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Saber onde se está no espaço é uma preocupação da humanidade desde que o mundo é mundo. Hoje, com cada vez mais meios de transporte, essa é uma questão que afeta muita gente todos os dias: de ter certeza que o carro está em segurança até saber se uma compra pela internet está chegando logo, o rastreamento veicular é uma ferramenta muito importante. Nesse texto, explicaremos o que ele é, como ele funciona, para que veículos serve, quais suas utilidades, preço e como eles podem ser usados por frotas de empresas.

O que é rastreamento de veículos?

Rastreamento de veículos é uma tecnologia que permite que uma pessoa, à distância, saiba onde está um carro, caminhão ou moto, por exemplo. Para funcionar, são necessárias três peças fundamentais: um dispositivo conectado ao veículo – o chamado rastreador veicular –, um sistema de comunicação capaz de “conversar” com o dispositivo e um meio para que essas informações trafeguem do sistema até o usuário que busca saber a localização do veículo. 

Como funciona um rastreador veicular?

Um rastreador veicular, na maior parte das vezes, é um dispositivo que cabe na palma da mão e pode ser conectado a um veículo por meio de uma tecnologia chamada On Board Diagnostic (OBD, na sigla em inglês, ou diagnóstico a bordo). No Brasil, desde 2010, todos os veículos têm uma entrada compatível com a tecnologia – e é nela que pode ser espetado o rastreador veicular. Conectado ao veículo, o rastreador pode enviar sinais de telecomunicação para uma rede, informando sua localização em instantes específicos. 

Dois são os sistemas de telecomunicações mais comuns. O mais popular deles é o GPS (Sistema de Posicionamento Global, na sigla em inglês), também presente hoje em muitos smartphones. O princípio de funcionamento é o mesmo: o dispositivo – seja o rastreador veicular ou um celular – envia informações para satélites localizados na órbita terrestre. Com os dados, a rede de satélites pode determinar com precisão onde o veículo está localizado. 

Com menor precisão, mas capacidade de funcionar em áreas cheias de árvores, subsolos ou paredes, a tecnologia de radiofrequência é também bastante usada. Nesse caso, o sinal não vai para satélites, mas sim para antenas de rádio ou de telefonia. Com uma triangulação da localização das antenas e um cálculo feito a partir da intensidade dos sinais, o sistema pode também determinar a posição do veículo. 

Modelos mais modernos de rastreadores, com conexão à internet, podem repassar dados online em tempo real, por meio de telemetria – que também permite o envio de informações sobre gasto de combustível, óleo e desgaste dos pneus, por exemplo, a partir de sensores dos veículos. 

Para que serve o rastreamento veicular?

A função primordial de um rastreador veicular é informar a localização exata de um carro, caminhão, moto ou qualquer outro tipo de veículo. É uma funcionalidade que serve especialmente a dois aspectos. O primeiro é a segurança: uma vez que os sistemas armazenam informações da posição do veículo, é possível rastrear sua trajetória no caso de algum sinistro – como um roubo, por exemplo. O outro é a eficiência: com ajuda de um rastreador veicular, é possível determinar as rotas mais rápidas para um trajeto específico. 

Se estiver aliado a outras informações, como um serviço de monitoramento do trânsito em tempo real (como o Waze ou o Google Maps), o rastreador veicular pode ainda fugir de vias congestionadas ou com acidentes. Modelos mais robustos, capazes ainda de captar informações via telemetria, também podem servir para determinar se é necessário realizar manutenção prévia, antes que uma parte específica do veículo quebre.

Uma confusão que muita gente comete é que rastreadores veiculares tem pouco a ver com localizar veículos pela placa – algo que pode ser feito a partir da base de dados do Detran. Por lei, no entanto, só é possível ter informações sobre o veículo, mas não sobre o proprietário, por questões de privacidade.

Seu aliado para agendar a manutenção

Quanto maior o tempo de uso de um veículo, maiores as chances de problemas. Para evitar danos e custos desnecessários, é preciso realizar a manutenção periodicamente. Mas como saber quando é a hora certa de parar o automóvel e fazer uma revisão? A resposta está em um bom serviço de rastreamento veicular.

Os sistemas de rastreamento veicular ajudam a solucionar essa questão. A função de acompanhamento de modo de condução permite calcular melhor as datas e quais tipos de consertos cada automóvel precisa, criando um cronograma cada vez mais eficiente para os gestores de logística.

É possível saber, por exemplo, se um motorista freia demais. Quem conduz dessa forma, acaba desgastando demais peças como embreagem, freios e pneus. O mesmo acompanhamento vale para aceleração e curvas. Tudo isso fica registrado no driver score (uma medição de pontos) de cada condutor e é possível saber quais carros precisarão de manutenção preventiva e quais necessitarão de corretivas – que, geralmente, são mais caras. Com essas informações em mãos, é possível reeducar os motoristas para que eles percebam como podem melhorar seu ofício e manter o bom estado de sua ferramenta de trabalho.

Além disso, ao analisar outros indicadores disponíveis (como por onde circulam os veículos, se estão seguindo efetivamente as rotas traçadas e se enfrentam situações adversas) graças ao rastreamento veicular, é possível mensurar com precisão o rendimento de cada automóvel e confirmar se as metas planejadas para ele estão sendo cumpridas. Caso não estejam, é preciso encontrar os motivos. Muitas vezes, eles são meramente mecânicos, como óleo e filtros precisando de troca.

