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Gestão de frotas é a prática de gerenciamento dos veículos utilizados por uma empresa para transportar mercadorias, passageiros, funcionários e prestar serviços diversos. Para isso, é necessário pensar em estratégias e traçar planos para que esses veículos sirvam a empresa com mais eficiência, reduzindo os riscos e os custos. 

Vale lembrar que gestão de frotas não se aplica apenas a grandes empresas que têm incontáveis ônibus ou caminhões na garagem. Qualquer empresa, por menor que seja, que utilize veículos (um, dois ou uma dúzia) para prestar serviços deve pensar em como gerir bem sua frota. 

Qual a importância da gestão de frotas?

Uma boa gestão de frotas resulta em mais eficiência. Gerir uma frota é planejar e controlar processos com base em informações precisas. Essas informações – como os motoristas estão dirigindo, o estado dos veículos, quanto combustível está sendo gastos, quais rotas estão sendo seguidas – ajudam a tomar decisões mais acertadas, resolver problemas mais rapidamente e economizar.

Quando a gestão de frotas é bem feita, é fácil descobrir se algum processo está saindo caro demais ou eficiente de menos – e se todo o potencial da frota está sendo aproveitado. Assim, você não perde tempo, oportunidades e dinheiro.

Como criar um processo eficiente de gestão?

  • 1. Faça um diagnóstico da sua frota.
    Ou seja: listar todos os veículos da empresa, se são carros, ônibus ou caminhões; descrever o estado de cada um deles, se estão conservados ou se precisam de algum tipo de conserto; anotar quantos quilômetros cada um roda por mês e quanto poderia rodar; saber quanto dinheiro é gasto com combustível, manutenção da frota, salários dos motoristas e todo mundo que trabalha na gestão da frota; verificar se os motoristas estão dirigindo defensivamente.

    Depois de reunir todas essas informações, você vai ter uma visão mais objetiva da real situação da sua frota. Também vai conseguir identificar (ou prever) os problemas e pensar em soluções.
  • Feito o diagnóstico, é hora de desenvolver uma política.
    Calma, a política que você vai criar não tem nada a ver com o que fazem em Brasília. Trata-se de planejar o futuro: definir metas e estabelecer meios e prazos para alcançá-las.Para elaborar essa política você deve descrever muito bem os serviços prestados pela sua frota e fixar algumas diretrizes, como as regras que seus funcionários devem cumprir, assim como os direitos e as contrapartidas dos clientes.

    A política é um conjunto de combinados. E, como sabemos, o combinado não sai caro e reduzir custos é um dos objetivos da gestão de frotas.
  • Depois da política, vamos para a execução
    Isso significa botar todos esses planos em prática. Para isso é importante encontrar as ferramentas e processos adequados, como o uso de rastreamento veicular e o treinamento rigoroso dos motoristas para garantir a segurança e a eficiência da sua frota.

    Com as informações fornecidas pelos rastreadores você vai poder, por exemplo, traçar as melhores rotas, premiar os melhores funcionários e até economizar no combustível e na manutenção. Informações precisas resultam em boas decisões. Decisões acertadas resultam agilidade, flexibilidade, clientes satisfeitos e no cumprimento de tudo o que foi combinado na hora da política.
  • O último passo para uma boa gestão de frotas é o controle
    Chegado esse momento, é preciso assegurar que a política está sendo executada corretamente e que não se está esquecendo de atualizar o diagnóstico.

Como usar a tecnologia a seu favor na gestão de frotas?

O mercado de prestação de serviços está em constante evolução para fornecer uma experiência cada vez melhor para os clientes. Isso quer dizer que as tendências mais recentes buscam incentivar a utilização de sistemas e equipamentos digitais para aprimorar os processos.

A primeira mudança percebida é o aumento da produtividade, tanto na área administrativa como na área operacional. Com o planejamento do roteiro de atendimento da frota, é possível programar cada parada de acordo com a rota mais adequada.

