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Todo mundo precisa de comida na mesa – e uma parte grande da responsabilidade para que isso aconteça recai sobre a atividade de transporte de alimentos. 

Levar a comida das fazendas e fábricas para os supermercados e a casa das pessoas, não à toa, é uma atividade essencial – e uma das que mais rendem fretes aos caminhoneiros.

Mas para conquistar clientes e cargas desse setor tão importante para as pessoas, é preciso obedecer a algumas regras e boas práticas. 

Neste texto, você vai entender como deve ser o transporte de alimentos, quem o fiscaliza e quais são as regras para diferentes tipos de cargas – como o transporte de alimentos refrigerados, congelados ou perecíveis. Vamos lá? 

Entenda as categorias do transporte de alimentos

Basicamente, é possível dividir o transporte de alimentos em dois tipos de cargas: as perecíveis e as não perecíveis. 

De modo geral, alimentos não perecíveis são aqueles que têm menor risco de estragar. É o caso de produtos secos e industrializados – como arroz, feijão, açúcar, bolachas e macarrão, por exemplo. 

Já os alimentos perecíveis podem pertencer a diferentes grupos de produtos – indo desde frutas e legumes até cargas que devem ser transportadas com ajuda de refrigeradores ou congeladores. 

Em resumo, uma lista de alimentos perecíveis inclui: 

  • carnes, aves e peixes;
  • frutos do mar;
  • ovos e seus subprodutos (como maionese, por exemplo);
  • alimentos congelados;
  • leite e derivados;
  • frutas e legumes

É bom ficar atento a que tipo de carga você vai transportar porque cada uma delas tem regras específicas – e também, um tipo de pagamento diferente.

Apesar de oferecerem mais riscos e também necessitarem de maior necessidade de adequação por parte do caminhoneiro, cargas perecíveis e refrigeradas costumam ter valores de frete maiores. 

Quem fiscaliza o transporte de alimentos? 

De maneira geral, as regras para o transporte de alimentos e a fiscalização dessa prática são feitas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

É um órgão do governo responsável por cuidar do bom estado dos alimentos e também de remédios e produtos hospitalares, por exemplo. 

A Anvisa recomenda que os estabelecimentos tenham guias de boas práticas e normas sobre o manuseio de alimentos em várias áreas – muitas vezes, eles são chamados de POP (Procedimento de Operação Padrão); no caso aqui, você deve procurar pelos POP para transporte de alimentos. 

Além disso, Estados e municípios podem criar suas próprias regras de transporte de alimentos, então é bom ficar atento. Nesses casos, a vigilância pode ser das autoridades de trânsito locais ou da Polícia Rodoviária de cada Estado. 

Quais são as principais regras para o transporte de alimentos não perecíveis? 

De todos os tipos de transporte de alimentos, as cargas não perecíveis são as mais simples. Há várias razões para isso. 

Além do fato de que os produtos têm risco muito menor de estragar, eles costumam ser transportados em caixas, o que facilita sua acomodação no caminhão. 

O armazenamento para o transporte desses alimentos também é mais simples, tornando-se mais fácil carregá-los e descarregá-los. 

Mas é preciso prestar atenção em algumas regras: toda categoria de produtos, mesmo em caixas, têm normas específicas de peso máximo e quantidade de volumes que podem ser empilhados. 

É algo que é preciso respeitar não só por ser uma regra, mas também para o risco de gerar acidentes e danos à carga – algo que pode gerar prejuízo para o caminhoneiro. 

Além disso, é preciso estar sempre com os documentos em dia, tanto os do veículo quanto os da carga – então preste atenção na hora de emitir e carregar a mercadoria. 

Outra questão é que é proibido trafegar com produtos que tenham data de validade vencida – de maneira que é sempre bom ficar de olho para saber se a carga não está perto de ficar fora do prazo, para evitar problemas. 

Qual é a legislação para o transporte de alimentos perecíveis? 

Quem estiver a fim de transportar alimentos perecíveis, por sua vez, terá de obedecer a uma quantidade maior de regras. 

Na definição da Anvisa, a categoria de perecíveis inclui “produtos alimentícios, alimentos in natura, produtos semipreparados ou produtos preparados para o consumo que, pela sua natureza ou composição, necessitam de condições especiais de temperatura para a sua conservação”. 

Entre as regras importantes, uma das principais é o controle de temperatura, higiene e tempo da viagem, para evitar que haja proliferação de microorganismos nos alimentos. 

Também se deve evitar o contato dos alimentos com substâncias que possam contaminar esses produtos – uma forma de fazer isso é fazer seu transporte em um compartimento único. 

Para evitar riscos de contaminação e dano aos alimentos, todos os materiais usados para proteger e fixar a carga, como plásticos e cordas, devem ser desinfetados antes do uso. 

Assim como no caso dos alimentos não perecíveis, também é necessário fazer testes para verificar se a embalagem aguenta o transporte, bem como empilhar as caixas adequadamente. 

Outra exigência é que os caminhões precisam passar por uma inspeção sanitária, obtendo assim um certificado de vistoria. 

Todo veículo que faz transporte de alimentos também deve ter, em suas laterais, um aviso de que carrega esse tipo de carga, detalhando nome, endereço e telefone da empresa. 

transporte de alimentos refrigerados

E o que deve ser feito quanto às cargas refrigeradas? 

Quem deseja fazer o transporte de alimentos refrigerados ou congelados deve obedecer a um número ainda maior de regras. 

É uma tarefa que pode compensar financeiramente: normalmente, esse tipo de carga tem um valor agregado maior, resultando em pagamentos mais altos para o caminhoneiro. 

Como você deve imaginar, o caminhão precisa ser adaptado para isso e ter uma câmara refrigerada, capaz de levar os alimentos na temperatura adequada. 

De acordo com a Anvisa, cada tipo de alimento deve ficar em uma temperatura diferente: 

  • Resfriados: abaixo de 10º C;
  • Congelados: abaixo de 8º C;
  • Rapidamente congelados: abaixo de 18º C. 

Além disso, por questões de higiene, o espaço de armazenamento deve ser feito com materiais lisos, impermeáveis e laváveis. 

Outra questão importante é que o veículo deve ter sempre um termômetro calibrado de fácil acesso, para que seja possível verificar a temperatura a qualquer hora. 

É importante também fazer a revisão da câmara refrigerada para saber se os equipamentos estão em dia e não oferecem nenhum risco de contaminação ou perda de performance durante a viagem. 

E claro, é importante lembrar que o tempo aqui é dinheiro – afinal, quanto mais longa for a viagem, maior é o risco dos alimentos terem algum tipo de dano.

Saiba aqui como tecnologias como roteirização e rastreamento podem te ajudar nesse sentido. 

Rastreador veicular 1 - Transporte de alimentos: como deve ser feito e quais suas regras
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