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Os riscos envolvidos em ter um bloqueador veicular no veículo

O bloqueador veicular geralmente é instalado nos veículos com o objetivo de protegê-los contra roubos e furtos. Porém, o que muita gente não sabe é que este “equipamento de segurança”, na verdade, pode causar acidentes gravíssimos, prejudicar o funcionamento da direção, freios e diversas peças do veículo — e ainda pode fazer você perder a garantia do seu automóvel.

Um fator que gera muita discussão é a possibilidade do bloqueador desativar os carros em movimento. Fabricantes afirmam que esse sistema só é projetado para impedir que um carro seja “reiniciado”. Mas, aqui na Cobli, cada vez mais  clientes relatam sobre problemas relacionados a esse item que os colocaram em situações de risco.

Um dos episódios que tivemos conhecimento foi o da estudante, Julia Vieira. No começo de 2015, enquanto dirigia pela Rodovia Raposo Tavares, ela sentiu que o acelerador do carro não estava mais funcionando. O bloqueador quebrou e cortou a injeção eletrônica do carro. A estudante, que voltava da faculdade para casa, teve de empurrar o veículo até o acostamento, em uma das rodovias mais perigosas do Brasil, no meio da noite, e esperar pela seguradora.

Ocorrências desse tipo são cada vez mais comuns no Brasil e também no Mundo. O jornal The New York Times apresentou um caso muito parecido com o da estudante Julia Vieira. Em 2012, T. Candice Smith estava com um amigo dirigindo por uma estrada de três pistas de Las Vegas, quando sentiu que o volante começou a “travar”. O motor do carro parou e, assim como a estudante de São Paulo, eles tiveram de empurrar o carro para o canto da estrada para evitar acidentes. Smith disse ao jornal estadunidense que o desligamento do carro não era devido a uma falha mecânica e sim, devido ao bloqueador colocado em seu carro.

Segundo o jornal, a história de Smith é semelhante à de muitas pessoas que tiveram bloqueadores colocados em seus carros, o que vem fazendo com que autoridades comecem a repensar sobre o uso dos dispositivos. Em janeiro deste ano, o jornal Automotive News noticiou que a justiça de Nova Jersey aprovou um projeto de lei que impõe algumas restrições sobre o uso desses dispositivos.

Um terceiro episódio que tivemos conhecimento, foi de uma empresa de manutenção que fica em São Paulo. Toda a frota da empresa possuía o dispositivo de bloqueio. Nesse caso específico, o item deu problema quando o carro estava parado, porém, no interior da Bahia. Conclusão: por estar a mais de 200 km da capital, o prazo para o reparo foi de sete dias. Ou seja, a empresa ficou sete dias com o veículo parado, além do dia em que efetivamente ele não foi utilizado para que um técnico retirasse o bloqueador do veículo.

Prejuízo Mecânico

Além do grande risco de acidentes, existem também os prejuízos mecânicos. Para entender o porque esse equipamento não é bom para o seu veículo, é necessário primeiro entender de que forma ele “trabalha”. O bloqueador veicular funciona de duas maneiras: pelo bloqueio da ignição (faísca) ou ao cortar o envio de combustível para o motor.

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No bloqueio da ignição, o carro continua em movimento, mas o motor fica parado e sem estar engrenado, como se estivesse em ponto morto. O carro “se comporta” como se estivesse desligado. Ou seja, a direção assistida (hidráulica ou elétrica) perde a assistência, ficando praticamente rígida e o freio também fica duro, pois o vácuo do motor que ajuda o motorista a frear, desaparece.

Os outros tipos de bloqueadores que não inibem a combustão pela faísca da vela de ignição, cortam a injeção de combustível, gerando as mesmas consequências e dificultando a dirigibilidade. “Se o motorista estiver em uma curva, por exemplo, o risco de acidentes é enorme”, afirma o coordenador técnico do Centro de Experimentação e Segurança Viária, Gerson Burin.

Os sistemas de freios e câmbio também podem ser diretamente afetados se o motorista não desacoplar a marcha assim que o motor for “morto” pelo corte da ignição. Isso porque o responsável por mover todas as engrenagens e outros elementos mecânicos da caixa de câmbio é o motor. Uma vez que ele fica inativo, essa tarefa ficará por conta da inércia do veículo e da rotação das rodas, o que pode causar sérios danos a qualquer peça entre as rodas e o motor. Polias e subsistemas que dependem do motor também são afetados e podem ter sua vida útil reduzida.

Aqui no Brasil, os bloqueadores são usados exclusivamente por motoristas ou empresas que querem proteger seus carros de roubos e furtos. Mas, o CESVI BRASIL, único centro de pesquisa do País dedicado ao estudo da reparação automotiva que atua no campo da segurança viária, desenvolvendo estudos e campanhas, indica que motoristas e empresas que queiram ter algum sistema em prol da segurança do automóvel, optem por rastreadores.

Um bloqueador veicular não permite que o motorista saiba onde o carro está em caso de roubo ou furto. Já um sistema de rastreamento pode identificar via satélite a localização do automóvel e não compromete a segurança durante a direção.

Outra dica do CESVI é a de que os motoristas e gestores de frotas instalem somente produtos confiáveis e com especialistas. Equipamentos clandestinos podem prejudicar a parte elétrica do carro.

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