Esse aspecto também interfere na possibilidade de controlar as atividades e obter relatórios gerenciais que descrevem o desempenho da operação. Por esse motivo, a rotina de trabalho pode ser avaliada com precisão, o que permite o desenvolvimento de projetos de melhoria.

Além disso, o investimento em tecnologia pode representar uma fonte de economia com:

  • redução dos custos com combustível
  • A realização de manutenções preventivas
  • A diminuição da quilometragem percorrida
  • A queda do número de infrações de trânsito
  • O controle da jornada de trabalho dos motoristas
gestão de frotas

Principais problemas enfrentados na gestão de frotas

Mau uso dos veículos

Processos podem ser bem desenhados, e as melhores tecnologias podem ser implementadas. Mas, se as pessoas não forem estimuladas a ser parte de um modelo ideal, não haverá investimento que dê o retorno desejado.

É preciso investir em formação e conscientização para que os times reproduzam boas práticas e ensinamentos transmitidos pela administração do empreendimento.

É importante informar e treinar o funcionário sobre condições de conservação dos veículos, direção responsável, tráfego por vias preservadas e cuidado com o veículo de trabalho como se fosse próprio. Para isso, é importante que as empresas criem uma política de gestão de frotas.

Baixa produtividade

Quando se tem um chão de fábrica, em uma indústria, campanhas de comunicação interna são realizadas com frequência para disseminar os valores da empresa e motivar os colaboradores a darem o melhor de si. Nas garagens das empresas de frotas, isso também deve acontecer, já que é importante que o funcionário vista a camisa do negócio e esteja disposto a oferecer bons resultados.

Com isso, a produtividade tende a aumentar, o senso de pertencimento também. A partir daí, serão maiores as chances de cada colaborador se tornar agente de transformação e engrenagem propulsora do negócio.

Uso pessoal dos veículos

Condutores precisam ser conscientizados sobre seu papel e sobre a responsabilidade que assumem ao pegar a direção de um veículo corporativo.

Um dos pontos a serem abordados é o uso indevido dos veículos, a falta de cuidado com eles e, principalmente, a utilização para fins pessoais.

É importante deixar claro para a equipe que o jogo tem regras — legais e internas —, que elas serão fiscalizadas (com base em documentação, rastreamento e sistemas de telemetria, por exemplo) e que penalidades serão aplicadas aos transgressores.

Desperdício de combustível

O comportamento dos motoristas influencia no consumo de combustível. Por isso, eles devem ser orientados adequadamente e treinados para uma direção defensiva, prevenindo maus hábitos de direção, como acelerações e frenagens bruscas.

Também é importante que o condutor seja treinado para adaptar sua direção ao estilo da via, já que há diferenças significativas entre ruas urbanas e estradas, o que repercute no gasto de combustível.

Ainda para economizar combustível, deve-se evitar o uso de equipamentos como ar-condicionado quando não for necessário.

O papel da tecnologia na gestão de frotas

É preciso compreender a grande variedade de frotas que podem ser beneficiadas pela ampliação do uso da tecnologia. Nesse cenário, as empresas de transporte são consideradas as principais usuárias, porém diversos tipos de negócios podem ser atendidos.

Esse é o caso de prestadoras de serviços que utilizam veículos de pequeno porte para o deslocamento até os clientes. Para essas empresas, o gerenciamento da frota representa uma fonte de planejamento da utilização dos recursos disponíveis e a extração do máximo de produtividade de cada carro ou utilitário. Por isso, é importante conhecer quais aspectos podem ser melhorados com o investimento em tecnologia.

Contribui para a redução de custos

O controle dos custos com a manutenção, a conservação e o abastecimento da frota representa o maior desafio para o gestor da área. Contudo, os sistemas de informação oferecem soluções para que seja possível acompanhar os gastos com precisão.