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Nesse caso, outra função disponibilizada pelo serviço de rastreamento pode ajudar. Em seu painel, o cliente preenche as informações de quando foram feitas as últimas manutenções e consegue programar as seguintes. Por exemplo, dá para marcar a próxima troca de óleo para dali a 10 mil km rodados. Com base na quilometragem percorrida – medida pelo sistema de GPS –, ele recebe um alerta.

Ninguém gosta de ter seu veículo danificado, muito menos se isso puder ser evitado com um pouco mais de atenção e assistência. Se a revisão evita gastos extras e elevados, o rastreamento poupa dores de cabeça com manutenções desnecessárias.

Qual o melhor rastreador veicular?

O melhor rastreador veicular depende da necessidade do veículo – e de quem o utiliza. Veículos de passeio, como motocicletas e carros, por exemplo, podem utilizar modelos mais simples, mais voltados para a segurança. Por outro lado, empresas e pessoas que dependem do veículo para trabalhar podem se beneficiar de dispositivos com mais funcionalidades, uma vez que o uso do automóvel, motocicleta ou caminhão pode afetar bastante os ganhos no final do mês. Grandes empresas que controlam frotas, por sua vez, podem obter vantagens de eficiência ao adotar sistemas de rastreamento veicular. 

Qual o preço de um rastreador de veículos?

É possível achar rastreadores veiculares a partir de R$ 100 – modelos com mais funções, como algum acompanhamento de telemetria, saem por cerca de R$ 300. Há ainda serviços que cobram mensalidades para o acompanhamento em tempo real dos veículos – algo que pode pesar no bolso do consumidor comum, mas útil para empresas.  Há ainda seguradoras que oferecem rastreadores como parte da contratação de um seguro. E há quem já tenha ouvido falar de “rastreadores de carros grátis” – na maioria dos casos, é só uma denominação para produtos que não cobram mensalidade, mas apenas um custo fixo pelo aparelho. Lembre-se: não existe almoço – ou rastreador de carro – grátis de fato. 

O rastreamento de frota funciona da mesma maneira que o rastreamento veicular?

A princípio, sim: o rastreador veicular utilizado em um carro de passeio é bastante similar, em termos de tecnologia, a um que pode ser plugado a um caminhão de frota. O que muda no rastreamento de frota é a forma como as informações captadas pelos dispositivos são processadas – em uma frota, os dados dos vários veículos devem ser considerados em conjunto para, por exemplo, determinar qual deles está mais apto a realizar uma entrega em tempo real ou mais próximo de certa localidade.

O rastreamento veicular nos últimos 20 anos

De uma tecnologia cara para um produto acessível. De um serviço monopolizado por algumas poucas empresas para um setor da economia que cresce mais a cada ano. De empresas que vendem rastreadores a companhias que oferecem uma plataforma completa que vai muito além da simples localização da frota. Esses são os destaques da evolução do rastreamento veicular nos últimos 20 anos.

Quer saber mais sobre essa história? Acompanhe a seguir:

Cenário mundial do rastreamento veicular

Entre as décadas de 1980 e 1990, duas grandes evoluções tecnológicas deram os passos necessários para que os sistemas de telemática de frotas pudessem trilhar seu caminho. O primeiro foi a produção do computador pessoal, que permitiu que empresas de todos os tamanhos (e não ligadas ao governo) também usassem essa tecnologia.

Depois, veio o acesso à internet. Com isso, os programas de gerenciamento de frota em computadores tornam-se habilitados para a web, numa rede de conexão próspera e prática. Gerentes de frota e motoristas passam, então, a compartilhar dados entre si usando portais online.

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Graças a essa combinação de fatores, em 1997, surge o primeiro sistema de gerenciamento de frotas baseado na internet, chamado PHH InterActive. Na mesma década, a General Electric criou o c, uma espécie de software de gerenciamento de frotas que permitia às equipes de gerenciamento executar relatórios usando dados da frota.

Brasil

Por aqui, o rastreamento de frotas só se inicia em 1994. Mas, como a transmissão era feita via satélite, o serviço ainda era muito caro. Só dez anos depois, já no início dos anos 2000, quando o celular passa a se popularizar (trazendo consigo a tecnologia de localização digital por TDMA – sigla em inglês para Acesso Múltiplo por Divisão de Tempo), a oferta começa a baratear.

Nos anos seguintes, a tecnologia do celular evolui rapidamente e o TDMA dá espaço para o GSM (Sistema Global para Comunicações Móveis) e CDMA (Acesso Múltiplo por Divisão de Código), sistemas cada vez mais certeiros. Ao mesmo tempo, a cobertura de sinal nas estradas se amplia, derrubando ainda mais os custos do rastreamento.

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O mercado passa a se aquecer: em 1998, 1,2% da frota de caminhões no Brasil é rastreada. Em 2018, o número sobe para 20%.

Ao infinito e além

O desenvolvimento de tecnologias cada vez mais abrangentes permite um rastreamento mais e mais preciso e a geração de dados que se mostram indispensáveis para o bom gerenciamento de um negócio.

Essa movimentação constante impacta diretamente os bons resultados, tanto para as empresas que oferecem esse serviço quanto para quem contrata. O mercado de rastreamento de veículos segue de vento em popa. Ou melhor, sempre adiante.

Esta publicação te ajudou? Confira essa e outras explicações sobre questões de logística e gestão de frota em nosso blog. Você também pode entrar em contato com um de nossos atendentes pelo (11) 4810-2200 ou pelo euquero@cobli.co.

Rastreamento de Frota

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