de água pode infiltrar no sistema elétrico do carro, causando falhas nesse elemento. O jogo de velas pode queimar, gerando um prejuízo de mais de R$ 300.

Outro problema que a chuva pode causar é a oxidação de alguns itens como a caixa de fusíveis ou o ventilador de arrefecimento. Com o tempo, outras peças podem apresentar defeitos e vão precisar ser trocadas muito mais cedo do que o normal.

Para não ter dores de cabeça, evite transitar em alta velocidade enquanto estiver chovendo e jamais tente ultrapassar alagamentos que cubram mais da metade da roda. Caso você perceba que o veículo está na iminência de sofrer uma pane elétrica ou mecânica, procure um lugar seguro para estacionar e pare de dirigir imediatamente, pois manter o carro em movimento pode causar danos irreversíveis.

Por que é importante manter a manutenção em dia?

manutenção do carro é essencial para evitar dores de cabeça no trânsito e, mais importante que isso, garantir a segurança dos motoristas. Todas as peças de um automóvel se desgastam com o tempo. Por isso, é responsabilidade do proprietário garantir que tudo esteja em bom funcionamento, principalmente em casos nos quais o veículo é utilizado com muita frequência.

Se você ouvir barulhos estranhos no carro, sentir que o freio está muito pesado, que a marcha não está engatando direito ou que o motor demora para funcionar, não deixe de levar o veículo em uma oficina mecânica.

O alinhamento do veículo, a calibragem e o bom estado dos pneus são essenciais para garantir sua segurança na chuva e evitar gastos excessivos com combustível. É preciso também verificar se as pastilhas de freio estão bem conservadas, caso contrário, o risco de acidente é muito alto.

Depois de dirigir em um dia chuvoso, é preciso lavar o carro e verificar suas peças para ter certeza de que não houve nenhuma avaria. Os danos nem sempre acontecem de forma imediata e, por isso, é importante fazer essa verificação.

Como dirigir com segurança em dias chuvosos?

Freios

Evite acionar os freios quando estiver passando em grandes lâminas de água. Nessa situação, o contato da roda com o asfalto não é muito estável e, ao frear, você pode perder o controle facilmente.

Aquaplanagem

Caso aconteça a aquaplanagem — deslizamento sobre o acúmulo de água na pista —, não acelere e não tente frear. É preciso manter o carro em uma velocidade constante, sem rodar a direção. Espere até que o veículo ganhe estabilidade novamente e fique em segurança.

Áreas alagadas

Evite passar por áreas alagadas. Tente se manter em lugares altos e longe de poças. Se o acúmulo de água não estiver acima da metade do pneu, engate a primeira marcha e transite devagar para evitar avarias. Jamais tente ultrapassar um alagamento em alta velocidade.

Ao dirigir na chuva, além do aumento no consumo de combustível, lembre-se que existem também riscos à sua segurança e ao próprio veículo. Portanto, todo cuidado é pouco! Dirija com atenção e não se esqueça das nossas dicas.

Gostou deste conteúdo? Então aproveite para ler também o nosso post sobre as multas que a empresa pode receber ao não identificar seus condutores! Boa leitura!

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