Ao mesmo tempo, é viável utilizar os recursos de forma racional, aumentando a produtividade da equipe. Como consequência, os custos são diluídos e o impacto se torna menos significativo.

Permite adotar a realização de manutenções periódicas

A redução de custos de uma frota depende de diversos aspectos que podem ser mais bem administrados com o auxílio de ferramentas informatizadas. Além da disponibilidade de informações sobre a frota, como a quilometragem rodada e o tempo de deslocamento, é possível programar a realização de manutenções periódicas.

Tal medida contribui para acompanhar o desgaste de peças e pneus, planejando, assim, a sua reposição conforme a necessidade. Essa atividade também oferece o benefício de prolongar a vida útil dos veículos e evitar defeitos que deixariam parte da frota em estado ocioso.

Permite o compartilhamento de informações com os clientes

A disponibilidade de dados, tanto para o controle interno como para o compartilhamento com os clientes, representa um fator que aumenta a qualidade dos serviços. No caso de uma empresa dedicada ao transporte de mercadorias, por exemplo, é importante repassar a previsão de chegada e a localização do pedido em cada etapa do processo.

Em muitos casos, as empresas empregam o uso de sistemas de rastreamento que indicam a localização de cada veículo em tempo real e registram o seu histórico de deslocamento. Essa conectividade é essencial para a geração de informações úteis que podem se tornar um diferencial competitivo.

Elabora o dimensionamento ideal da frota

Um dos desafios enfrentados pelas empresas envolve a quantidade de veículos disponibilizados para o atendimento dos clientes. Como a frota é um patrimônio de alto valor, nem sempre a aquisição de novos veículos pode ser uma opção viável.

Isso quer dizer que o gestor tem opções limitadas e deve agir para usar de forma otimizada os recursos que estão disponíveis. A análise da demanda e a capacidade de atendimento de cada carro devem ser levadas em consideração para o cálculo.

Essa é uma medida que busca distribuir as atividades de forma equilibrada para que não haja profissionais ociosos ou uma sobrecarga de tarefas sobre a equipe.

Possibilita o planejamento da rota de atendimento

Uma das principais inovações para o gerenciamento de frotas é constituída por sistemas de roteirização. Os roteirizadores são desenvolvidos com o intuito de identificar o trajeto ideal com base no número de clientes a serem atendidos.

Não somente os operadores de transporte podem ser beneficiados com a utilização de rastreadores. Esse é o caso de empresas que realizam serviços de reparo ou controle de pragas no local determinado pelo contratante.

Fornece informações precisas

Um dos aspectos de gestão em que as pequenas empresas encontram problemas é a falta de informações sobre os processos. Com isso, é cada vez mais complexo mensurar os gastos e a entrada de receitas.

O conhecimento sobre os resultados é fundamental para:

  • Subsidiar a tomada de decisão
  • Evitar o desperdício de recursos
  • Identificar oportunidades de melhoria
  • Acompanhar indicadores de desempenho

Em geral, as ferramentas sistêmicas atuam para registrar as transações e converter o seu conteúdo em relatórios e tabelas que podem ser compreendidos facilmente. Não basta somente comunicar, mas é preciso garantir que apenas as informações estratégicas e relevantes serão transmitidas.

A aplicação da tecnologia na gestão de frotas é uma relação de sucesso com resultados significativos para as empresas que realizam esse tipo de investimento. A emissão de relatórios e a possibilidade de acompanhamento do trajeto em tempo real são fatores que tornam a prestação de serviço cada vez mais qualificada.

7 dicas para melhorar sua gestão de frotas

1. Gerencie custos por viagem

Cada viagem é única, tem características próprias e custos diferentes em relação às demais, mesmo que realizadas em percursos iguais.

Para controlar os gastos por corrida, é preciso registrar a quilometragem rodada, o combustível gasto e despesas com o motorista (incluindo alimentação e hospedagem, quando for o caso), além de consertos e desgaste de peças.

2. Gerencie gastos de manutenção

Crie uma política de manutenções, com periodicidade bem definida para a manutenção da frota. Vale a pena investir em automação para acompanhamento dos prazos estabelecidos.

Isso contribui para a previsão de gastos com consertos e alimenta o histórico de serviços realizados em cada veículo, permitindo identificar a quilometragem média para determinados tipos de desgaste, dentre outras informações relevantes.

3. Rastreie seus veículos com softwares especializados 

Desvios de rota podem resultar no atraso das escalas seguintes e na insatisfação do cliente. Para evitar esse tipo de situação, escalas e roteirizações podem ser gerenciados por soluções tecnológicas de rastreamento e monitoramento via satélite.

Com esses dispositivos, softwares coletam dados em tempo real e permitem comparar se a rota realizada corresponde à planejada, para sinalizar necessidade de contato com o motorista ou replanejamento da sequência de saídas daquele veículo, facilitando a gestão de frotas. A funcionalidade também é útil para coletar dados necessários ao cálculo do gasto de combustível por rota.

4. Invista em capacitação

Conscientização não tem nada a ver com sermão ou lições de moral, ela vem com treinamento. Quando as pessoas se sentem seguras para realizar determinada atividade, elas a encaram com engajamento e motivação.

Por isso, é vital investir em capacitação dos colaboradores, com foco nos motoristas. Temas como segurança, controle de manutenção, prevenção a acidentes, legislação de trânsito, cuidados com o transporte de mercadorias, conferência de documentos fiscais e do veículo e proatividade para comunicar problemas fazem parte da formação de um bom profissional de condução de frotas.

5. Atualize cadastro de veículos e motoristas

É importante manter registros atualizados sobre os motoristas e sobre os respectivos veículos em uso.

Isso facilita a identificação do condutor em caso de multas por excesso de velocidade ou transgressão a outra regra de trânsito, para que o ônus seja repassado ao responsável e não penalize a empresa.

6. Instale câmeras de monitoramento

As câmeras trazem mais controle da operação e maior segurança ao motorista e à carga transportada.

A análise de imagens pode ser feita em programa específico, permitindo identificação de situações de risco e investigação de ocorrências e de delitos.

7. Invista em tecnologia para gestão de frotas

Satélites, câmeras, sensores, dispositivos de geolocalização, sistemas de gestão. Todos esses recursos podem otimizar os processos de gestão de frotas e não podem faltar nas empresas desse ramo.

Principais erros na gestão de frotas e como solucioná-los

Não basta ter uma coleção de carros, motos, caminhões e vans, receber demandas de entregas e atendê-las para se considerar que é feita a gestão dessa frota. Governança vai muito além e implica em traçar diretrizes e executar ações alinhadas com os objetivos organizacionais.

Nesse processo de gerenciamento de frotas, nem tudo são flores. Algumas falhas podem ocasionar perdas e impactar o retorno sobre os investimentos. Elas costumam ser as principais causas de desperdício de recursos e de redução da lucratividade.

Descuidar da manutenção

Gastos com trocas e ajustes de peças podem ser evitados se houver uma manutenção preventiva que mantenha os veículos em bom estado e retarde o desgaste e, consequentemente, a substituição.

Outro benefício de manutenções programadas é o afastamento de acidentes, que colocam a vida de funcionários e terceiros em risco e podem ocasionar o pagamento de indenizações e despesas médicas.

Além disso, a performance é melhorada, fazendo com que o rendimento das corridas seja maior e o consumo de combustível e óleo seja racionalizado.

Dar sobrevida aos pneus

Com segurança, não se brinca — e nem com custos de abastecimento. Por isso, a vida útil dos pneus deve ser respeitada, e as tentativas de reaproveitamento devem ser abandonadas.

Mais um aspecto que talvez afete negativamente a fluidez dos trabalhos é a troca inesperada, que pode atrasar entregas ou interromper viagens previstas. Nesse caso, problemas serão causados para a escala de rotas e para o cliente, que não poderá contar com produtos para a continuidade de seus negócios no momento esperado.

Não controlar o uso de combustível

Ter uma noção do consumo médio de combustível é importante não só para controlar gastos, mas também para ter noção da “saúde” do veículo e da necessidade de manutenções.

Identificar motivos pelos quais um carro, moto ou caminhão está gastando mais combustível do que de costume é relevante, já que pode não só reduzir despesas como evitar eventuais riscos à segurança.

Não gerenciar rotas

É preciso fazer o gerenciamento de rotas, para que a gestão de frotas seja eficiente. Não é possível acreditar que gerir uma frota possa se limitar ao cadastramento de veículos e de suas entradas e saídas no pátio ou garagem.

É preciso saber para onde, exatamente, o veículo vai e por onde ele passa para chegar ao seu destino. Além de criar rotas mais ágeis, seguras e por trechos bem conservados, é possível identificar postos com melhores preços para abastecimento e traçar caminhos que passem por eles, sem grandes desvios.

Escolher modelos de veículos sem critérios

Quando uma frota vai ser composta ou renovada, é comum que sejam avaliadas características como: espaço interno para transporte de carga, quantidade de lugares para transporte de pessoas, consumo médio combustível, volume de tanque, etc.

Mas um critério que precisa ser analisado é o gasto com manutenção de cada veículo. Vale a pena realizar uma pesquisa comparativa, como a que fizemos com carros 1.0 e VUCs, para incorporar à frota veículos com bom custo/benefício não só para substituição de peças, mas também para consumo de combustível e contratação de seguro.

Descontrolar gastos com manutenção

Manutenção é algo que precisa ser programado. Não dá para simplesmente impactar o caixa com saídas para pagamento de consertos ou compras de peças sem que tenha existido previsão orçamentária para isso.

Surpresas negativas não são bem-vindas — e quando elas repercutem no lado financeiro, menos ainda. Por isso, é fundamental ter um histórico de valores já pagos em situações anteriores. A partir daí, é possível planejar um orçamento que comportará todos os acionamentos necessários.

Desconhecer os veículos da frota

Todo bem tem uma trajetória, e, no caso de negócios que dependem de frotas, é fundamental ter o histórico de todos os veículos. Quando se deixa de conhecer cada veículo e seu ciclo de vida, perde-se em atuação proativa para evitar problemas recorrentes e inerentes a determinados modelos.

gestão de frotas

10 ensinamentos sobre gestão de frotas da Associação Nacional de Administradores de Frota, Inc.

1. As trocas no ambiente de trabalho são muito valiosas

A gestão de frotas, apesar de ser uma área muito importante para as empresas, costuma ser composta por poucas pessoas. Uma área pequena talvez facilite o gerenciamento dos processos, mas, dessa forma, processos como a troca de boas práticas e aprendizados que possam trazer melhorias ficam prejudicados.

Conversar com quem já passou por diversos desafios profissionais pode contribuir para ampliar a resolução dos problemas, bem como ajudar a definir as melhores estratégias. Em um momento que a empresa está indo muito bem e as vendas aumentando gestores que já passaram por outras experiencias certamente podem ajudar!

2. Tomar decisões baseadas em dados é comum nas melhores frotas

Keith Leech, diretor da frota de Sacramento, Califórnia, afirma que ele chegou a este posto tomando decisões baseadas em dados.

Keith e o supervisor operacional da Departamento de Polícia de Nova Iorque (NYPD) Hassan Eldaly, falam sobre implementar iniciativas como a digitalização das jornadas de trabalho dos técnicos até projeções financeiras do valor dos veículos.

Segundo eles, os chefes da polícia recebem todos os dias às 5 da manhã relatórios da disponibilidade dos veículos para começar o dia de trabalho. Neste relatório, os gestores de frotas rastreiam o status de cada veículo, como por exemplo: quais estão em manutenção, quais estão sendo vendidos, quais são os mais ou menos utilizados etc. Tudo isso para que os chefes da polícia possam ser proativos ao alocar os veículos aos policiais do jeito mais eficiente possível para minimizar manutenções corretivas, tempo ocioso e desequilíbrio em relação ao uso dos carros.

3. Poder criar e refinar uma política é o que define um gestor de sucesso

Sonya Garrepy, gestora de uma frota de serviços de 400 veículos, fala da importância de criar políticas e não só seguir as que são implementados pelos diretores. Segundo ela, para saltar na carreira é preciso analisar minuciosamente os problemas, priorizar soluções e criar políticas a serem seguida por todos os funcionários da empresa.

Na operação de Sonya, o alto índice de acidentes era um grande problema, que causava prejuízos tanto para os motoristas quanto a instituição. Com o intuito de diminuir os acidentes de um jeito significativo, eles decidiram lançar uma nova política e um programa de condução dos motoristas, que penalizava os maus condutores e recompensava os bons.

No programa, os motoristas recebiam e-mails semanais com dicas de boa condução. Em parceria com a seguradora contratada, eles também definiram todos as causas de acidentes e quando o condutor realmente tinha ou não culpa.

Se o condutor fosse identificado como culpado, acontecia da seguinte forma:

1º acidente em que o condutor foi considerado culpado: seria obrigado a fazer um curso de direção defensiva durante um mês.

2º acidente: um sistema de telemetria seria colocado no veículo dele para que Sonya pudesse tracker a pontuação do motorista mensalmente. Caso a pontuação estivesse abaixo de um certo nível, o direito de dirigir seria revogado.

3º acidente: o direito de dirigir do condutor seria revogado e, muitas vezes, o condutor poderia ser demitido.

Mas não era só penalidade! Quem não tivesse nenhum acidente no período de um ano recebia uma recompensa de U$ 250. O resultado deste novo programa e política? A empresa conseguiu diminuir 50% o número dos acidentes anuais e Sonya foi reconhecida por toda empresa, assumindo nova responsabilidades e subindo na carreira dela.

4. A habilidade de adaptar um plano é mais importante que o próprio plano

Qualquer gestor de frota sabe que os planos muitas vezes mudam assim que os veículos saem da base. Portanto, é muito mais importante ser proativo em adaptar o seu plano à realidade do que simplesmente seguir o seu plano original cegamente.

Mas isso não se aplica só para situações do dia como mudar de rota devido a um serviço imprevisto. Isso também pode ser aplicado para casos mais estratégicos, como o programa de treinamento de condução para os motoristas da Sonya Garrepy.

Na primeira tentativa de implementar o programa, existia uma política mais conveniente para os diretores da empresa. Apesar disso estar de acordo com a política corporativa da empresa, acabou gerando bastante fricção.

Após uma conversa com a diretoria e a empresas de seguros contratada, Sonya conseguiu mudar para uma política única para todos os níveis. Então, mesmo um CEO, poderia ser demitido por um histórico de mau direção e acidentes.

Em vez de seguir com o plano original, Sonya identificou um imprevisto grande que ameaçou o sucesso do programa e conseguiu adaptá-lo rapidamente. Se ela não fizesse esta mudança, o programa provavelmente não teria tido o apoio da empresa inteira e eles não tivessem conseguido diminuir em 50% os acidentes.

5. Os melhores gestores de frotas escutam mais do que falam

Todo mundo tem algo para ensinar, algo para aprender e todo mundo gosta de ser escutado. Para um gestor de frota, entender mais o dia a dia dos motoristas e as reclamações do time de vendas, por exemplo, pode trazer um ganho expressivo.

Kristin Leary, ex-diretora da frota da Coca-Cola nos EUA, contou que quando entrou na empresa passou 90 dias escutando todas as áreas, pegando a perspectiva de cada um sobre os principais problemas e as sugestões de melhoria, antes de fazer qualquer mudança.

Kristin afirmou que mesmo os executivos esperando que tudo mudasse de um dia para outro, este período foi fundamental para o sucesso das iniciativas que ela acabou lançando por duas razões:

  1. Ela realmente entendeu as causas/raízes de alguns problemas e fricções entre as áreas;
  2. Ela ganhou o respeito e confiança de todas as áreas, facilitando a aceitação dos novos programas.

6. Adaptar-se à tecnologia é fundamental

Quando a empresa de Phil Samuelson cresceu para milhares de veículos em 2014, o CEO solicitou que investisse pesadamente em tecnologia. “Bons dados contam a história inteira”, o CEO falou.

Através de um esforço inicial, eles acabaram lançando várias iniciativas como um programa de condução dos motoristas, manutenção e gestão de combustível. Um dos maiores ganhos dessa implementação de tecnologia veio da descoberta que 4% da gasolina estava sendo roubada por ano e no total, eles acabaram economizando dezenas de milhões de dólares por ano.

7. Muitos dos líderes de gestão de frotas não começaram no setor

Apesar de hoje em dia existirem diversos cursos de logística e gestão de frotas, muitos dos líderes da área nos EUA não começaram as suas carreiras através deste caminho!

Kristin Leary também contou que começou a carreira como administradora auxiliar em uma empresa média. Através de uma oportunidade, ela começou a tocar a área de frotas, que comportava mais de 50 veículos, e acabou ganhando uma reputação boa por ser tão atenta aos detalhes e proativa ao resolver problemas.

Kristin ficou apaixonada pelo trabalho, passou a dedicar bastante tempo de estudo à área e juntou-se à comunidade da NAFA. Quando a Coca-Cola abriu uma vaga para à área de frotas, um associado da NAFA recomendou Kristin.

Apesar de, na época, ela não sentir-se pronta em termos de habilidades profissionais para uma frota tão grande, os executivos da Coca-Cola acharam que ela seria a pessoa certa para a vaga e lhes mandaram uma oferta.

8. Locadoras podem te ajudar bastante

Além dos benefícios financeiros que podem vir com a terceirização da frota, locadoras também podem te trazer bastante expertise em outras questões relacionadas à manutenção, seguros e até gestão de combustível.

Nos EUA, este mercado é bastante evoluído e muitas empresas trabalham com o que eles chamam de Fleet Management Companies (Empresas de Gestão de Frotas).

9. Cada frota é única

Nenhuma frota é 100% igual e cada um tem suas peculiaridades, seus desafios e seus objetivos.

Uma frota de controle de pragas, por exemplo, vai operar de uma forma bem diferente do que uma frota de logística de produtos eletrodomésticos. Além dos veículos e operações serem diferentes, normalmente os desafios também são.

Para a frota de controle de pragas o principal desafio poderia ser o planejamento de serviços devido à imprevistos, enquanto que para a frota de transporte de produtos eletrodomésticos, o grande desafio seria diminuir custos com manutenção corretiva.

Então, na hora de procurar por soluções para a sua frota, verifique se o seu fornecedor realmente entende muito bem do seu negócio e dos seus desafios.

10. Rastreamento é só uma solução entre muitas opções para a melhoria de frota

Embora saber a localização da frota em tempo real seja a base de uma operação enxuta e adaptável, existem várias outras ferramentas a serem adotadas para capturar o máximo de ganho possível.

Algumas destas opções são:

  • Telemetria e um programa de condução do motorista
  • Programa de manutenção preventiva
  • Cartões de controle de combustível
  • Planejador de rotas

Esta publicação te ajudou? Confira essa e outras explicações sobre questões de logística e gestão de frota em nosso blog. Você também pode entrar em contato com um de nossos atendentes pelo (11) 4810-2200 ou pelo euquero@cobli.co.

Rastreamento de Frota
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